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Quanto rende de R$ 1 mil a R$ 5 mil no CDI? Simulações por perfil 

Simule o rendimento do CDI para diferentes valores, entenda como a rentabilidade é calculada e tome decisões mais informadas ao investir.

Atualizado em

Equipe C6 Bank

Tempo de leitura · 10 min

Publicado em

24 de julho de 2026

Juntar R$ 1.000 ou R$ 5.000 costuma ser um dos primeiros passos de quem começa a investir e saber quanto rende o CDI é uma das perguntas mais comuns nesse momento inicial.  

Isso acontece, afinal, porque diversos investimentos, como CDBs e letras financeiras, usam esse indicador como referência para calcular a rentabilidade. 

No entanto, o rendimento final não depende apenas da taxa CDI ou do percentual oferecido pela aplicação. Aspectos como o prazo do investimento, a incidência de Imposto de Renda, a liquidez do produto e até novos aportes ao longo do tempo também influenciam o valor acumulado. Neste conteúdo, conheça simulações de quanto R$ 1.000 e R$ 5.000 podem render em diferentes cenários dessa taxa, além de entender como fazer esse cálculo e quais fatores influenciam o retorno final. 

Se quiser entender em detalhes o funcionamento desse indicador, leia também o guia completo sobre o que é CDI.

Antes de investir: o que considerar além do percentual do CDI? 

Ao comparar aplicações de renda fixa, é comum encontrar opções que rendem 100%, 105% ou até mais do CDI. No entanto, é importante lembrar que o CDI não é um investimento, mas um indicador usado como referência para calcular a rentabilidade de produtos como CDBs, letras financeiras e outros títulos de renda fixa. 

Na prática, escolher uma aplicação apenas pelo percentual do CDI pode levar a decisões pouco adequadas. Antes de investir, é importante avaliar alguns fatores que influenciam tanto o rendimento quanto a utilidade daquele investimento para os seus objetivos. 

O primeiro deles é justamente o objetivo financeiro. Se a ideia é formar uma reserva de emergência, por exemplo, faz sentido priorizar aplicações com liquidez diária, que permitem o resgate a qualquer momento, e menor volatilidade. Já quem pretende guardar dinheiro para uma viagem, a compra de um carro ou outro plano com prazo definido pode considerar investimentos que mantêm o dinheiro aplicado por mais tempo e, em alguns casos, oferecem rentabilidades mais atrativas. 

Além disso, também é importante observar: 

  • Prazo da aplicação: investimentos com vencimentos diferentes podem apresentar rentabilidades distintas e nem sempre permitem resgate antecipado sem perdas; 
  • Liquidez: indica quando e como o dinheiro pode ser resgatado. Quanto maior a liquidez, maior a flexibilidade para usar os recursos quando necessário; 
  • Tributação: alguns investimentos têm incidência de Imposto de Renda, cuja alíquota diminui conforme o tempo de aplicação. Em resgates realizados em até 30 dias, também pode haver cobrança de IOF sobre os rendimentos; 
  • Rentabilidade oferecida: comparar o percentual do CDI continua sendo importante, mas ele deve ser analisado em conjunto com as demais características da aplicação.  

Ao considerar todos esses aspectos, fica mais fácil escolher um investimento compatível com seu planejamento financeiro, e não apenas aquele que apresenta o maior percentual do CDI. 

Quanto rende o CDI hoje? 

Hoje, o rendimento do CDI está em 14,15% ao ano, mas esse valor pode mudar ao longo do tempo, já que acompanha de perto a taxa Selic, definida pelo Banco Central.   

Ao acessar o site da B3, você encontra a taxa atual, que servirá de base para o cálculo do rendimento de diversos investimentos de renda fixa. 

Mas, além disso, é importante lembrar que apenas a taxa CDI vigente não é suficiente para estimar quanto um investimento irá render. Também é preciso considerar qual percentual desse valor o investimento paga, além do prazo do investimento, a tributação e as regras de resgate. 

Por exemplo, imagine dois CDBs com as seguintes características: 

CDB A
CDB B
Rentabilidade
100% do CDI
105% do CDI
Prazo
1 ano
2 anos
Liquidez
Diária
No vencimento

Embora o CDB B ofereça um percentual maior do CDI, isso não significa que ele será a melhor escolha para todos os investidores. Quem pretende usar o dinheiro em pouco tempo pode priorizar a liquidez diária, enquanto quem tem um objetivo de médio prazo pode considerar aplicações com vencimento definido em busca de uma rentabilidade que pode ser potencialmente maior. 

Nos próximos tópicos, confira simulações que consideram diferentes percentuais do CDI para entender como essas características impactam o rendimento de aplicações de R$ 1.000 e R$ 5.000.

“Entender o CDI é importante justamente porque ele permite comparar diferentes alternativas de renda fixa de forma mais consciente." Bruno F, Gerente do Time de Produtos de Investimentos do C6 Bank 

Simulações de CDI: R$ 1.000 a R$ 5.000 

Simular diferentes valores de investimento é uma forma prática de entender como o CDI influencia a rentabilidade de uma aplicação.  

Nas tabelas a seguir, saiba quanto R$ 1.000 e R$ 5.000 podem render em diferentes percentuais do CDI, ao considerar uma taxa anual de 14,15%, usada apenas como referência para os cálculos. Nas simulações abaixo, o exemplo é de um CDB pós-fixado, investimento de renda fixa cuja rentabilidade é definida exclusivamente a partir do percentual do CDI, mas é importante lembrar que existem diversos outros fatores que interferem nesse rendimento.  

Quanto rende R$ 1.000 no CDI? 

A tabela abaixo mostra uma estimativa de rendimento para um investimento inicial de R$ 1.000, ao considerar diferentes percentuais do CDI e uma alíquota de Imposto de Renda de 15%, que condiz a um prazo de aplicação superior a dois anos. 

Rentabilidade
Valor bruto após 2 anos
Ganho bruto
Valor bruto - impostos
100% do CDI
R$ 1.303,02
R$ 303,02
R$ 1.242,42
105% do CDI
R$ 1.319,22
R$ 319,22
R$ 1.255,38
110% do CDI
R$ 1.335,53
R$ 335,53
R$ 1.268,42
120% do CDI
R$ 1.368,43
R$ 368,43
R$ 1.294,75

Como mostra a tabela, um percentual maior do CDI tende a aumentar o rendimento da aplicação, o que resulta em uma diferença de aproximadamente R$ 52 para um aporte de R$ 1.000 entre os cenários. 

Quanto rende R$ 3.000 no CDI? 

Na faixa de R$ 3.000, as diferenças entre aplicações atreladas ao CDI começam a se tornar mais perceptíveis em valores absolutos. 

Rentabilidade
Valor bruto após 2 anos
Ganho bruto
Valor líquido após impostos
100% do CDI
R$ 3.909,07
R$ 909,07
R$ 3.727,25
105% do CDI
R$ 3.957,67
R$ 957,67
R$ 3.766,14
110% do CDI
R$ 4.006,58
R$ 1.006,58
R$ 3.805,26
120% do CDI
R$ 4.105,30
R$ 1.105,30
R$ 3.884,24

À medida que o capital investido aumenta, pequenas modificações no percentual do CDI passam a gerar ganhos mais expressivos. Nesse caso acima, por exemplo, a diferença é de aproximadamente R$ 156. Ainda assim, antes de escolher uma aplicação, é importante analisar também os outros fatores envolvidos no rendimento.  

Quanto rende R$ 5.000 no CDI? 

Agora saiba quanto um investimento de R$ 5.000 pode render nas mesmas condições. 

Rentabilidade
Valor bruto após 2 anos
Ganho bruto
Valor bruto - impostos
100% do CDI
R$ 6.515,11
R$ 1.515,11
R$ 6.212,09
105% do CDI
R$ 6.596,12
R$ 1.596,12
R$ 6.276,90
110% do CDI
R$ 6.677,63
R$ 1.677,63
R$ 6.342,11
120% do CDI
R$ 6.842,16
R$ 1.842,16
R$ 6.473,73

Quanto maior o capital investido, maior tende a ser o impacto de pequenas diferenças na rentabilidade. 

Por exemplo, entre um investimento que rende 100% do CDI e outro que remunera 120% do CDI, a diferença anual já supera R$ 260 para um aporte de R$ 5.000. 

Se quiser comparar valores maiores, leia também nosso conteúdo sobre quanto rende R$ 200 mil no CDB

Qual investimento faz mais sentido para o seu objetivo? 

O mesmo investimento não atende necessariamente às necessidades de todos os investidores. Quem está começando costuma ter prioridades diferentes de quem está com objetivos de médio prazo ou quer construir uma carteira mais diversificada. 

A seguir, entenda como esses aspectos costumam aparecer em diferentes perfis de investidor. 

Perfil conservador

Quem está começando a investir ou ainda formando sua reserva financeira costuma priorizar a segurança e a facilidade de acesso ao dinheiro. Nesses casos, o objetivo normalmente não é obter a maior rentabilidade possível, mas preservar o patrimônio e manter recursos disponíveis para imprevistos. 

É por isso que aplicações de renda fixa com liquidez diária, como alguns CDBs atrelados ao CDI, costumam ser consideradas para a reserva de emergência. Elas permitem acompanhar o crescimento do dinheiro ao longo do tempo sem abrir mão da possibilidade de resgate quando necessário. 

Para quem possui entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, essa estratégia também pode ser uma forma de começar a investir enquanto cria o hábito de fazer novos aportes regularmente. 

Costuma fazer mais sentido quando o objetivo é: 

  • Montar uma reserva de emergência;  
  • Guardar dinheiro para despesas previstas nos próximos meses;  
  • Investir pela primeira vez e conhecer o funcionamento da renda fixa.  

Perfil moderado

Depois de ganhar um pouco mais de experiência, alguns investidores passam a considerar aplicações que oferecem um potencial de rentabilidade maior em troca de manter o dinheiro investido por mais tempo. 

Nesse cenário, podem fazer sentido investimentos de renda fixa com vencimentos definidos e percentuais superiores do CDI. Em muitos casos, quanto maior o prazo de permanência, maiores podem ser as alternativas de rentabilidade disponíveis, desde que o investidor não precise usar o dinheiro antes do vencimento. 

Também é comum combinar estratégias, mantendo uma parte dos recursos em aplicações com liquidez diária para imprevistos e outra em investimentos com prazo definido para objetivos futuros. 

Essa abordagem costuma atender quem quer guardar dinheiro para metas como: 

  • Uma viagem planejada;  
  • Cursos, especializações ou outras despesas previstas para os próximos anos.  

Perfil arrojado

Conforme o patrimônio cresce e os objetivos se tornam mais diversificados, alguns investidores passam a buscar uma combinação maior entre diferentes classes de ativos. 

Nesses casos, investimentos atrelados ao CDI continuam tendo espaço, mas deixam de concentrar toda a carteira. Eles podem ser usados para manter uma parcela com maior previsibilidade, aproveitar oportunidades de mercado ou preservar recursos destinados a objetivos de curto prazo, enquanto outra parte do patrimônio é direcionada para investimentos com características diferentes. 

Isso não significa abandonar aplicações ligadas ao CDI, mas entender que elas podem cumprir funções específicas dentro de uma estratégia de diversificação, sempre com consideração do perfil e dos objetivos do investidor. 

Como escolher entre 100%, 110% ou 120% do CDI?

Ao pesquisar investimentos de renda fixa, é comum encontrar produtos que prometem rentabilidades como 100%, 110% ou 120% do CDI. Embora esse percentual seja um critério importante de comparação, ele não deve ser analisado isoladamente. 

Antes de escolher uma aplicação, é importante observar outros aspectos que podem influenciar o resultado final e até determinar se aquele investimento faz sentido para o seu objetivo, como o prazo, liquidez, tributação e outros critérios descritos anteriormente. 

Na prática, o melhor investimento não é necessariamente aquele que oferece o maior percentual do CDI, mas aquele cujas características estão alinhadas ao prazo, à necessidade de liquidez e aos objetivos de quem vai investir e ao risco que está disposto a correr. 

Como investir em aplicações atreladas ao CDI? 

Depois de entender como funciona a rentabilidade e comparar as simulações, o próximo passo é escolher uma instituição financeira ou corretora de confiança para investir. Além de oferecer aplicações atreladas ao CDI, observe fatores como a segurança da plataforma, a variedade de produtos disponíveis, a facilidade para acompanhar os investimentos e a experiência de uso no dia a dia. 

O C6 Bank oferece uma plataforma robusta para você investir, o C6 Invest. Nela você encontra uma variedade de produtos de renda fixa, com rentabilidade e prazos diversos. Além disso, todo esse processo pode ser feito pelo app. Em poucos minutos, é possível acessar as aplicações disponíveis, comparar características como rentabilidade, prazo e liquidez, investir diretamente pelo aplicativo e acompanhar a evolução da aplicação sem precisar sair de casa.

Perguntas frequentes sobre o rendimento do CDI 

Aproveite para conhecer as principais as perguntas sobre o tema: 

Quais investimentos usam o CDI como referência? 

Diversos investimentos de renda fixa utilizam o CDI como índice de rentabilidade. Entre os mais comuns estão os CDBs pós-fixados, LCIs, LCAs e determinados fundos de investimento.  

O CDI rende todos os dias? 

Sim. O CDI é uma taxa anual, mas sua rentabilidade é calculada diariamente em dias úteis. Por isso, aplicações pós-fixadas atreladas ao CDI costumam apresentar rendimento diário, que se acumula ao longo do tempo por meio dos juros compostos. 

O CDI pode render menos que a inflação? 

Sim. Em determinados períodos, especialmente quando a inflação está elevada e os juros estão mais baixos, o CDI pode ficar abaixo da inflação acumulada. Nesses casos, mesmo que o investimento tenha rendimento positivo, o ganho descontando a inflação pode ser menor ou até negativo. Por isso, é importante considerar não apenas a rentabilidade nominal, mas também o poder de compra do dinheiro ao longo do tempo. 

Se ainda tem dúvidas sobre diferentes indicadores de investimento, leia também: 

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não configura recomendação de investimento. Antes de tomar qualquer decisão, avalie seu perfil de investidor e, se necessário, consulte um profissional certificado. 

Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app. 


Equipe C6 Bank

O blog do C6 Bank reúne conteúdos sobre finanças conectados ao dia a dia, com temas como planejamento financeiro, investimentos, economia, produtos e assuntos para empresas e MEIs, e apoia a tomada de decisões sobre o uso do dinheiro.

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