Permuta: o que é, como funciona, tipos e cuidados essenciais

Uma forma legítima de contrato, esse tipo de troca pode acontecer com frequência no mercado imobiliário. Entenda suas principais características.

Atualizado em

Pessoa segurando a chave de um carro próximo à porta do veículo, em um contexto que remete à posse, uso ou aquisição de automóvel.

Pedro Rodrigues

Tempo de leitura · 7 min

Publicado em

23 de janeiro de 2026

A  permuta é um tipo de negociação em que bens ou serviços são trocados de maneira direta, sem que o pagamento em dinheiro seja o elemento central do acordo. Esse modelo é reconhecido pela legislação brasileira e está regulamentado pelo Código Civil, na Lei nº 10.406/2002, que defini as regras aplicáveis ao contrato de troca ou permuta.

Muito comum no mercado de imobiliário, a modalidade permite substituir a venda tradicional pela troca de casas, apartamentos ou terremos. Além disso, esse modelo também aparece em negociações que envolvem:

  • Veículos;
  • Serviços profissionais;
  • Produtos;
  • Parcerias comerciais.

Nesse texto, você vai entender o que caracteriza a permuta, quais são os tipos que existem, como esse tipo de contrato funciona, quais são os cuidados necessários e quando essa forma de negociação pode ser uma alternativa adequada.

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O que é permuta?

Em essência, permuta significa trocar uma coisa por outra. É uma negociação direta na qual duas pessoas (ou empresas) decidem intercambiar bens ou serviços sem precisar pagar em dinheiro. Por exemplo, trocar um carro usado por outro do mesmo valor. Se houver diferença de preço, o valor é acertado depois.

Na lei, a permuta é um contrato que existe no Código Civil Brasileiro, e segue as mesmas regras da compra e venda, só que com alguns ajustes. Em todos os casos, é importante formalizar a permuta por meio de contrato para reduzir riscos e evitar conflitos.

Quais são os tipos de permuta?

Existem dois tipos de permuta e é importante saber diferenciá-los:

  • Permuta simples: Os bens  têm o mesmo valor. Por exemplo, um apartamento de R$ 400 mil em permuta por uma casa também de R$ 400 mil;
  • Permuta com torna: Os bens negociados possuem valores diferentes. A parte que recebe o item ou o bem de menor valor realiza o pagamento da diferença em dinheiro. Por exemplo, um terreno de R$ 500 mil trocado por um imóvel de R$ 400 mil. Nesse caso, quem ficou com o imóvel paga R$ 100 mil para a outra parte.

A permuta com volta precisa de mais atenção, uma vez que a diferença em dinheiro interfere nos impostos, como no Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e o Imposto de Renda (IR).

Além desses dois tipos, há também a permuta de terreno por construção (usada por construtoras) e a permuta de uso (quando algo é emprestado por um tempo).

Para facilitar ainda mais o entendimento, leia esse comparativo:

Permuta simples
Permuta com torna
O que é?
Troca direta entre bens de valores equivalentes.
Troca entre bens de valores diferentes, com pagamento da diferença.
Tem dinheiro envolvido?
Não.
Há compensação financeira para equilibrar a diferença.
Exemplo prático
Um apartamento de R$ 500 mil trocado por outro do mesmo valor.
Um imóvel de R$ 500 mil trocado por um de R$ 400 mil, com R$ 100 mil pagos em torna.
Tributação
É necessário o pagamento de ITBI, mas não há ganho de capital se os valores forem equivalentes.
Pode haver ITBI e incidência de IR sobre a diferença recebida.
Complexidade
Menor. Geralmente mais simples de formalizar.
Maior. Exige detalhamento da torna e cuidados fiscais adicionais.
Indicação
Quando os bens têm valores parecidos e ambas as partes querem troca rápida.
Quando os valores são diferentes, mas a troca ainda é vantajosa para ambos.

Como é feita a permuta de imóveis?

A permuta de imóveis é bem conhecida e pode ser uma alternativa interessante, principalmente quando existe dificuldade em vender uma casa ou apartamento. Descubra como acontece na prática:

  1. Avaliação dos imóveis: cada parte envolvida chama um profissional para avaliar o imóvel e ter certeza de que o preço está certo;
  2. Negociação: se os preços são diferentes, é combinado quem vai pagar essa diferença;
  3. Contrato de permuta: esse documento aborda informações relevantes, como prazos de entrega, garantias e problemas que podem aparecer. É esse contrato que dá segurança para todos os envolvidos;
  4. Escritura e registro: assim como na compra e venda, a permuta precisa de escritura e registro no cartório de imóveis;
  5. Impostos: o ITBI é cobrado normalmente, mesmo que não haja dinheiro na troca. Se tiver volta de algum valor, por exemplo, também é importante considerar o imposto sobre o lucro no Imposto de Renda.

Dica: antes de fechar negócio, confira se os imóveis estão regulares e se a documentação, como matrícula, certidões, está em dia. Busque também o apoio de um advogado e um corretor para reduzir riscos.

Quais são as aplicações comuns da permuta?

A permuta não é só para imóveis. É possível usá-la em diferentes situações:

  • Imóveis: troca de casas, apartamentos e terrenos;
  • Carros: veículos com valores semelhantes, com ou sem volta de dinheiro;
  • Serviços: troca de serviços entre profissionais;
  • Influenciadores digitais: marcas dão produtos ou viagens para pessoas que atuam na internet troca de divulgação.

Em todos esses casos, a permuta é uma forma de diminuir gastos e usar um recurso próprio. Mas é importante fazer tudo corretamente para evitar problemas.

Quais os cuidados ao fazer uma permuta?

A permuta parece ser algo fácil, mas, assim como diversos tipos de contrato, pode apresentar riscos. Entenda algumas regras básicas:

  • Avalie bem as condições: peça ajuda de profissionais como advogados e contadores para revisar o contrato e os impostos;
  • Faça um contrato completo: esse documento deve ser detalhado, validado por um advogado, e conter valores, responsabilidades e prazos;
  • Coloque garantias: proteja-se contra problemas que podem aparecer depois;
  • Leia os documentos: entenda se não tem nada errado com os documentos dos bens.

Essas dicas ajudam a permuta a ser mais segura e evitam problemas com a lei.

Quais são as vantagens e desvantagens da permuta?

Apesar de legítimo, esse tipo de acordo tem seus prós e contras. Entenda quais são a seguir:

Vantagens

  • Rapidez para negociar o que deseja;
  • Economia de possíveis taxas;
  • Em alguns casos, não é preciso pagar impostos;
  • Não é necessário ter dinheiro em mãos, seja para um imóvel, carro ou serviço.

Desvantagens:

  • Pode ser mais difícil achar coisas com o mesmo valor;
  • A parte jurídica pode ser mais complexa;
  • É necessário avaliar bem o valor do que será negociado.

Quando compensa fazer uma permuta?

A permuta costuma ser uma boa alternativa nos seguintes casos:

  • Existe a dificuldade de vender alguma coisa com a rapidez que deseja;
  • Não é uma intenção entrar em um financiamento ou pagar juros.

Mas, em todos os casos, pense bem antes de tomar qualquer decisão. Leve em conta algumas questões fundamentais:

  • Os itens da permuta têm preços parecidos?
  • Estão evidentes as obrigações de cada um?
  • A documentação está completa e segura?

Se a resposta for “sim” para todas as perguntas, a permuta pode ser uma ótima alternativa.

Checklist: como fazer uma permuta com segurança?

Algumas etapas são essenciais para assegurar uma ótima negociação, evitando prejuízos. Confira na lista:

  1. Peça a ajuda de um profissional para avaliar os bens;
  2. Faça um contrato detalhado, com garantias;
  3. Fale com um advogado e um contador;
  4. Verifique todos os documentos;
  5. Ao envolver imóveis, registre a escritura no cartório;
  6. Guarde todos os documentos e registros da negociação.

Esses cuidados facilitam o processo e diminuem os riscos.

Escolha o seu tipo de contrato

A permuta é uma forma moderna de trocar bens e serviços, especialmente para imóveis. Ela pode facilitar negócios, diminuir gastos e ser mais rápida, desde que tenha planejamento, aprofundamento e ajuda jurídica. Antes de decidir, procure um profissional e faça tudo de acordo com a lei.

Consórcio: uma alternativa à permuta para conquistar bens

O consórcio é uma alternativa à permuta para quem busca adquirir imóveis, veículos ou investir sem precisar encontrar um bem de valor equivalente para troca. Diferentemente da permuta, esse modelo elimina a necessidade de negociação direta entre partes, o que reduz a complexidade jurídica e amplia as possibilidades de escolha do bem desejado.

Além disso, o consórcio permite um planejamento financeiro mais previsível, já que o participante contribui com parcelas mensais e pode ser contemplado por sorteio ou lance. Esse formato também evita a exposição imediata a impostos e avaliações simultâneas de dois bens, comuns nas operações de permuta, tornando o processo mais organizado ao longo do tempo.

Dentro desse contexto, o C6 Consórcio oferece soluções práticas para quem busca planejamento e flexibilidade na conquista de bens ou investimentos. Entre os principais benefícios, estão:

Simulação rápida e online, com visualização clara de planos e valores;• Parcelas flexíveis, com possibilidade de pagar até 50% menos até a contemplação;• Opções para imóveis, veículos e investimento, conforme o objetivo financeiro;• Ausência de entrada e taxa de juros.

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Redator

Pedro Rodrigues

Formado pelo Centro Universitário Belas Artes e pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais, atua no mercado financeiro com foco na produção de conteúdo para fomentar a educação financeira.

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