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Consciência Negra: CSixers Júlio, Larissa e Yonhan falam sobre desafios profissionais

Conheça a trajetória de Júlio, Larissa e Yonhan, CSixers que ocupam cargos de liderança no C6 Bank.

Atualizado em

homem negro careca sorri para a foto, sentado em um assento cinza
CSixer Júlio Cesar Alves

Na segunda-feira, 20/11, é celebrado o Dia da Consciência Negra, data que promove a reflexão sobre igualdade e inclusão racial. A efeméride faz referência à morte de Zumbi dos Palmares, que se tornou símbolo de luta por direitos das pessoas afro-brasileiras.

Para estimular a reflexão acerca desse tema, especialmente em relação ao acesso ao mercado de trabalho, conversamos com três CSixers negros que atuam em cargos de liderança no C6 Bank. Abaixo, conheça cada uma dessas histórias.

Júlio Cesar Alves: “Fui a primeira pessoa da minha família a se formar na faculdade”

O CSixer Júlio Cesar Alves nasceu em Igaraçu do Tietê (SP), cidade com 23 mil habitantes. Júlio conta que sua mãe cortava cana na lavoura e seu avô trabalhava como “saqueiro”, nome dado para quem carregava sacos pesados de açúcar nas costas.

O CSixer  estudou a vida toda em escola pública e, com o apoio da mãe e dos avós, foi o primeiro da família a se formar na faculdade. Conseguiu o primeiro estágio e, aos poucos, foi crescendo na área de tecnologia. Aqui no C6 Bank, Júlio é gerente de engenharia de software.

Júlio conta que quando começou a trabalhar, sentia falta de uma referência profissional negra. Nos primeiros empregos, só eram ele e mais uma pessoa negra, quando muito. Hoje, ele conta que pensa em si mesmo como uma pessoa que pode ser a referência que não teve. 

Aqui no C6 Bank, Júlio relata que já ouviu outras pessoas dizendo que se sentem felizes e inspiradas com suas conquistas. “Quero mostrar que dá, sim, para crescer na carreira.”

Ele defende a importância da diversidade no ambiente de trabalho e diz que esse é um dos diferenciais do C6 Bank.

“Pessoas com experiências e vivências diferentes ajudam a trazer diversos olhares para melhorar processos, produtos, relacionamento com clientes e, também, o engajamento dos colaboradores.”

Larissa Botelho: “A falta de referências negras afetou a forma como me enxergava profissionalmente”

A CSixer Larissa Botelho conta que até pouco tempo nunca tinha cogitado atuar em um cargo de liderança.

Quando a vaga de coordenadora de Operações Jurídicas apareceu, nem pensava em se candidatar. Mas, incentivada por gestores, decidiu participar do processo seletivo e ela acabou sendo escolhida.

Larissa conta que, quando olha para trás, acredita que pela falta de falta de referências negras, não se enxergava alcançando grandes conquistas na carreira. Na escola e na universidade em que estudou, ambas particulares, tinha bolsa e era uma das poucas pessoas negras na sala de aula.

Demorei muito tempo para perceber isso. A questão racial é tão intrínseca que às vezes não fica tão claro”, conta Larissa.

Hoje, ela diz que se sente capaz de ocupar cargos de liderança e dar passos ainda maiores na carreira, inspirando outras pessoas.

Larissa conta que essa representatividade transcende o ambiente de trabalho. Ela é referência do irmão de 23 anos. “Ele está seguindo os mesmos passos, cursando direito e estagiando em uma empresa”

Yonhan Brenner: “Espero que a geração atual não sinta falta de referências negras como eu senti”

O CSixer Yonhan Brenner, supervisor do time de  Atendimento, conta que aproveita sua experiência em cargo de liderança para mostrar a outras pessoas negras que é possível chegar lá.

“As pessoas me dizem que ficam felizes de ver que um cara negro e periférico conseguiu progredir na carreira.”

Quando compara o início da sua jornada profissional, quando encontrava poucas pessoas negras com carreiras consolidadas, com os dias de hoje, Yonhan diz acreditar que a sociedade está avançando. 

 Yonhan também conta que tem a preocupação de criar um ambiente em que as pessoas negras sempre sintam que suas opiniões importam, algo que ele sentiu falta no início de sua jornada. 

Uma frase que o CSixer sempre escutou e leva consigo é “toda construção começa a partir de um sonho”. Mas, como ele diz, “sem ter uma referência, fica mais difícil alcançar esse sonho”.

Yonhan, assim como o Júlio, faz parte do grupo de afinidade étnico-racial do C6 Bank, o Raízes. Nele, CSixers trocam experiências, discutem e compartilham notícias ligadas à inclusão racial.