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Relatório mensal: Fatores pontuais dão alívio ao IPCA de 2024

Equipe econômica do C6 Bank, liderada por Felipe Salles, divulga projeções

Atualizado em

A equipe econômica do C6 Bank, liderada por Felipe Salles, divulgou nesta quinta-feira (8) mais uma edição do seu relatório macroeconômico. Confira, abaixo, a íntegra do documento:

Internacional

Os bancos centrais das principais economias desenvolvidas continuam com políticas restritivas, mas se preparam para um início de ciclo de cortes de juros este ano. A postura das instituições (nos Estados Unidos, Zona do Euro e Reino Unido) é de cautela, priorizando mais evidências de desaceleração da inflação. Os presidentes dos bancos centrais sinalizaram que cortes de juros são improváveis em março.

Por outro lado, o ciclo de corte de juros prossegue em países emergentes. Brasil e Chile, por exemplo, reduziram os juros em 250 e 400 pontos-base, respectivamente, até o momento.

A economia mundial cresceu mais do que o esperado em 2023. O PIB americano expandiu robustos 2,5%. A Zona do Euro evitou uma recessão no 4T e fechou o ano com crescimento de 0,5%. A China cresceu 5,2%, em linha com a meta do governo.

Brasil

Dados recentes confirmaram uma forte desaceleração da atividade no 2S23. Projetamos crescimento do PIB de 1,5% em 2024. Em 2025, a economia também deve crescer cercade 1,5%.

O resultado primário do setor público consolidado deve ser deficitário em 0,7% do PIB em 2024 e em 2025. Esses números incorporam parte das medidas fiscais anunciadas pelo governo.

Para a taxa de câmbio, projetamos dólar a R$ 5,30 ao final de 2024. Para 2025, revisamos nossa projeção de R$ 5,50 para R$ 5,30 devido a melhora na balança comercial.

Após surpresas para baixo na inflação, reduzimos nossa projeção de IPCA de 2024 de 5,3% para 5%. Para 2025, esperamos que a inflação fique em 5%.

O Copom reduziu a taxa Selic de 11,75% para 11,25% em janeiro e indicou quedas adicionais no mesmo ritmo de 50 pontos-base. Projetamos Selic de 9,25% ao final de 2024 e 8,5% em 2025.

Panorama Global

EUA

A economia americana cresceu 2,5% em 2023, apoiada em um consumo forte das famílias. A expectativa é de uma desaceleração este ano, em linha com a política monetária restritiva do banco central americano (Federal Reserve, Fed). Não vemos, por ora, nenhum sinal de recessão.

Indicadores coincidentes apontam uma expansão da atividade, puxada pelo setor de serviços e por uma contração mais moderada em manufaturas. Os dois setores costumam andar juntos e a recente divergência pode ser explicada pelo aumento do consumo (em sua maior parte, composto de serviços).

O mercado de trabalho segue sólido. A taxa de desemprego se manteve em 3,7% em janeiro e o ganho médio por hora trabalhada acelerou. A criação de empregos também subiu e está acima da média de 2023. O número de vagas abertas por desempregado segue elevado, o que tende a manter os salários altos.

A inflação continua desacelerando, com preços de bens mais benignos. O PCE subiu 0,2% em dezembro, conforme o esperado, e em doze meses acumula alta de 2,6%. O núcleo do indicador (exclui alimentos e energia) diminuiu de 3,2% para 2,9% em doze meses.  A composição do índice continua mostrando que o setor de bens não é uma preocupação e está em deflação há três meses. Por outro lado, a inflação de serviços segue persistente, com salários elevados (acima da produtividade), em razão do aperto no mercado de trabalho, que pressiona custos do setor.

Na decisão mais recente de política monetária, o Fed manteve os juros em 5,25% a 5,5% ao ano pela quarta vez consecutiva – maior patamar em mais de 20 anos – conforme esperado. O comunicado deixou claro que o comitê de política monetária do Fed irá esperar por mais evidências de que a inflação esteja convergindo em direção à meta de forma sustentável antes de iniciar o ciclo de corte. O presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou tal mensagem, acrescentando que é improvável uma redução nos juros na reunião de março.

Em nossa visão, o mercado de trabalho aquecido, a inflação subjacente (medida por diversas métricas divulgadas pelo Fed) persistente e a comunicação recente de Powell corroboram nossa expectativa de que o ciclo de corte de juros nos Estados Unidos deve começar no terceiro trimestre deste ano. No entanto, reconhecemos que as chances de um corte no segundo trimestre estão aumentando, caso o núcleo da inflação, medido pelo PCE, continue perto da meta nos meses à frente. O dólar vem ganhando força depois da comunicação do Fed, sinalizando juros altos por mais tempo do que o esperado por investidores. A trajetória de desvalorização da moeda americana inverteu, principalmente depois do banco central americano sinalizar três cortes de juros este ano.

Europa

A guerra entre Rússia e Ucrânia está próxima de completar dois anos. A Rússia segue bombardeando regiões da Ucrânia. A União Europeia aprovou um novo pacote de ajuda financeira à Ucrânia.

A economia na Zona do Euro teve crescimento baixo em 2023, perdendo força principalmente no segundo semestre. O PIB cresceu 0,5% no ano comparado a 2022. O consumo doméstico baixo, as condições financeiras mais apertadas e o preço mais elevado de energia pesaram sobre a atividade. Entre as maiores economias da região, a Alemanha encolheu 0,3% e a França cresceu 0,9%.

A atividade econômica continua fraca neste início de ano. A produção industrial mantém tendência de queda. O volume produzido está no menor nível em 3 anos. O mercado de trabalho, no entanto, continua forte na área do euro. A taxa de desemprego permanece na mínima histórica da série iniciada em 1998, em 6,4% no mês de dezembro, e pode manter pressão sobre salários.

A inflação segue alta, mas tem desacelerado. O índice de preços ao consumidor subiu 2,8% nos últimos doze meses até janeiro. O núcleo da inflação, que exclui alimentos, energia, álcool e tabaco, desacelerou de 3,4% para 3,3%, com contínua redução na inflação de bens, mas com pressão de serviços. A inflação permanece bem acima da meta de 2%. Negociações salariais que devem acontecer neste início de ano em diversas categorias têm sido acompanhadas de perto.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros inalteradas, conforme esperado. Esta foi a terceira pausa consecutiva, depois de dez aumentos de juros desde meados de 2022. A taxa de depósito permaneceu em 4% ao ano – pico da série histórica. Em comunicado, o Banco reafirmou que a política monetária deve continuar restritiva por tempo suficientemente longo para continuar contribuindo com o objetivo de levar a inflação à meta. O comunicado manteve que decisões futuras continuam dependentes de dados. A presidente do Banco, Christine Lagarde, durante a coletiva de imprensa, disse que existe consenso no comitê de política monetária que as discussões sobre cortes de juros são prematuras. Em nossa visão, os juros devem permanecer elevados por mais algum tempo.

No Reino Unido, a inflação segue alta. Nos 12 meses até dezembro, a inflação acumulou alta de 4% e o núcleo, que exclui alimentos, energia, álcool e tabaco, continuou avançando 5,1%, com persistência no crescimento de preços de serviços. O mercado de trabalho continuou robusto e está mais apertado do que se previa anteriormente baseado em dados temporários – a taxa de desemprego nos três meses até novembro foi de 3,9% e não 4,2%. Por outro lado, as vagas em aberto estão cedendo, apesar de ainda estarem em nível elevado.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve a taxa de juros em 5,25% ao ano, conforme esperado – é o maior nível em 15 anos. A pausa foi a quarta consecutiva, depois de 14 aumentos. O BoE prevê estagnação da economia nos próximos trimestres. Na ata da reunião, o Banco retirou mensagens anteriores de que mais aperto na política monetária pode ser necessário, mas manteve que a política deve continuar restritiva por tempo suficientemente longo para que a inflação retorne à meta no médio prazo, em linha com o mandato do Banco. Em nossa visão, os juros devem permanecer elevados por mais tempo.

Japão

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve a taxa de juros de referência estacionada em -0,1% e a meta dos rendimentos de títulos públicos de longo prazo em 0%. A decisão era esperada. O presidente do Banco, Kazuo Ueda, no entanto, sinalizou um aumento de juros à frente. Disse que as certezas estão aumentando gradualmente quanto à inflação alcançar a meta da instituição. Ueda acrescentou que mesmo um aumento nos juros terá por objetivo manter uma política de apoio à economia. A expectativa de economistas é de um aumento dos juros no primeiro semestre deste ano. O BoJ segue buscando mais evidências de um crescimento sustentável dos salários e dos preços para apertar a política monetária e estará atento às negociações de salários que acontecem a partir de março no país.

Em dezembro, o núcleo da inflação, que exclui alimentos frescos e energia, cresceu 3,7% no acumulado em 12 meses. O país tem histórico de deflação e segue com taxa de juros negativa desde 2016.

China

O PIB chinês cresceu 5,2% em 2023 em relação ao ano anterior. A expansão veio em linha com a meta do governo de “em torno de 5%” e foi puxada pela retomada do consumo pós-reabertura da economia com o fim de políticas restritivas relacionadas à Covid-19.

Para 2024, a expectativa é que a meta de crescimento, a ser anunciada pelo governo em março, seja a mesma de 2023, em torno de 5%. O anúncio já realizado de metas de várias províncias corrobora tal expectativa.

A atividade vem apresentando sinais mistos. Em dezembro, a produção industrial cresceu 6,8% no mês comparado ao mesmo período de 2022. As vendas no varejo decepcionaram. Os investimentos mostraram crescimento moderado. Os investimentos em manufaturas e infraestrutura seguem sólidos, mas os imobiliários continuaram encolhendo.

O setor imobiliário permaneceu fraco, com queda na venda de casas novas e nas unidades residenciais em construção. Apenas as finalizações de construções já iniciadas continuaram aumentando, encorajadas por medidas do governo para que construtoras terminem e entreguem projetos. O preço de casas nas 70 maiores cidades chinesas retraiu pelo sétimo mês seguido. Medidas anunciadas por governos locais, há alguns meses, para estimular a compra de imóveis, como redução de custos de hipotecas e menores valores de entrada na compra, trouxeram pouco alívio ao setor até o momento – mesmo nas grandes cidades chinesas.

A taxa de desemprego urbano teve leve aumento para 5,1% em dezembro, depois de permanecer estável em 5% nos três meses anteriores. O órgão responsável pelo dado (Departamento Nacional de Estatísticas) voltou a divulgar o desemprego por faixa etária, mas com mudança de metodologia. O desemprego entre jovens (16-24 anos), continua alto, em 14,9%.Indicadores antecedentes de atividade continuaram moderados em janeiro. O índice de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) que considera o setor de manufaturas, construção e serviços, teve leve aumento, mas sinaliza fraca expansão da atividade em janeiro. Houve melhora no setor de manufaturas, que segue em contração moderada, e expansão modesta no setor de serviços. O setor de construção, por outro lado, segue crescendo em meio a maiores investimentos em infraestrutura.

Na decisão de janeiro, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve a taxa de juros de médio prazo inalterada, em 2,5% ao ano, conforme esperado. As taxas de curto prazo (LPR 1 ano) e de longo prazo (LPR 5 anos) também permaneceram inalteradas. No entanto, o PBoC surpreendeu diminuindo a taxa de compulsório bancário em 50 pontos-base, o que aumenta a liquidez no sistema financeiro. O Banco tem preferido injetar liquidez no sistema financeiro para apoiar a economia e estabilizar o crédito, já que tem pouca margem de manobra com as taxas de juros. Um diferencial muito grande com os juros americanos pode levar a uma pressão maior sobre a moeda doméstica e aumentar a saída de capital.

Nossa expectativa é que a China continue tendo dificuldades para crescer em razão de problemas estruturais (como envelhecimento da população, alto endividamento de governos locais, enfraquecimento do setor imobiliário, dentre outros).Não esperamos um forte estímulo do governo, que continua com o objetivo de promover crescimento sustentável e reduzir desequilíbrios criados por estímulos passados.

Cenário Doméstico

Atividade

Após um 1S23 com forte expansão, o PIB do 3T23 confirmou a perda de fôlego da atividade nesta segunda metade do ano – houve apenas leve alta de 0,1% em relação ao trimestre anterior. Com o fim do impulso da safra recorde de soja, a economia sentiu o impacto dos juros elevados. Esperamos que o PIB do 4T23 tenha apresentado estabilidade ou uma pequena queda. Projetamos crescimento do PIB de 3% em 2023.

A taxa Selic, em território ainda contracionista, e a desaceleração do crescimento global afetam a atividade doméstica. Os altos preços de commodities, que beneficiaram o Brasil no primeiro semestre do ano passado, já mostraram reversão.

No entanto, o impacto da queda dos juros deve ser sentido a partir deste ano. Acreditamos que a economia brasileira irá voltar a crescer: projetamos alta de 1,5% para o PIB em 2024. Para 2025, estimamos expansão também de 1,5%.

A taxa de desemprego já se encontra em patamar inferior ao seu nível neutro. A perspectiva de expansão moderada do PIB este ano nos leva a projetar taxa de desemprego praticamente estável até o final de 2024.

Gráfico do PIB crescimento anual em porcentagem de 2019 a 2025.  Sendo o ano de 2020 o único com resultado negativo.

Fiscal

Após dois anos consecutivos registrando superávit primário, o ano de 2023 voltou a apresentar déficit para o setor público. O resultado consolidado ficou negativo em 2,3% do PIB, o equivalente a R$249 bilhões. Mesmo descontando os pagamentos atípicos de precatórios feitos no final do ano passado, o déficit ainda foi elevado, de 1,4% do PIB. A PEC da Transição, aprovada no Congresso ao final de 2022, permitiu um aumento de gastos, ainda que a aprovação do novo arcabouço fiscal e as medidas de aumento de arrecadação atenuem a deterioração das contas públicas. Para 2024 e 2025, projetamos déficits de 0,7% do PIB.

A dívida líquida encerrou o ano de 2023 em 60,8%, apresentando alta em relação ao final de 2022, puxada pelos juros ainda elevados e pelo aumento de gastos. Para 2024 e 2025, a tendência de alta deve prosseguir – projetamos dívida líquida em 62,9% e 64,8% do PIB respectivamente.

A situação fiscal brasileira é desafiadora e requer um forte ajuste para equilibrar as contas públicas. Apesar do novo arcabouço ser um passo importante na direção da sustentabilidade fiscal, acreditamos que, na ausência de um significativo aumento na arrecadação, será necessária uma forte queda dos juros reais para impedir o crescimento da dívida do país.

Gráfico de barras de dívida líquida (% PIB) de 2012 a 2025. Os anos 2024 e 2025 estão destacados em amarelo e as demais barras estão na cor branca.

Setor externo

A taxa de câmbio fechou o ano de 2023 em R$ 4,86. Apesar da valorização do câmbio no ano passado, acreditamos que o real voltará a depreciar, influenciado pela elevada dívida líquida do governo e pela redução da Selic num contexto de juros ainda elevados nos EUA. Projetamos câmbio em R$ 5,30 ao final de 2024. Para o final de 2025, revisamos nossa projeção de R$ 5,50 para R$ 5,30 em função da perspectiva de uma melhora no saldo de conta corrente brasileiro.

Apesar da tendência de melhora, o saldo de transações correntes deve permanecer em patamar levemente negativo este ano. Revisamos a projeção de conta corrente de déficit de US$ 17 bi para US$ 4 bi em 2024. Para 2025 acreditamos que a conta corrente deve ficar ligeiramente positiva, revisamos a projeção de déficit de US$ 15 bi para superávit de US$ 7 bi. A melhora para os dois anos se deu em função da perspectiva de uma balança comercial mais elevada, que foi puxada pelo aumento previsto na produção doméstica de petróleo.

Gráfico de barras sobre conta corrente (PIB%) com números desde 2011 a 2025. Com destaque para 2024 e 2025, que estão nas cores amarelas. As demais barras estão na cor branca.

Inflação

O IPCA acumulou alta de 4,6% em 2023 e mostrou redução nos últimos meses. A média dos núcleos de inflação do Banco Central, que expurga os itens mais voláteis, registrou desaceleração e acumula alta de 4,51%.

A inflação deve permanecer acima da meta nos próximos meses, mas dentro do intervalo de tolerância. Na nossa visão, o fato de o IPCA ter fechado o ano abaixo do que as projeções indicavam inicialmente se deve, principalmente, a fatores pontuais, como o câmbio mais apreciado e a queda acentuada no preço de commodities, situações que não devem se repetir este ano. A divulgação do IPCA-15 trouxe novas surpresas – forte queda na inflação de passagens aéreas e um reajuste de emplacamento mais brando do que o esperado – o que nos fez reduzir ainda mais a projeção de IPCA para 2024. Revisamos nossa projeção de 5,3% para 5% em 2024.

Para 2025, projetamos alta de 5% para o IPCA. Importante reiterar que a resiliência do setor de serviços, em um ambiente de mercado de trabalho aquecido, impõe desafios à trajetória da inflação à meta.

Gráfico de linhas com IPCA acumulado em 12 meses e projeções para 2024 e 2025

Política monetária

O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu em janeiro a taxa Selic de 11,75% para 11,25%, continuando o ciclo de corte de juros iniciado em agosto.

As projeções de inflação do BCB no cenário de referência (que considera juros de 9% ao fim de 2024 e de 8,5% ao fim de 2025) ficaram estáveis em 3,5% para 2024 e em 3,2% para 2025. As projeções de inflação situam-se ligeiramente acima da meta estabelecida de 3%.

O comunicado afirmou que é unânime, entre os membros do Comitê, a visão de que os próximos cortes terão magnitude igual à atual (50 pontos-base). Na avaliação do órgão, “esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”. O texto da ata da decisão, no entanto, trouxe um tom mais preocupado com o aquecimento do mercado de trabalho e seus possíveis impactos sobre a inflação. Essa mudança na mensagem sinaliza uma piora no balanço de riscos e torna menos provável uma aceleração do ritmo de cortes de juros e/ou uma extensão do ciclo para além dos 9% já neste ano. Esperamos cortes de 50 pontos-base para as próximas duas reuniões. Projetamos Selic em 9,25% ao final de 2024 e 8,5% ao final de 2025.

Gráfico em linha da Selic porcentagem ano a ano de janeiro de 2023 a dezembro de 2024 e projeção para 2025.

Projeções macroeconômicas do C6 Bank

 20192020202120222023P2024P2025P
Atividade   
Crescimento Real do PIB1,2%-3,3%4,8%3,0%3,0%1,5%1,5%
PIB Nominal (R$ bi)7.3897.6109.01210.08010.83411.56212.448
Fiscal   
Resultado Primário (% PIB)-0,8%-9,2%0,7%1,2%-2,3%-0,7%-0,7%
Dívida Líquida (% PIB)54,7%61,4%55,1%56,1%61,0%62,9%64,8%
Dívida Bruta (% PIB)74,4%86,9%77,3%71,7%74,5%78,3%79,8%
Setor Externo   
R$/US$ (final de período)4,035,205,585,284,865,35,3
Balança Comercial (US$ bi)273236448197104
Conta Corrente (US$ bi)-68-28-46-5429-47
Conta Corrente (% PIB)-3,6%-1,9%-2,8%-2,7%-1,3%-0,2%0,3%
Inflação   
IPCA (Var. a/a)4,3%4,5%10,1%5,8%4,6%5,0%5,0%
Juros   
Selic (dez)4,50%2,00%9,25%13,75%11,75%9,25%8,50%
        
        

P=Projeção
Fontes: IBGE, BCB, Bloomberg, C6 Bank.

Equipe Econômica C6 Bank

Felipe Salles Head
Claudia Moreno Head Brasil
Claudia Rodrigues Head Internacional
Felipe Mecchi Internacional
Heliezer Jacob Brasil

Este relatório foi preparado pelo Banco C6 S.A.
Os números contidos nos gráficos de desempenho referem-se ao passado; o desempenho passado não é garantia de resultados futuros.
Cada analista de Macro Research é o principal responsável pelo conteúdo deste relatório e atesta que:
(i) todas as opiniões expressas refletem com precisão suas opiniões pessoais e eventual recomendação foi elaborada de forma independente, inclusive em relação ao Banco C6 S.A. e / ou suas afiliadas;
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