Pedir orçamentos com múltiplos fornecedores e ser realista quanto ao cronograma de obra e à previsão de custos são alguns dos passos essenciais no planejamento de reforma.
Atualizado em
Pedro Rodrigues
Tempo de leitura · 8 min
Publicado em
29 de janeiro de 2026
Reformar a casa costuma ser um plano presente na rotina de muitas famílias, mas nem sempre sai do papel. Por conta dos custos envolvidos e da necessidade de organização, a reforma de casa muitas vezes acaba sendo adiada por representar um desafio financeiro e organizacional. Ainda assim, esse processo vai além das escolhas estéticas, já que planejar uma reforma exige mais do que definir acabamentos, escolher novas cores para as paredes ou trocar móveis.
Em geral, um bom planejamento é vital para evitar perda de dinheiro durante uma reforma. Com orçamento definido e estratégia, é possível diminuir os possíveis problemas de uma reforma. Caso não haja organização, atrasos, gastos inesperados e muito estresse podem ser comuns até o final da obra.
Neste guia, confira um passo a passo para planejar a reforma da sua casa. Isso inclui explicação sobre os tipos de reformas residenciais e dicas para criar um cronograma e uma previsão de custos realistas da obra. Além disso, quem busca saber como reformar sem dívidas, vai conhecer uma alternativa acessível, que é o uso do consórcio.
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Um dos primeiros passos em qualquer projeto que demande tempo e dinheiro é ter entendimento de onde se quer chegar. No caso da reforma de casa não é diferente, já que o ponto inicial recomendado é identificar a real necessidade da obra.
Às vezes, muitos detalhes podem mudar. Mas é preciso dividir isso entre o que é prioritário e o que ainda pode esperar. Em geral, as áreas que costumam concentrar a maior parte das reformas de casas são:
Uma boa ideia é fazer uma avaliação geral do imóvel, de preferência com um profissional que consiga identificar problemas estruturais e outros riscos à segurança dos moradores. Diante disso, qualquer questão que comprometa o funcionamento ou a integridade da casa deve ser tratada como essencial, já melhorias estéticas podem ser planejadas e executadas mais para frente.
Para construir um bom planejamento de reforma, existem algumas definições a se fazer, como quais as áreas que serão alteradas, quanto dinheiro será destinado e qual o prazo desejado. A fim de evitar contratempos, tudo isso deve ser decidido antes mesmo da obra começar.
A base do planejamento de reforma é o orçamento, que deve incluir materiais de construção e de acabamento, mão de obra, custos com projetos, taxas, transporte e descarte correto de resíduos.
Uma dica prática é pedir orçamentos em mais de um lugar e, dentro do possível, não trabalhar com valores que estão no limite do que se quer gastar. Também não é indicado recorrer a parcelamentos com juros muito altos, que fazem com que o valor final pago pela obra seja superior e comprometa a renda familiar por mais tempo.
Além disso, lembre-se sempre de que imprevistos podem acontecer na reforma de casas. Então, vale reservar entre 10% a 20% da quantia total para situações não esperadas.
Outro ponto importante é que optar sempre pelo menor preço pode parecer vantajoso no início, mas falhas de execução podem a gerar gastos adicionais com correções. Em reformas, decisões baseadas em qualidade e planejamento costumam resultar em melhor custo no médio e longo prazo.
Montar um cronograma de obra é outro passo importante e que pode ser feito por etapas. Comece com a ordem de execução dos serviços. Por exemplo, se dentro do planejamento de reforma de casa houver a demolição de alguma estrutura, ela acontecerá no início, ao passo que acabamentos e pinturas são no final.
De modo geral, a sequência é a seguinte:
Nessa estrutura, o início de cada etapa pode depender do final da anterior, o que significa que um atraso em qualquer nível irá impactar todo o cronograma. Por isso, é importante alinhar prazos com os fornecedores e profissionais envolvidos na obra já no início do projeto e, se for necessário, revisitar essas datas durante o andamento da reforma.
Essa talvez seja uma das etapas mais ligadas ao bom desenvolvimento e resultado da reforma de casa. Pedreiros, eletricistas, encanadores, arquitetos e engenheiros são alguns dos profissionais que podem ser necessários nesse processo.
Para contratar com mais segurança, vale solicitar portfólio e referências, especialmente no caso de arquitetos e engenheiros. Além disso, a checagem do registro no CREA ou no CAU ou, quando se tratar de uma empresa, do CNPJ ajuda a confirmar a habilitação profissional ou a existência formal do negócio. Por fim, a formalização de contratos com escopo definido, prazo e condições de pagamento traz mais clareza para a relação entre as partes.
Como mencionado anteriormente, quanto mais decididas forem suas definições do que será feito, mais fácil é para dimensionar custos, prazo e entender exigências legais.
Por isso, é importante conhecer os tipos de reforma residencial que são:
Essas categorias ajudam a entender diferenças de prazo, custo e complexidade. Reformas estéticas, como pintura e troca de iluminação, costumam ter execução mais rápida e menor impacto financeiro. Intervenções funcionais, como a substituição da parte elétrica, exigem mais planejamento, mas reduzem riscos futuros. Já reformas estruturais, como a ampliação de ambientes, envolvem maior complexidade técnica e podem demandar autorizações legais.
Além disso, é preciso estar atento. Uma mudança na estrutura do imóvel exige acompanhamento técnico, o que também pode ser o caso em ajustes funcionais de maior dimensão. Porém, no caso do primeiro, se houver uma extensão estrutural que aumente o tamanho do imóvel ou uma alteração na fachada, por exemplo, é necessário um alvará, que é uma aprovação de tal ajuste pela prefeitura.
Muitos brasileiros evitam a reforma de casa por não terem dinheiro à vista. E depois, quando não há mais como adiar, recorrem às formas tradicionais de acesso à crédito, como o empréstimo pessoal e o financiamento. Em muitos casos, essas alternativas permitem viabilizar o projeto de forma planejada, ainda que envolvam custos financeiros associados aos juros aplicados nas parcelas. Por isso, a escolha da modalidade influencia o valor total pago e o impacto no orçamento ao longo do tempo.
Mas há uma alternativa que não implica em juros: o consórcio para reforma de casa. Popular no Brasil, o consórcio é uma forma de compra programada ou planejada. Assim, um grupo de pessoas contribui mensalmente para um fundo comum, gerido por uma administradora. Esse fundo é usado para contemplar os participantes com uma carta de crédito que será usada para fazer a reforma de casa.
A contemplação do consórcio pode acontecer de duas formas. A primeira é via sorteio, que ocorre frequentemente de forma aleatória. A segunda é via lances, ou seja, pela oferta de valores feita pelos membros que desejam antecipar sua contemplação.
Comparado ao empréstimo e ao financiamento, o consórcio tem algumas vantagens:
Como exemplo, o Consórcio do C6 Bank se integra como uma solução para quem deseja reformar, mas não tem de imediato o valor total disponível. Assim, é possível planejar a reforma de casa e colocar esse plano em ação de forma organizada e sem a pressão dos juros.
Há algumas práticas simples que ajudam a reduzir problemas durante a obra. Conheça as principais:
Ao contrário do que se possa pensar, fazer uma reforma de casa sem grande estresse é possível e o bom planejamento é o elemento-chave para isso. Definir as prioridades, organizar um cronograma de obra, montar um orçamento realista e escolher os profissionais e fornecedores certos são etapas que conduzem esse projeto para uma melhor realização.
Além disso, o planejamento financeiro é crucial para conseguir colocar esse plano em ação sem comprometer o orçamento mensal. Nesse sentido, alternativas como o consórcio para reforma de casa permitem executar a obra com mais controle das finanças, sem juros e com foco no longo prazo.
Conheça o Consórcio do C6 Bank e leia também outros artigos que podem ajudar a se preparar para a sua reforma de casa:
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