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Entenda o que é rating de crédito e sua importância para investimentos

O rating é a nota dada por uma agência especializada para medir o risco de crédito oferecido por uma empresa ou país, entre outros casos

Atualizado em

Bruna de Paula

Tempo de leitura · 5 min

Publicado em

17 de novembro de 2022

rating é um importante fator a se levar em consideração na hora de contratar um empréstimo ou fazer um investimento. Ele está diretamente relacionado com a capacidade de uma instituição emissora honrar com suas dívidas, bem como com a sua credibilidade e o risco tomado por quem busca o serviço.

Na hora de investir, são necessários muitos cuidados. Conheça alguns deles nos materiais que separamos abaixo:

O que é rating?

Rating é um termo inglês que tem como tradução a palavra “avaliação”, também sendo interpretado como “classificação” ou “nota”. No campo da economia e dos investimentos, por sua vez, o rating representa uma prática: a avaliação do risco de crédito oferecido por um agente econômico, como uma instituição financeira ou mesmo um país.

Na prática, serve como uma forma de medir a probabilidade de esses agentes honrarem com suas dívidas e pagarem seus credores no valor integral e dentro do prazo estabelecido. Dessa foram, investidores saberão se vale ou não a pena aplicar ou emprestar dinheiro a eles.

Como o rating de crédito funciona?

Embora cada agência de rating funcione de forma diferente, todas elas seguem preceitos similares, como os fatores levados em consideração para a análise. Alguns dos principais são:

  • Taxa de juros;
  • Fluxo de caixa;
  • Histórico de pagamento;
  • Balanço patrimonial;
  • Projeções de resultados futuros;
  • Critérios de ESG;
  • Índices de liquidez e solvência;
  • Nível de alavancagem (prática referente a negociações feitas com valores acima do disponível na conta);
  • Contexto sociopolítico do país avaliado ou no qual a empresa se encontra.

Principais agências de classificação de crédito

Não existe uma única organização avaliadora no mercado, e cada uma delas usa um método e um sistema de nota próprios. Neste post, vamos focar nas três principais, que formam o grupo conhecido como big three:

  • Standard & Poor’s (S&P);
  • Fitch;
  • Moody’s.

Como a classificação de crédito é calculada?

Um analista, responsável pela coleta das informações e dados que mencionamos anteriormente, faz diversas consultas com membros da administração da organização avaliada, bem como estudos aprofundados sobre a situação econômica.

Com tudo isso feito, um comitê de pontuação avalia os dados fornecidos e delibera até chegar em um resultado. Vale notar: o rating não é fixo, podendo subir ou descer dependendo de eventuais mudanças nos fatores citados anteriormente. Em caso de alterações, o procedimento para o cálculo e emissão da nota é o mesmo.

Quais são os tipos de rating?

Os tipos de rating mais conhecidos no mercado são:

  • Ratings por grau: nessa categoria, a nota é dada dentro de uma escala que posiciona o ativo em relação ao seu risco de crédito. A ideia é permitir que o investidor consiga entender se a relação entre risco e retorno é favorável para a sua carteira. Essa modalidade apresenta duas subdivisões:
    • Grau especulativo: nele estão os agentes com maior risco de inadimplência. Companhias e países muito endividados, de forma geral, caem nessa modalidade, que apresenta maior risco relativamente ao retorno;
    • Grau de investimento: menor risco de calote, mas com menor potencial remuneratório. São a melhor avaliação dentro do rating por grau;
  • Ratings por nota: nesse caso, é dada uma nota ao analisado para cada um dos dois graus mencionados acima (especulativo e de investimento). O sistema de notas irá variar entre cada empresa, podendo ser consultado na tabela abaixo:

Tabela com as notas usadas pelas três principais agências de rating do mercado

Rating do Brasil

Para as big three, a nota do Brasil está no grau especulativo. De acordo com avaliação emitida pela Fitch em fevereiro de 2026, o rating brasileiro é de ‘BB’. A S&P e a Moody’s mantêm análises similares da saúde financeira do país, colocando o Brasil em posições similares – notas ‘BB‘ e ‘Ba1’, respectivamente. Um dos motivos citados foi o tamanho da dívida pública em relação ao PIB, por exemplo.

Apesar de não ter subido o rating, vale notar que a Fitch melhorou a perspectiva para a nota de crédito soberano de longo prazo em moeda estrangeira para estável.

Qual a importância do rating na hora de investir?

A importância do rating vem do fato de que ninguém quer fazer um investimento com alto risco e baixo potencial de retorno. Ao buscar por essa avaliação, o investidor consegue se prevenir e fazer escolhas mais precisas a respeito de onde colocar seu dinheiro, o que minimiza o risco de perdas ao mesmo tempo em que potencializa seus retornos, na medida em que terá o conhecimento necessário para escolher as empresas com os melhores índices de risco-retorno.

Esse cuidado também vale ao analisar instituições financeiras emissoras de títulos de renda fixa. Em fevereiro de 2026, o C6 Bank mantém classificação de risco A+ (bra), atribuída pela Fitch Ratings, e brAA-, concedida pela Standard & Poor’s. Essas avaliações indicam, segundo os critérios adotados pelas agências, boa capacidade de cumprimento das obrigações financeiras dentro do mercado brasileiro.

Este texto se encerra por aqui. Esperamos que você tenha gostado de aprender mais sobre o que significa rating de crédito, como essa avaliação funciona e a importância dela para os investidores.

Caso queira ler mais textos como esse, não deixe de conferir também:

Este conteúdo tem caráter informativo e não representa uma recomendação de investimento. Antes de tomar qualquer decisão financeira, avalie seus objetivos e perfil de risco. Se tiver dúvidas, conte com o suporte de um especialista.

Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app.


Redatora

Bruna de Paula

Formada em Letras e pós-graduada em Comunicação e Retórica, atua há 7 anos com produção de conteúdo para mídias digitais, com 4 anos de experiência no mercado financeiro.

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crédito
empréstimo
financiamento
investimento
macroeconomia
rating
risco crédito

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