Do CPF à chave aleatória, entenda como escolher, cadastrar e proteger suas chaves Pix para receber dinheiro com mais praticidade no dia a dia.
Atualizado em


Natália Maruyama
Tempo de leitura · 4 min
Publicado em
17 de maio de 2022
As chaves Pix facilitam o recebimento de dinheiro, porque funcionam como um “apelido” para os seus dados bancários. Em vez de informar banco, agência, conta, CPF e nome completo, você pode passar apenas uma chave cadastrada na sua instituição financeira.
E esse recurso já faz parte da rotina financeira dos brasileiros. Segundo o Banco Central, em 31 de julho de 2026, o Brasil chegou a 987.496 de chaves Pix cadastradas. O número mostra como as chaves se tornaram uma das principais formas de identificar contas para receber transferências e pagamentos instantâneos.
A seguir, entenda quantas chaves Pix você pode ter, quais são os tipos disponíveis, se é possível usar a mesma chave em dois bancos e quais cuidados tomar para manter suas transações mais seguras.
A chave Pix é uma forma simples de identificar a conta de quem vai receber uma transferência. Ela pode ser um CPF, número de celular, e-mail ou uma chave aleatória gerada pelo aplicativo do banco.
Na prática, quando alguém faz um Pix para a sua chave, o sistema localiza a conta vinculada a ela e direciona o dinheiro para o destino correto. Esse cadastro é organizado no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais, o DICT, mantido pelo Banco Central.
Pessoas físicas podem cadastrar até 5 chaves Pix por conta. Já pessoas jurídicas, incluindo MEIs e empresas, podem ter até 20.
Assim, quem possui contas em diferentes instituições financeiras pode registrar chaves distintas em cada uma delas, respeitando esse limite. No entanto, cada chave é exclusiva de uma única conta. Assim, o mesmo CPF, número de celular, e-mail ou chave aleatória não pode ficar vinculado a duas contas ao mesmo tempo, mesmo que elas sejam do mesmo titular. Se desejar utilizá-la em outra instituição, é necessário solicitar a portabilidade.
Os tipos de chave Pix disponíveis são:
É importante ressaltar que pessoas físicas podem cadastrar o CPF como chave, enquanto pessoas jurídicas utilizam o CNPJ.
Não existe uma única chave ideal para todos os casos. A escolha depende de quais dados você prefere compartilhar ao receber uma transferência.
CPF e CNPJ são dados de identificação e, por isso, podem ser mais comuns em relações formais. O número de celular é fácil de lembrar, mas exige atenção caso você troque de linha. O e-mail pode ser útil para separar usos pessoais, profissionais ou comerciais. Já a chave aleatória permite receber Pix sem informar CPF, CNPJ, telefone ou e-mail.
Sim. Compartilhar uma chave Pix permite apenas que outra pessoa envie dinheiro para sua conta. Isso não dá acesso ao seu saldo nem autoriza movimentações financeiras.
Mesmo assim, é importante adotar alguns cuidados:
Caso você seja vítima de um golpe, comunique o banco imediatamente. Em algumas situações, é possível acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central para auxiliar na análise de casos de fraude.
Sim. Você pode excluir uma chave a qualquer momento pelo aplicativo da instituição onde ela está cadastrada e criar outra, se desejar.
As chaves Pix tornam as transferências mais simples porque substituem dados bancários por uma informação fácil de compartilhar, como CPF, CNPJ, celular, e-mail ou chave aleatória. Ainda assim, vale entender as regras de cadastro, os limites por conta e os cuidados de segurança antes de escolher qual chave usar.
Com o crescimento do Pix no Brasil e o grande volume de chaves cadastradas, organizar suas chaves em uma instituição de confiança ajuda a ter mais controle sobre recebimentos, pagamentos e movimentações do dia a dia.
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