• Início
  • Seu Bolso
  • Calendário Copom 2026: descubra as próximas datas e seu impacto no cenário econômico  

Calendário Copom 2026: descubra as próximas datas e seu impacto no cenário econômico  

Acompanhar o calendário Copom é importante para antever mudanças na taxa Selic e o impacto das alterações no seu planejamento financeiro.

Atualizado em

Mulher de cabelo grisalho segurando um papel com o calendário do Copom

Natália Maruyama

Tempo de leitura · 8 min

Publicado em

18 de maio de 2023

Comitê de Política Monetária (Copom) é responsável por definir a taxa básica de juros no Brasil a cada 45 dias. Por isso, acompanhar o calendário das próximas reuniões pode evitar surpresas na sua vida financeira, uma vez que o valor da Selic influencia de maneira direta o custo de financiamentos e o rendimento de aplicações financeiras.  

Para ajudar a monitorar as atualizações e fazer ajustes em seu planejamento financeiro ao longo do ano, o C6 Bank preparou o Calendário Copom 2026. Além disso, neste conteúdo,  entenda por que é importante acompanhar esses eventos e como eles impactam suas decisões financeiras. 

Para ler outros textos relacionados, explore os conteúdos abaixo: 

Datas das próximas reuniões do Copom 

O calendário das reuniões Copom 2026 segue o mesmo padrão adotado nos últimos anos, com encontros a cada 45 dias. A seguir, conheça as datas das reuniões de deste ano:

  1. 27 e 28 de janeiro;
  2. 17 e 18 de março;
  3. 28 e 29 de abril;
  4. 16 e 17 de junho;
  5. 4 e 5 de agosto;
  6. 15 e 16 de setembro; 
  7. 3 e 4 de novembro;
  8. 8 e 9 de dezembro.

Acompanhar as reuniões do Copom ajuda a tomar decisões financeiras mais estratégicas. Isso porque são nesses encontros que a taxa Selic, a taxa básica de juros no Brasil, é definida. Ela é responsável por direcionar os rumos da economia local e pode impactar a rentabilidade de investimentos e o custo total de financiamentos e empréstimos

Como funcionam as reuniões do Copom

As reuniões acontecem a cada 45 dias e duram dois dias, de acordo com o calendário do Copom. Os encontros são realizados terças e quartas feiras e todo o processo é pensado para embasar da melhor forma possível a decisão da taxa Selic. Entenda o funcionamento: 

  • Primeiro dia de reunião: os membros assistem apresentações técnicas do corpo funcional do Banco Central do Brasil, que informam a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial; 
  • Segundo dia de reunião: esta data é inteiramente reservada para a discussão da decisão do valor da taxa básica de juros. 

Como o Copom define a taxa Selic?

Segundo o BC, o valor final da taxa é decidido a partir dos seguintes fatores: 

  • Avaliações do cenário macroeconômico e os principais riscos associados a ele;  
  • inflação medida pelo IPCA fique em linha com a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). 

Ao definir a taxa no final da reunião, o Copom divulga o resultado por meio de um comunicado oficial, que explica os principais fatores considerados na decisão. Alguns dias depois, a ata da reunião é publicada, com uma análise mais detalhada das discussões realizadas sobre a taxa e os argumentos que embasaram a decisão. 

Fatores considerados pelo Copom
Descrição
Inflação e expectativas de Inflação
O principal objetivo é manter a inflação dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Por esse motivo o Copom avalia a inflação corrente e as expectativas futuras para definir a Selic.
Contas públicas
Avalia a situação fiscal, inclusive a dívida pública, receitas e despesas do governo. Nesse contexto, um descontrole fiscal pode pressionar a inflação e afetar a definição da taxa básica.
Atividade econômica
Observa indicadores como crescimento do PIB, consumo, investimento e nível de desemprego. Esses fatores influenciam a inflação doméstica e fluxo de capitais.
Cenário externo
Analisa fatores globais, como decisões de juros em outros países, câmbio, preços de commodities e impactos de crises internacionais.

Acompanhe as análises macroeconômicas do C6 Bank 

As análises macroeconômicas do C6 Bank são necessárias para quem deseja entender melhor a economia brasileira e global, além de compreender como esses acontecimentos impactam diretamente o bolso e o dia a dia da população. 

A equipe de especialistas econômicos do C6 Bank elabora análises relevantes e acessíveis sobre a economia global e brasileira. As publicações incluem avaliações pré e pós-Copom, análises das atas das reuniões, além de relatórios semanais e mensais sobre o cenário macroeconômico. Consumir esse tipo de conteúdo viabiliza a tomada de decisões financeiras mais embasadas e conscientes, alinhadas com o panorama da economia global. 

Impactos das decisões do Copom dos investimentos 

As decisões do Copom influenciam os investimentos de forma direta e indireta, uma vez que a taxa Selic funciona como referência para o mercado financeiro e afeta a rentabilidade dos ativos e o comportamento dos investidores. Por isso, os efeitos dessas decisões viram conforme a alocação de ativos na carteira, topo de produto e o momento do ciclo econômico.

Renda fixa 

Na renda fixa, a Selic influencia principalmente a rentabilidade dos investimentos, embora o efeito varie de acordo com a indexação dos produtos e os prazos das aplicações.

Produtos pós-fixados atrelados ao CDI, indicador que acompanha de perto as mudanças na taxa básica de juros;• Fundos DI, que não têm indexação direta, mas costumam apresentar rentabilidade alinhada ao movimento da Selic por investirem majoritariamente em títulos pós-fixados indexados a indicadores que acompanham o índice.

Além disso, os títulos prefixados têm a taxa de retorno definida no momento da aplicação, o que garante previsibilidade até o vencimento. Quando a Selic supera a taxa contratada dos prefixados, os produtos pós-fixados passam a acompanhar rendimentos mais elevados, enquanto o prefixado mantém a taxa acordada.

Nesse cenário, a rentabilidade, quando comparada aos pós-fixados, pode ficar menor no curto prazo e, conforme a inflação acelera e a Selic entra em trajetória de alta, um produto prefixado passa a representar custo de oportunidade. Isso ocorre porque o capital permanece atrelado a uma taxa previamente definida, que deixa de acompanhar o novo patamar de juros da economia e, em alguns casos, não cobre nem mesmo a inflação do período, o que compromete o retorno real frente a alternativas atreladas ao CDI.

Renda variável 

Na renda variável, o impacto da Selic ocorre de forma indireta e está ligado às decisões de alocação dos investidores. Esse efeito se manifesta principalmente por meio de alguns movimentos do mercado:

Realocação de recursos para ativos menos voláteis, já que juros elevados aumentam a atratividade da renda fixa;• Mudanças na oferta e demanda por ações, provocadas pela compra ou venda de grandes volumes de posições na bolsa de valores.

Além disso, taxas de juros mais altas tendem a elevar o custo do crédito, o que afeta expectativas de crescimento e resultados das empresas. Em contrapartida, ciclos de queda da Selic costumam estimular o apetite por risco e favorecer a renda variável, ao incentivar maior fluxo de recursos para ativos com potencial de retorno mais elevado.

Como a taxa Selic afeta o crédito e a inflação? 

Com a alta da taxa Selic, os juros cobrados sobre empréstimos, financiamentos e cartões tendem a aumentar, o que encarece o crédito e reduz o consumo. Em cenários de tendencia de queda da taxa básica de juros, ocorre o movimento oposto, com custo do crédito mais baixo e maior acesso a recursos financeiros.

Dessa forma, a taxa Selic é importante no controle da inflação.

  • Aumento da Taxa de Juros:demanda por bens e serviços é reduzida, o que ajuda a estabilizar os preços do mercado e contém a inflação.
  • Queda da Taxa de Juros:  incentiva o consumo, mas isso pode fazer os preços subirem, uma vez que a oferta de produtos e serviços pode não ser suficiente para atender à demanda.

Dessa forma, o Banco Central usa a taxa como um mecanismo de equilíbrio entre o controle inflacionário e o estímulo ao crescimento econômico. 

Por que acompanhar o calendário do Copom?

Acompanhar o calendário do Copom ao longo do ano ajuda a conectar decisões recorrentes de política monetária ao planejamento financeiro. Como as reuniões ocorrem em intervalos regulares, cada decisão sobre a taxa Selic oferece sinais relevantes sobre o cenário econômico, o que permite avaliar impactos sobre crédito, inflação e investimentos com mais previsibilidade.

Nesse contexto, as análises macroeconômicas do time econômico do C6 Bank oferecem apoio direto ao investidor, ao contribuir para:• Compreender o cenário econômico e os desdobramentos das decisões do Copom;• Avaliar impactos na alocação da carteira, a considerar renda fixa, renda variável e diferentes indexadores;• Ajustar estratégias de investimento de acordo com o ciclo de juros e o perfil de risco;• Antecipar movimentos do mercado, com base em projeções para a taxa de juros.

Além disso, o C6 Bank apresenta projeções da taxa Selic que ajudam a planejar hoje decisões financeiras com foco no futuro. Para ampliar esse acompanhamento, confira também o podcast MacroReview traz análises semanais sobre os principais movimentos da economia global e explica como esses fatores impactam os investimentos.

#196 | UMA RELAÇÃO MAIS FRÁGIL ENTRE EUA E EUROPA

Agora que você já sabe as datas do calendário Copom 2026 e a importância de acompanhar as mudanças na taxa básica de juros, descubra outros textos do C6 Bank que podem complementar o tema: 

Este conteúdo tem caráter informativo e não representa uma recomendação de investimento. Antes de tomar qualquer decisão financeira, avalie seus objetivos e perfil de risco. Se tiver dúvidas, conte com o suporte de um especialista.

Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app. 


Redatora

Natália Maruyama

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, atua com produção de conteúdo há mais de 8 anos, com 4 anos de experiência no mercado financeiro.

Tags relacionadas

análises macroeconômicas
calendário Copom
Comitê de Política MOnetária
copom
CPM
Selic
taxa básica de juros
taxa selic