O financiamento estudantil viabiliza a graduação, mas exige que a pessoa faça um bom planejamento financeiro.
Atualizado em
Equipe C6 Bank
Tempo de leitura · 6 min
Publicado em
9 de maio de 2025
O Financiamento Estudantil (FIES) viabiliza o acesso ao ensino superior para milhares de estudantes. Mas, após a formatura, começa uma nova fase: a organização da vida financeira para, entre outras obrigações, honrar o compromisso assumido.
Este texto foi preparado para ajudar quem precisa consultar sua dívida do FIES e gostaria de entender quanto realmente deve, avaliar se é o momento ideal para renegociar e organizar seu orçamento para quitar o financiamento com mais segurança.
Este conteúdo faz parte do projeto de educação financeira do C6 Bank, criado para apoiar pessoas que desejam organizar suas finanças e sair do endividamento com informação clara e responsável.
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O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa do Governo Federal que financia cursos superiores pagos e presenciais com avaliação positiva no Ministério da Educação (MEC).
A iniciativa pode financiar até 100% do valor das mensalidades. As condições são definidas com base na renda familiar bruta mensal do aluno, que deve ser de até 3 salários-mínimos, e no quanto desse montante será comprometido com o pagamento.
Além dos critérios de renda, o estudante deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média acima de 450 pontos e nota de redação maior do que zero. Ainda, é necessário participar de um processo de seleção do Ministério da Educação.
Após contratar o financiamento, o estudante passa por três fases:
O aluno cursa a faculdade e deve pagar, a cada três meses, valores referentes ao pagamento de juros incidentes do financiamento.
Após concluir o curso, o estudante tem 18 meses de carência. A ideia é que possa organizar as finanças. Nesse período, continuará somente com o pagamento dos juros.
É quando começam as parcelas para quitar o saldo financiado. É nessa última fase que muitos ex-estudantes enfrentam dificuldades, especialmente quando há mudança de renda, desemprego ou falta de planejamento pós-formatura.
Antes de buscar renegociação, é importante entender sua condição financeira. O portal Meu Bolso em Dia explica essas diferenças de forma simples e pode ajudar a identificar em qual situação se encontra:
Quem está apenas endividado pode resolver a situação com ajustes no orçamento. Já a inadimplência pode exigir renegociação para reorganizar prazos e valores. No caso de superendividamento, o mais importante é reconstruir a base financeira antes de assumir qualquer novo acordo.
Essa análise prévia é o que permite sair do ciclo de renegociações sucessivas e buscar uma solução realmente sustentável.
Se o objetivo é consultar dívida do FIES, existem três caminhos principais:
O SisFIES é o sistema oficial do programa. Basta acessar com login gov.br para verificar:
Ao consultar, verifique:
Antes de renegociar, é importante entender o valor real atualizado da dívida. Muitas decisões precipitadas são tomadas sem essa análise detalhada.
O contrato do FIES é operacionalizado pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. A consulta pode ser feita:
Estudantes com renda familiar (por pessoa) de até 3 salários-mínimos terão taxa zero de juros no FIES. Durante o curso, é necessário pagar somente a parcela dos encargos mensalmente, diretamente ao banco que concedeu o empréstimo.
Essas regras são aplicáveis a contratos novos – e não automaticamente a todos que estão vigentes.
Entenda, a seguir, os principais pontos da renegociação normal, direto com o banco ou pelo app do Fies.
Quitar o Fies exige organização e um bom planejamento financeiro. O primeiro passo é montar um plano de pagamento que esteja de acordo com a realidade. Lembre-se: não acredite que é possível guardar mais do que ganha. É preciso consciência do que é viável.
Se tiver outras dívidas, priorize:
Se sobrar um dinheiro no final do mês, uma ideia interessante é antecipar as parcelas. Assim, lá na frente, é possível se livrar de mais dívidas. O melhor a se fazer é consultar a instituição financeira para entender as condições.
Considere buscar apoio se:
Educação financeira contínua reduz risco de reincidência em novas dívidas em bolas de neve.
Ninguém quer acumular mais dívidas – mas sabemos que, na prática, evitá-las nem sempre é possível. O lado positivo é que existem diversas maneiras de virar esse jogo e acalmar a vida financeira.
Em resumo: com cuidado, atenção e organização, é possível vencer essa etapa e conquistar o diploma. Mas, lembre-se: atenção às renegociações do governo e guarde dinheiro sempre que puder para amortizar a dívida ao longo dos anos.
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Este conteúdo faz parte do projeto de educação financeira do C6 Bank, criado para apoiar pessoas que desejam organizar suas finanças e sair do endividamento com informação clara e responsável.
Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app.
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