Entenda os pilares da economia verde e descubra como alinhar investimentos com o futuro do planeta
Atualizado em
Julya Rios
Tempo de leitura · 6 min
Publicado em
2 de janeiro de 2026
A economia verde é um modelo econômico que busca equilibrar crescimento, bem-estar social e conservação dos recursos naturais, promovendo o desenvolvimento sustentável no presente e no futuro. Seu objetivo éestabelecer uma harmonia entre as atividades humanas e o ecossistema.
Vivemos em um cenário de urgência, marcado pela necessidade de conservar o meio ambiente, melhorar o bem-estar da humanidade e reduzir desigualdades e desperdícios.
A economia verde surge como uma alternativa para equilibrar demandas da sociedade com a conservação da natureza. Quer saber mais sobre o tema? Entenda o que é a economia verde, seu funcionamento, benefícios, desafios e como investir em projetos sustentáveis.
Mas, antes de começar a se aprofundar no tema, leia outros conteúdos relacionados:
O princípio da economia verde surgiu em 2008 com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e se consolidou em 2012 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, na Rio+20. O principal objetivo da economia verde é conciliar produção e conservação, a fim de gerar prosperidade sem esgotar recursos naturais.
A proposta nasceu para orientar políticas e investimentos voltados à sustentabilidade e à redução de desigualdades. A economia verde procura formas de tornar mais eficiente o uso dos recursos naturais, reduzir a emissão de poluentes por meio de políticas de baixo carbono e estimular a inovação tecnológica voltada para soluções ambientais.
Além disso, o modelo quer criar maior eficiência energética, a partir de investimentos em energias renováveis, transporte sustentável e melhor gestão de resíduos. A economia verde também busca melhorias na agricultura e no uso de recursos naturais, tanto renováveis quanto não renováveis.
Esse conceito se concretiza com a criação de tecnologias sustentáveis e investimentos conscientes. Na prática, ela envolve governos, empresas e consumidores em ações que promovam desenvolvimento com responsabilidade ambiental.
Além da esfera pública, as empresas desenvolvem soluções e adotam práticas ESG como forma de impulsionar a inovação tecnológica, essencial para criar soluções limpas e viáveis.
Alguns exemplos práticos do que a economia verde busca promover são:
Conectada a essas medidas, a educação ambiental ajuda a formar cidadãos mais conscientes e informados sobre o impacto de suas escolhas. Esse cenário leva os consumidores a fazerem escolhas mais sustentáveis e mudarem comportamentos a fim de promover mudanças completas.
A economia verde se apoia em pilares que orientam práticas sustentáveis, inclusivas e responsáveis. Entre os principais fundamentos estão:
Ao redor do mundo, diversas ações de economia verde e sustentabilidade já são parte do dia a dia da população. Da energia à gestão de resíduos, exemplos reais mostram como a economia verde já impacta positivamente a sociedade. Alguns deles são:
A Alemanha, por exemplo, tem cerca de 63% da sua eletricidade fornecida a partir de fontes renováveis. No Brasil, projetos de biogás têm crescido com a transformação de resíduos de cana-de-açúcar em energia limpa.
Na Noruega, o uso de veículos elétricos cresceu nos últimos anos. Em 2024, 88,9% dos novos carros vendidos foram elétricos, em comparação com 82,4% em 2023.
A certificação global LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) foi adotada por edifícios como, por exemplo, a sede do C6 Bank, que recebeu a categoria Gold, que reconhece edifícios sustentáveis no mundo.
Segundo o Ministério da Fazenda, o Plano de Transformação Ecológica, que prevê um crescimento de 2,2% no PIB potencial, pode levar o Brasil a assumir a liderança global na economia verde. Os resultados também incluem até R$ 120 bilhões em receita adicional até 2030, com foco em energias renováveis.
A consolidação dessas práticas em setores como energia, mobilidade, construção civil e gestão de resíduos ampliou o peso da economia verde na agenda econômica global. A COP30, realizada em Belém (PA) em 2025, reforçou o protagonismo do Brasil nesse cenário ao reunir evidências de que a transição para uma economia de baixo carbono já está em curso, apoiada em projetos, investimentos e marcos regulatórios.
Esse avanço setorial também redefiniu o papel de empresas e instituições financeiras na gestão dos impactos ambientais. No C6 Bank, o acompanhamento das emissões de carbono integra a estratégia corporativa, com a meta de reduzir em 54,6% as emissões dos escopos 1 e 2 até 2033, além da mensuração e divulgação das emissões do escopo 3 ao longo da cadeia de valor.
Investir em economia verde de forma consciente é fundamental. Nesse cenário, o C6 Invest, plataforma completa de investimentos do C6 Bank, oferece diversidade de produtos, transparência e praticidade, incluindo opções para quem busca unir investimento e propósito.
A plataforma conta com fundos de investimento que consideram critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) em seus processos de análise e decisão, além de fundos IS (Investimento Sustentável), conforme critérios da Anbima, com objetivo explícito de sustentabilidade. Assim, essa diferenciação permite ao investidor escolher soluções alinhadas ao seu perfil e às suas preferências. Dessa forma, há, portanto, mais consciência sobre o papel que os fatores de sustentabilidade exercem em cada produto.
Além disso, o C6 Bank também promove a importância da economia verde através de iniciativas como o Extrato de Carbono, disponível para todas as contas. Calculado automaticamente a partir das transações de crédito, débito, transferências e Pix para pessoas jurídicas, essa perspectiva é uma forma pioneira, simples e transparente de conhecer o impacto ambiental das suas transações e fazer escolhas mais conscientes. Além disso, é possível compensar o impacto por meio da compra de créditos de carbono. O valor é repassado integralmente a um projeto de conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos.
De modo geral, a economia verde tem desafios que precisam ser superados. Além dos custos de transição e da necessidade de incentivos, há também alguns riscos:
Compreender o que é e como funciona a economia verde permite reconhecer tendências econômicas, oportunidades e responsabilidades ambientais. Além disso, o aprendizado é cada vez mais valorizado no mercado, e traz maior visão sobre o crescimento econômico e a conservação ambiental.
Ao entender e investir na economia verde, cada pessoa se torna parte ativa para transformar desafios em oportunidades, criar soluções inovadoras para problemas atuais, com foco na construção e promoção de um futuro mais equilibrado.
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