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Quer comprar uma casa? Saiba como se organizar financeiramente

Para comprar uma casa, além de adotar um bom planejamento financeiro você também pode usar o dinheiro do FGTS e investir o dinheiro poupado

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mulher branca sentada em sofá sorri após descobrir dicas de como juntar dinheiro para comprar uma casa
Dezenas de milhões de brasileiros sonham com a aquisição da casa própria

Saber como juntar dinheiro para comprar uma casa própria é o sonho de milhões de brasileiros. De acordo com pesquisa feita pelo Datafolha em parceria com o Censo de Moradia QuintoAndar realizada em outubro de 2021, ter um imóvel é o maior sonho de 87% da população, superando outros objetivos como a própria estabilidade financeira, por exemplo.

Embora não seja um processo simples, existem formas de torná-lo mais fácil. Neste post, queremos mostrar a você como juntar dinheiro para atingir essa meta, através da montagem de um bom planejamento financeiro. Ao longo da matéria, você aprenderá:

  • Como juntar dinheiro para comprar uma casa ou imóvel: 7 dicas
  • 1. Faça um planejamento financeiro
  • 2. Em qual imóvel você deseja morar? Faça uma pesquisa de preços
  • 3. Se programe para começar a juntar 20% do valor da casa ou imóvel
  • 4. Não esqueça de incluir valor da escritura e documentação
  • 5. Corte gastos desnecessários
  • 6. Faça uso do seu FGTS
  • 7. Invista o dinheiro poupado

Se você é um dos brasileiros que sonha com a conquista da casa própria, recomendamos que confira também os seguintes textos:

Como juntar dinheiro para comprar uma casa ou imóvel: 7 dicas

Não existe uma única maneira certa de juntar dinheiro. Por isso, para ajudar você a organizar suas finanças, o C6 Bank separou 7 dicas a fim de incentivar decisões estratégicas, bons hábitos e a disciplina na hora de lidar com as despesas. Confira a seguir.

1.      Faça um planejamento financeiro

Ter um bom planejamento financeiro é essencial para atingir qualquer objetivo. O termo diz respeito a um conjunto de medidas cujo propósito central é:

  • A organização da vida financeira;
  • Se preparar para imprevistos, garantindo que as pessoas estejam aptas a lidar com diversas situações;
  • Possibilitar a realização de sonhos e metas, como juntar dinheiro para comprar uma casa.

O primeiro passo de um bom planejamento financeiro é conhecer os seus gastos. Para isso, recomendamos que seja feita uma listagem de despesas. Essa técnica funciona da seguinte forma: basicamente, você precisa somar todos os gastos fixos que você tem ao longo de um determinado período de tempo. A maioria das pessoas prefere tomar como base um ciclo mensal.

Um gasto fixo é aquele fundamental para a sua vida – moradia, alimentação – ou que tem recorrência com periodicidade definida – assinatura de streaming, conta de internet, ou academia, por exemplo. Caso você queira adicionar os gastos variáveis nessa conta, é possível, mas nesse caso é melhor fazer a avaliação por mais de um mês, a fim de ter uma média de quanto os gastos variáveis totalizam no seu orçamento. Para facilitar essa tarefa, recomendamos usar a planilha financeira que o C6 Bank preparou:

planilha financeira usada por quem pensa em como juntar dinheiro para comprar uma casa
A planilha financeira é uma ótima ferramenta na hora de listar gastos

Além disso, também é importante identificar se você tem alguma dívida ativa, a fim de lidar com ela para evitar problemas no futuro. De forma geral, recomendamos que você busque priorizar as que apresentam taxa de juros mais elevada, pois elas têm maior potencial de levar a uma situação de inadimplência. Para isso você pode, por exemplo, contrair uma dívida boa através de um novo empréstimo – com juros mais baixos – a fim de restabelecer o equilíbrio nas contas.

2.      Em qual imóvel você deseja morar? Faça uma pesquisa de preços

Com as contas em dia, o passo seguinte é decidir onde você quer morar. Isso porque não basta apenas mentalizar que quer uma casa própria – é necessário definir o objetivo de forma mais específica e saber qual. Para isso, o melhor é pesquisar – e muito.

O mercado imobiliário conta uma diversidade enorme de opções. Especialmente nas grandes cidades, é possível passar várias horas olhando uma infinidade de alternativas em diferentes regiões, estilos, faixas de preço e que atendem a necessidades distintas.

Embora possa ser cansativo dedicar tanto tempo a essa tarefa, ela é uma das mais importantes dentro do processo de como juntar dinheiro para comprar uma casa ou apartamento. Não só ajuda a consolidar o objetivo almejado, facilitando a visualização dele e incentivando você a continuar se dedicando para atingi-lo, mas também é essencial para que você saiba quanto dinheiro será necessário, quanto você precisará juntar por mês, entre outros pontos relevantes. 

Mesmo que o ponto central aqui seja o preço, não deixe de considerar também outros fatores como a infraestrutura próxima ao local desejado, o custo de vida para além do imóvel, além de outros elementos importantes.

3.      Se programe para começar a juntar ao menos 20% do valor da casa ou imóvel

Para objetivos de longo prazo como juntar dinheiro para comprar uma casa, o mais comum no Brasil é que as pessoas optem por financiamentos, ao invés da compra à vista – afinal, os preços são altos, então fica mais fácil arcar com eles de forma parcelada. A maior parte das linhas de crédito, no entanto, estabelece um limite de até 80% do valor para esses financiamentos. Os outros 20% são pagos, geralmente, como entrada.

Por conta disso, você precisará se organizar para já ter essa quantia em mãos quando iniciar o processo de aquisição do imóvel. Nesse caso, o mais indicado é investir em produtos de baixo risco e volatilidade, a fim de fazer com que o dinheiro renda e acelere o processo de juntar dinheiro.

De acordo com pesquisa realizada pelo C6 Bank em parceria com o Ipec em setembro de 2022, a poupança é o investimento preferido dos brasileiros das classes A e B. No entanto, alertamos: não vale a pena deixar o dinheiro na poupança, tanto para juntar esses 20% quanto no geral. Há várias outras opções de produtos de renda fixa com riscos igualmente baixos e consideravelmente mais rentáveis, como é o caso dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Vale notar que, quanto maior o valor de entrada, melhor para o contratante do financiamento. Com quantias mais elevadas, as instituições financeiras tendem a oferecer melhores taxas de juros e prazos. Por isso, se você conseguir juntar mais do que 20%, isso pode ser ainda mais benéfico para você.

4.      Não esqueça de incluir valor da escritura e documentação

Para comprar um imóvel, não basta ter o dinheiro. Há uma burocracia considerável envolvida, incluindo diversos documentos. Um dos principais é a escritura de imóvel, usada para registrar a transferência de um bem imobiliário de uma pessoa para outra. É uma espécie de contrato que oficializa a operação, servindo como comprovante de que você é proprietário do local. Embora sua cobrança seja posterior ao fim do financiamento, é um custo que precisará ser levado em conta.

É necessário ter um cuidado extremo com esse documento: sem ele, é bem mais complicado provar que você é dono da casa ou apartamento. Mais do que isso, a pessoa que fez a venda pode ter más intenções e vender o imóvel novamente para outras pessoas, causando um grande prejuízo para o comprador.

Além dela, há também papéis bancários, certidões negativas, o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), custos com cartório, entre outros. Embora alguns desses pontos sejam comuns para qualquer pessoa, outros deles irão variar de situação para situação. Por isso, é necessário pesquisar atentamente e incluir no seu planejamento as despesas relativas a esses documentos, separando uma quantia para esse fim.

5.      Corte gastos desnecessários

Mencionamos na primeira dica a importância de fazer uma listagem de gastos, a fim de entender de onde vem e para onde vai o seu dinheiro. Para conseguir destinar quantias maiores e acelerar o processo de financiamento da sua casa, é recomendado pegar essa listagem e usá-la para entender quais das suas despesas são de fato essenciais e quais podem ser reduzidas ou eliminadas a fim de preservar uma maior fração do seu orçamento.

Reforçamos, mais uma vez, o uso da planilha financeira para facilitar a visualização de quais gastos são supérfluos. Algumas sugestões de alternativas para despesas comuns são:

  1. Tarifas bancárias e anuidades: opte por bancos que negociam a anuidade e não cobram tarifas em serviços de conta corrente e transferências, como o C6 Bank;
  2. Plano de celular: reveja as tarifas do seu plano e, se necessário, procure opções mais baratas e que ofereçam as mesmas vantagens. Além disso, é possível negociar diretamente com a sua operadora. O mesmo vale para pacotes de TV a cabo e internet;
  3. Supermercado: experimente outras marcas de produtos que oferecem a mesma qualidade. Além de economizar, você pode descobrir uma alternativa da qual gosta ainda mais;
  4. Delivery de comida: diminua a frequência e dê preferência a cozinhar, quando possível. Não somente é mais econômico, mas tende a ser mais saudável;
  5. Academia: experimente fazer exercícios físicos em casa. Hoje em dia, é possível encontrar vários treinos de qualidade na internet, que podem ajudar você a economizar ao mesmo tempo em que se exercita com atividades físicas.

6.      Faça uso do seu FGTS

Por lei, trabalhadores com pelo menos três anos de carteira assinada e recebendo dinheiro no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) têm o direito de retirar a quantia guardada para comprar ou construir um imóvel residencial na cidade em que vivem ou em que trabalham. Isso vale tanto para pagamento total do local quanto para fazer a entrada em um financiamento, ou mesmo para amortizar ou quitar dívidas relacionadas a esse tipo de bem.

O FGTS, que garante que o trabalhador receba 8% de seu salário todos os meses no fundo de garantia, pode ser sacado a partir da apresentação do documento de idade, extrato da conta do fundo, declaração completa do Imposto de Renda e, se for o caso, certidão de união estável ou casamento.

Vale notar que, para fazer isso, há algumas condições:

  • O requisitante não pode ser proprietário de nenhum imóvel urbano;
  • O imóvel desejado deve ser urbano e destinado à moradia;
  • O imóvel não pode ter valor superior a R$ 1,5 milhões.

Caso a casa ou apartamento que você tenha em mente se encaixe nessas condições, no entanto, o uso do FGTS é bastante recomendado para acelerar o processo de juntar dinheiro.

7.      Invista o dinheiro poupado

Por fim, uma dica valiosa é que vale a pena investir o dinheiro poupado. Por lei, as parcelas de um financiamento não equivaler a mais de 30% da renda mensal do consumidor. Considerando que você separe 50% do seu orçamento para pagar as despesas fixas do mês, isso significa que ainda sobram 20% que você pode não só poupar, mas também investir.

Rentabilizar o dinheiro é uma ótima forma de juntar quantias que podem ser usadas, por exemplo, para amortizar ainda mais a dívida do financiamento.

Considerando o prazo naturalmente mais longo dos financiamentos de imóveis, que podem chegar até 360 meses, é possível até se arriscar mais e investir em ativos com potencial de rentabilidade mais elevado, como os fundos multimercados, imobiliários ou produtos de renda variável. Você encontra ambos os produtos na plataforma de investimentos do C6 Bank, o C6 Invest.

Antes de investir, no entanto, lembre-se de montar uma reserva de emergência. Essa quantia, que deve cobrir de três a seis meses do seu custo de vida, servirá como uma proteção financeira conta imprevistos e acontecimentos urgentes. O ideal é deixar esse dinheiro guardado em investimentos de alta liquidez e baixo risco, como os já mencionados CDBs.

Essa foi a última das nossas 7 dicas de como juntar dinheiro para comprar uma casa. Esperamos ter conseguido tirar dúvidas e ajudar você com esse objetivo que é o sonho de tanta gente.

A casa própria é apenas um dos sonhos dos brasileiros. Para saber como juntar dinheiro para conquistar outros bastante populares, não deixe de conferir também essas matérias:

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