O comércio eletrônico no Brasil atrai muitos empreendedores e deve chegar a um faturamento de R$ 260 bilhões em 2026.
Atualizado em
Pedro Rodrigues
Tempo de leitura · 8 min
Publicado em
3 de fevereiro de 2026
No Brasil, 88% dos consumidores compram online ao menos uma vez por mês e mais de 30% fazem compras semanais ou mais frequentes. Esse dado, dentre muitos outros, trazidos pelo E-commerce Trends 2026, mostram a relevância do e-commerce no contexto nacional.
Porém, não são apenas oportunidades que esse meio trás, há também novas exigências por parte do consumidor que quer uma experiência de compra eficiente e personalizada.
Por isso, para empreender nesse modelo de negócio, é preciso conhecê-lo a fundo. Neste artigo, entenda o que é e-commerce, como funciona essa forma de comércio e os principais passos para criar uma loja virtual na prática. Além disso, conheça as principais tendências e hábitos de consumo que devem direcionar a atuação de quem deseja se destacar nas vendas virtuais nos próximos anos.
Aproveite para ler também:
Com origem na língua inglesa, o termo e-commerce tem como significado no português: comércio eletrônico. Ou seja, representa todo o tipo de compra e venda online, independentemente do canal usado.
É um modelo de negócio que ganha cada vez mais adeptos. Afinal, para os consumidores é uma opção prática e cômoda, que permite a eles comprar o que quiserem, na hora que preferirem, sem sair de casa. Por outro lado, para os vendedores, é uma oportunidade de ampliar seu público sem precisar investir em um ponto de venda físico.
Existem alguns conceitos desse mundo digital que podem gerar confusão. Entenda como diferenciá-los:
Para entender melhor, é preciso pensar na jornada do consumidor. Essa tem passado por diversas mudanças: se antes a decisão da compra era baseada pela necessidade e busca direta, hoje ela já é centrada em uma extensa pesquisa e comparação.
Na prática, funciona assim:
É importante notar que aquela primeira etapa de contato do consumidor com a marca pode acontecer de diferentes formas, conforme a estratégia utilizada pelo lojista. Esse processo também pode não ser linear, e existe a possibilidade de ele ser interrompido e retomado algumas vezes até que a compra seja concluída.
Além disso, há um modelo específico de e-commerce chamado dropshipping. Nele, o comerciante faz a venda de produtos e o atendimento ao cliente, mas não precisa manter estoque ou se preocupar com a entrega ao cliente. Isso porque sua função é a de um intermediário, ou seja, ele recebe e repassa o pedido para o fornecedor, que, por sua vez, envia o produto ao consumidor.
Ao passo que o termo e-commerce representa todas as vendas virtuais, quando se fala em um e-commerce próprio há um novo significado atrelado: uma loja online exclusiva da marca com estrutura robusta. Esta, é claro, exige investimento e dedicação para sua criação e manutenção.
Para saber quando é mais vantajoso apostar em e-commerce ou marketplace, é possível comparar as principais características:
Critério | Marketplace | E-commerce |
|---|---|---|
Conceito | Shopping virtual. | Loja virtual própria. |
Investimento inicial | Baixo. | Alto (tecnologia e marketing). |
Visibilidade | Alta. | Variável (depende de tráfego próprio). |
Autonomia e controle | Limitado. | Total. |
Custos e taxas operacionais | Taxas por venda. | Custos com equipe técnica, hospedagem e sistemas. |
Assim, o e-commerce próprio pode ser mais indicado para empresas que possuem capital para investimento e desejam aumentar sua presença digital e fortalecer a identidade de marca. Enquanto isso, o marketplace é uma das formas de melhor custo-benefício para iniciar as vendas, já que se utiliza uma estrutura pronta de venda, pagamentos e entrega.
Uma alternativa estratégica é combinar a venda nos dois ambientes. Assim, não só é possível aproveitar o tráfego desse shopping digital, mas também desfrutar de um espaço particular com alta personalização e autonomia.
São diversos os estudos que identificam tendências e padrões de consumo no e-commerce e é importante ficar atento a tais pesquisas para poder se adaptar e aproveitar as novidades.
Com isso em mente, é possível separar alguns destaques do E-commerce Trends 2026 que indicam hábitos e preferências de compra relevantes para quem investe nesse mercado. Confira a seguir:
O celular é protagonista no comércio eletrônico, com 78% dos consumidores que utilizam esses dispositivos para finalizar suas compras.
O uso inteligente de IA, especialmente na personalização da experiência do usuário, pode aumentar as vendas. Afinal, 42% dos consumidores se sentem motivados a comprar mais quando há uma vitrine dedicada às suas preferências.
As redes sociais influenciam a decisão de compra, com 71% dos consumidores com a confirmação de que já compraram algo após ver um anúncio dentro desses canais. Além disso, as plataformas são usadas no momento de pesquisa por produtos. As principais são: Instagram (75%), YouTube (47%), Facebook (32%) e TikTok (25%).
Esse talvez seja um dos pontos críticos do e-commerce no Brasil, considerando que mais da metade dos consumidores já foi vítima de fraudes e golpes. Isso leva ao maior índice de desconfiança registrado desde o início da pesquisa: 93% dos entrevistados deixaram de comprar online alguma vez por medo de ser enganado.
No mundo digital, as avaliações e reviews dos clientes são fundamentais para gerar confiança e validar a qualidade do produto – isso ajuda a construir (ou destruir) a reputação da marca. Tanto é que 91% dos consumidores já abandonaram compras por avaliações negativas e 85% não compraram porque julgaram que o produto não serviria.
Existem diversas alternativas oferecidas no e-commerce, mas as preferidas pelos consumidores são: cartão de crédito parcelado (53%), Pix (22%) e cartão de crédito à vista (15%).
É possível entrar no e-commerce com uma estratégia eficiente e alinhada ao negócio. Porém, para isso, é preciso ter um bom plano de negócios e conhecimento sobre quem é o público-alvo, qual o nicho de mercado e os produtos que serão comercializados. A partir dessa base, começa o planejamento para dar passos essenciais nesse mundo digital, como apresentado a seguir:
É necessário escolher entre criar uma loja própria, se cadastrar em um marketplace ou ainda combinar as estratégias. Para essa decisão, considere fatores como autonomia, alcance e custos operacionais.
Entenda o que cada uma oferece em termos de funções, escalabilidade (se há como expandir aquela estrutura) e compatibilidade com soluções de pagamento, como Pix e cartões.
É recomendado investir não apenas na otimização para mecanismos de busca (SEO ou Search Engine Optimization) como também na Search Everywhere Optimization. Essa estratégia abrangente vai além do site aparecer bem-posicionado nas ferramentas de pesquisa e engloba novas tecnologias como as respostas geradas por inteligência artificial (GEO ou Generative Engine Optimization).
A eficiência na entrega e a qualidade de atendimento fazem parte da experiência de compra e são fatores decisivos para fidelizar novos clientes e melhorar a reputação da marca. Tanto é que, no E-commerce Trends 2026, entre os fatores que influenciam a escolha de onde comprar estão: frete grátis (72%), prazo de entrega (46%) e agilidade no atendimento (17%).
Quem empreende no e-commerce atualmente tem à disposição soluções financeiras que ajudam na gestão do negócio e no controle das operações diárias. Conheça algumas oferecidas pelo C6 Bank:
O e-commerce é um modelo de negócio de alta relevância e bem consolidado no cenário nacional. Tanto é que a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico - ABComm) estima um faturamento de R$ 258.40 bilhões com cerca de 457.38 milhões de pedidos em 2026.
No entanto, para obter sucesso, é preciso se atentar a o que o momento atual de maturidade digital pede. Nele, os consumidores estão mais exigentes, orientados por dados e não centralizam suas compras em um só canal.
Para atender à essa nova demanda, é preciso ir além do básico no planejamento e na execução, o que exige profissionalização, segurança e uma boa gestão financeira. Com organização e as ferramentas adequadas, é possível transformar uma loja virtual ou e-commerce em um canal relevante de relacionamento com os clientes.
Antes de ir embora, não deixe de conferir:
Abra sua Conta C6 Empresas no C6 Bank e tenha soluções completas para receber seus pagamentos online com mais agilidade e segurança.
Tags relacionadas