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Como comprar ouro?

O ouro é muito valorizado por seu papel de proteção de capital em momentos de instabilidade; é possível investir nele de diversas formas

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Mulher pesquisando no celular como comprar ouro

Quando se fala em investimentos, diversificação é um dos termos mais importantes. Renda fixa, renda variável, fundos de investimento – é possível e positivo incluir uma série de ativos na sua carteira de investimentos. No entanto, em meio a essa variedade de opções, há um produto que, apesar de seu valor, frequentemente não é levado em consideração: o ouro.

Neste post, vamos falar um pouco mais a fundo sobre esse investimento, reconhecido pela sua capacidade de proteção em momentos de instabilidade econômica. Além disso, também abordaremos os seguintes tópicos:

  • Como comprar ouro?
  • Como declarar ouro no Imposto de Renda
  • Quais os riscos de investir em ouro?
  • Qual o melhor momento para investir em ouro?
  • Diversificação da carteira de investimentos
  • Como investir em ouro com o C6 Invest?

Procurando conhecer outros tipos de investimento para diversificar a carteira? Conheça outros ativos com nossos conteúdos:

Como comprar ouro?

Quando se fala em comprar ouro, não há um único caminho pelo qual seguir. Ouro em barra, contratos, ativos relacionados – todos são alternativas válidas. A seguir, vamos falar um pouco mais sobre cada uma delas.

Ouro físico

O ouro em barras, no imaginário popular, carrega uma imagem de riqueza e nobreza, de algo que poucas pessoas podem ter. No entanto, ele não é tão inacessível quanto pode parecer inicialmente: a aquisição de ouro físico, tanto em barras quanto em moedas, é possível através de corretoras especializadas e autorizadas pelo Banco Central e pela CVM.

No entanto, essa é uma modalidade a que poucas pessoas recorrem, haja vista a baixa liquidez – afinal, não é fácil encontrar um comprador disposto a pagar pelo seu ouro o mesmo preço que ele tem nas instituições financeiras, mais reputadas – e a dificuldade de armazenamento, uma vez que você fica suscetível a roubos ou assaltos que podem trazer um grande prejuízo, até mesmo levando em consideração que muitas pessoas guardam seu ouro em forma de joias.

Como declarar ouro no Imposto de Renda

Qualquer pessoa com ouro físico, independentemente do formato, cuja aquisição tenha acontecido durante o ano-calendário e custado R$ 1 mil ou mais, precisa declarar o metal no Imposto de Renda.

O ouro deve ser declarado em bens e direitos, informando a quantidade em gramas que se possui, além da instituição financeira responsável por fazer a custódia do produto. Adicionalmente, também é necessário preencher no campo correspondente o custo de aquisição da quantidade mantida em 31 de dezembro de cada ano.

Contratos à vista

Considerando as dificuldades apresentadas pelo ouro físico, muitas pessoas optam por contratos financeiros negociados na B3.

Existem várias categorias de contratos: o principal, equivalente a uma barra de 250 gramas de ouro, vale quase R$ 80.000. Contratos menores, de 10 (mais ou menos R$ 3.000) e 0,225 (cerca de R$ 70) gramas, são menos negociados e podem implicar em maiores dificuldades na hora de vender.

Vale ressaltar que os contratos financeiros também têm um outro papel: o de lastrear fundos de investimento que permitem a execução de aplicações em ouro.No mercado, os dois principais fundos a exercerem essa função são os Exchange Traded Funds (ETF) e os Brazilian Depositary Receipts (BDR).

O que são ETF?

Os ETF (Fundos Negociados em Bolsa, em tradução livre) são fundos de investimentos que funcionam a partir de um espelhamento do desempenho de um determinado índice de mercado, como por exemplo o Ibovespa.

No que diz respeito ao ouro, há um ETF disponível na B3 com esse direcionamento: o GOLD11. Basicamente, ele tem como objetivo acompanhar o preço do ouro em dólares através do índice iShares Gold Trust. Em caso de valorização do indicador, o investidor sai beneficiado.

O que são BDR?

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts), por sua vez, são certificados negociados na B3 que funcionam como representativos de ações de empresas listadas no exterior. Até 2020, os BDRs estavam disponíveis apenas para quem contava com mais de R$ 1 milhão investido. No entanto, essa norma deixou e existir, e agora qualquer investidor pode negociá-los.

Isso significa que, embora os BDR não sejam uma aplicação diretamente no ouro, funcionam como uma alternativa para quem deseja fazer algum investimento no setor deste ativo, como através da compra de ações de empresas que minerem esse metal, por exemplo.

Vale notar que muitas dessas empresas disponibilizam suas ações no exterior. Nesse sentido, uma alternativa interessante pode ser o Global Invest. Trata-se de uma plataforma criada para auxiliar investidores a diversificarem sua carteira através de aplicações em fundos de investimentos (mutual e hedge funds) e em renda variável (ações, ADR, ETF, BDR) no mercado internacional. Confira a página do produto para ver mais informações.  

Quais os riscos de comprar ouro?

O maior risco ao comprar ouro é que o preço do metal caia. Com a queda na cotação da commodity, os investimentos baseados nela também sofrerão impactos.

Além disso, vale lembrar que eventuais títulos do governo financeiramente mais vantajosos podem influenciar a demanda das pessoas pelo metal, dificultando a execução de transações. Por fim, tenha em mente que o preço é influenciado por condições externas – especialmente as oscilações do dólar – com mais ênfase do que outros produtos de investimento.

Quando comprar ouro?

Como dissemos no começo do post, o ouro é reconhecido pela sua capacidade de redução de riscos em momentos de instabilidade econômica, desempenhando junto com a prata um importante papel como hedges, ou seja, estratégias de proteção. Isso também significa que, em momentos de crise, ele conta com uma possibilidade de valorização.

Adicionalmente, o fato de o ouro não estar tão relacionado a fatores internos também pode ser vantajoso. Em um cenário de inflação, em que o real está se desvalorizando, o metal pode agir como uma forma de minimizar os impactos no bolso.

Diversificação da carteira de investimentos

Por fim, o ouro também representa um grande papel no sentido da diversificação, conceito apontado por muitos especialistas como o segredo de todo bom investidor. Isso porque quem distribui o dinheiro entre ativos diferentes, balanceando diferentes tipos de produto, diminui sua exposição ao risco ao mesmo tempo em que ganha a chance de obter uma rentabilidade maior do que a de quem só deixa o dinheiro parado na poupança.

Diversificar, no entanto, não significa atirar para todos os lados e investir em qualquer ativo. É necessário ter estratégia e buscar um equilíbrio nos produtos escolhidos. Além disso, deve-se sempre ter em mente se o investimento está de acordo com o seu perfil de investidor, com os seus objetivos e com os riscos que você está disposto a correr.

Como investir em ouro com o C6 Invest

O C6 Invest é a plataforma de investimentos do C6 Bank. Nela, o usuário consegue escolher em quais produtos financeiros deseja aplicar o seu dinheiro, como fundos de investimento ou multimercados que investem em no metal precioso, ou o ETF que mencionamos anteriormente, GOLD11. Além disso, há uma série de outras alternativas além do ouro, incluindo opções em renda fixa, renda variável, criptomoedas, mercados futuros, entre outros.

Também é possível fazer esse tipo de investimento via C6 TechInvest, nossa ferramenta que monta uma carteira de investimentos personalizada para você, fazendo uso da expertise de nossos especialistas e de muita tecnologia. Nesse caso, sua carteira pode ser regulada para conter investimentos em ouro, de acordo com seus objetivos e perfil de investidor.

Agora que você sabe como comprar ouro, formas alternativas de investir nele e até os melhores momentos para fazê-lo, que tal conhecer outros tipos de investimento para diversificar ainda mais sua carteira? Dê uma olhada nos conteúdos que separamos para você:

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