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Ata do Copom: nossa visão

Leia a íntegra da análise da equipe econômica do C6 Bank

Atualizado em

C6 Bank Felipe Salles Foto: Germano Lüders 04/08/2021

Leia a íntegra da análise da equipe econômica do C6 Bank, liderada pelo economista-chefe Felipe Salles, sobre a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central divulgada nesta terça-feira (27).

Copom reitera sinalização de fim do ciclo de ajuste monetário

O Banco Central divulgou nesta terça-feira (27) a ata das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) dos dias 20 e 21 de setembro, apresentando mais detalhes sobre os rumos da política monetária.

A ata esclareceu que a projeção da inflação de doze meses no primeiro trimestre de 2024, para a qual o comitê passou a dar ênfase, “no cenário em que se utiliza a trajetória de juros extraída da Pesquisa Focus, segue compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”. Esse trecho foi alterado em relação à última ata, enfatizando que acredita na convergência da inflação usando o cenário de juros do Focus, que considera cortes de juros já no primeiro semestre do ano que vem. Além disso, manteve no texto que “a projeção de inflação para o ano-calendário de 2024 também se encontra ao redor da meta.” Ou seja, para o horizonte que o BCB está mirando, as projeções dos seus modelos se encontram ao redor da meta e com isso ele justifica o fim do ciclo de aperto monetário.

A ata trouxe também uma discussão sobre a incerteza em torno do grau de ociosidade da economia. Em exercício alternativo, afirmou que “pressupondo que o hiato do produto estaria no nível zero no terceiro trimestre de 2022, as projeções de inflação seriam de 4,9% e 3% para 2023 e 2024, respectivamente.” Ou seja, mesmo que o grau de ociosidade da economia seja menor do que o estimado pelo BCB, ainda assim a projeção de inflação de 2024 se encontraria ao redor da meta.  

Por último, o Comitê antecipou que “voltará a enfatizar horizontes que incluam o primeiro trimestre de 2023”, caso a manutenção da desoneração tributária sobre combustíveis em 2023 se materialize. Mas reiterou que “não haverá impactos relevantes sobre a condução de política monetária”.

Em resumo, acreditamos que a comunicação e as projeções do BCB são condizentes com a sinalização da manutenção da taxa Selic em 13,75% por algum tempo, seguida do início de um ciclo de queda de juros por volta de meados do ano que vem, ou seja, antes do que temos atualmente no nosso cenário.

Equipe Econômica C6 Bank

Felipe Salles Head
Claudia Moreno Head Brasil
Claudia Rodrigues Head Internacional
Felipe Mecchi Internacional
Heliezer Jacob Brasil

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