Entenda como funciona essa modalidade coletiva de aquisição de bens de alto valor
Atualizado em
Pedro Rodrigues
Tempo de leitura · 6 min
Publicado em
4 de fevereiro de 2026
Quem deseja comprar um bem de alto valor, como um imóvel ou um carro, mas não tem a quantia para pagar à vista, pode escolher um consórcio sem entrada. Essa é uma modalidade de aquisição baseada na formação de um fundo comum, que se diferencia do financiamento por não ter juros ou entrada, apenas taxa de administração e seguro.
Embora ambas sejam formas alternativas e populares para adquirir imóveis ou veículos, ainda há dúvidas que podem atrapalhar na hora de decidir qual a melhor opção. Por isso, neste texto, será possível entender que não existe um consórcio com entrada e conhecer as taxas aplicadas à essa alternativa, bem como as diferenças do financiamento tradicional.
Aprofunde-se para facilitar a tomada de decisão antes de fazer uma compra:
Em primeiro lugar, é preciso pontuar: o consórcio sem entrada é uma opção mais acessível. Isso acontece porque não há cobrança de um valor inicial; a participação no grupo começa com o pagamento da primeira parcela, que ativa o consórcio.
O funcionamento é o seguinte:
Sim, é possível contratar um consórcio sem juros e sem entrada, diferentemente do financiamento. A entrada nessa modalidade ocorre sem análise de crédito no momento da adesão. No entanto, a liberação da carta de crédito acontece apenas após a contemplação e depende de uma avaliação de crédito feita pela administradora do consórcio, com critérios próprios.
Desde que o consorciado esteja com sua contribuição em dia, ele poderá ser contemplado com a carta de crédito por um de dois caminhos possíveis:
É possível dizer que o consórcio é uma opção bem popular no mercado brasileiro. Tanto é que, em 2024, o setor atingiu o total de R$ 121,8 bilhões em recursos coletados e 11,35 milhões de cotas ativas, segundo dados do Banco Central.
Ainda que ambos os modelos permitam adquirir um bem de alto valor sem pagar um valor inicial, o funcionamento do consórcio sem entrada e do financiamento sem entrada é diferente. As principais diferenças estão nos custos envolvidos e no tempo necessário para a aquisição do bem.
Então, vamos aos conceitos que os distinguem. No consórcio, é padrão não haver a cobrança de entrada ou de juros. Quem participa paga parcelas mensais que incluem taxa de administração, fundo de reserva e, em alguns casos, seguro.
A adesão ao grupo ocorre sem análise de crédito. Já no momento da contemplação, a liberação da carta de crédito está sujeita à avaliação do perfil do cliente, conforme os critérios definidos pela administradora. A contemplação ocorre por sorteio ou lance e permite a aquisição do bem à vista.
Já o financiamento sem entrada não é algo padrão no mercado, mas pode ser oferecido em situações específicas. Ao passo que o consumidor adquire o bem imediatamente, ele também tem que arcar com juros mais altos, uma vez que a operação representa maior risco para a instituição financeira. Para conseguir a aprovação neste processo, costuma ser necessário:
A tabela comparativa abaixo pode reforçar esse conhecimento:
Característica | Consórcio sem entrada | Financiamento sem entrada |
|---|---|---|
Juros | Não há juros | Existem juros |
Custos envolvidos | Taxa de administração, fundo de reserva e seguro (variável) | Entrada, parcelas mensais com acréscimo de juros |
Análise de crédito | Na contemplação | Na contratação |
Tempo para adquirir o bem | Após contemplação, que pode ser apenas no final do consórcio | Imediato |
Além dessa modalidade, conhecida como Crédito Direto ao Consumidor (CDC), existem alternativas que não exigem entrada, como programas de acesso à crédito de bancos ou montadoras. Há também o leasing, ou arrendamento mercantil, que é um contrato entre duas partes que permite o uso de um bem por determinado tempo, mediante pagamento de uma parcela.
Como apresentado, o consórcio sem entrada e sem juros é algo padrão no brasil. No entanto, isso não significa que essa modalidade não tenha outros custos relacionados e relevantes que devem ser considerados. Conheça os principais:
É importante se certificar quanto a todas as cobranças previstas em contrato antes de aderir a um consórcio de moto sem entrada ou mesmo de imóvel.
Antes de qualquer decisão financeira, especialmente as que envolvem compromissos de longo prazo como é o caso do consórcio sem entrada, é importante se planejar. Entre as principais recomendações estão:
Para organizar as finanças, é importante entender como fazer um planejamento financeiro do zero.
Na pesquisa por um consórcio sem entrada, nota-se que, para que o modelo coletivo funcione de forma adequada, é importante manter organização financeira e optar por instituições confiáveis. Nesse contexto, o C6 Bank atua como parceiro das administradoras Servopa e Klubi, responsáveis pela gestão dos grupos de consórcio e pelos critérios operacionais da modalidade.
Nesse sentido, o C6 Consórcio é ideal para quem busca planejar a compra de bens sem entrada e sem juros. Essa é uma solução segura, transparente e viável que oferece:
Ou seja, são diferentes tipos de consórcio que se ajustam a diferentes necessidades. Descubra mais sobre as opções disponíveis e simule agora um consórcio no app do C6 Bank.
O consórcio sem entrada é uma alternativa ao financiamento tradicional, especialmente atrativa para quem busca comprar bens como imóveis, carros ou motos, com planejamento e economia. Sem juros e sem valores iniciais a pagar, essa ferramenta financeira é flexível e pode ser contratada sem sair de casa, pelo app do C6 Bank.
Caso queira entender mais sobre consórcios e financiamentos, não deixe de conferir:
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