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O que é deep fake e como pode ser usado para golpes  

Entenda como essa tecnologia é usada em golpes, conheça exemplos práticos e saiba como se proteger no dia a dia.

Atualizado em

Julya Rios

Tempo de leitura · 6 min

Publicado em

23 de abril de 2026

Deep fake é uma tecnologia que usa inteligência para criar vídeos, áudios ou imagens falsas que parecem reais. Ela pode imitar o rosto, a voz e até o jeito de falar de uma pessoa, o que abre espaço para golpes cada vez mais convincentes.  

Neste texto, entenda o que é deep fake, como essa tecnologia tem sido usada em golpes digitais e o que é possível fazer, para identificar e evitar esse tipo de fraude 

Este conteúdo faz parte da editoria de educação financeira do C6 Bank e foi desenvolvido especialmente para pessoas com menor familiaridade digital.  

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O que é deep fake?  

Deep fake é como uma “montagem digital avançada”. Em vez de apenas editar uma foto ou cortar um vídeo, a tecnologia usa inteligência artificial avançada para recriar uma pessoa inteira, com rosto voz e comportamento.  

Isso significa que algum criminoso pode fazer alguém “parecer” dizer ou fazer algo que nunca aconteceu.  Para quem recebe esse conteúdo, pode parecer totalmente verdadeiro.  

Como o deep fake funciona na prática? 

A fraude funciona da seguinte maneira. A inteligência artificial “aprende” ao observar conteúdos reais, como:  

  • Vídeos publicados nas redes sociais; 
  • Áudios enviados em mensagens; 
  • Entrevistas ou gravações públicas.  

Depois disso ela consegue reproduzir padrões da pessoa, como: 

  • Tom de voz; 
  • Forma de falar; 
  • Expressões faciais. 

O resultado é um conteúdo falso, mas muito parecido com o que poderia ser um original. O problema não está na tecnologia em si, mas em como ela pode ser usada para enganar.  

Como o deep fake é usado em golpes? 

Os golpes com inteligência artificial estão cada vez mais comuns porque são difíceis de identificar à primeira vista. Conheça os principais exemplos:  

  • Golpe com voz de familiar que pede dinheiro; 
  • Vídeo falso de autoridade ou pessoa pública; 
  • Clonagem de voz no WhatsApp;  
  • Falsos executivos que solicitam transferências. 

Esses golpes exploram principalmente emoção e urgência, dois fatores que fazem as pessoas agirem sem pensar.  

Exemplo:  

Imagine a seguinte situação:  

Uma pessoa recebe um áudio no Whatsapp com a voz de alguém que o destinatário tem relação afetiva, como parente ou amigo próximo.  

A mensagem comunica algo como:   “Oi, estou com um problema aqui, meu celular quebrou e preciso pagar uma coisa urgente. Você consegue me transferir agora?”  

A voz é idêntica, o tom é preocupado e o pedido parece real. Mas, na verdade, pode ser um golpe com deep fake. 

Como identificar um deep fake? 

Fique atento a: 

  • Voz robótica ou sem emoção: mesmo quando parece real, o áudio pode soar “estranho”, com pausas incomuns ou falta de naturalidade;   
  • Pequenos erros de sincronia (em vídeos): a boca pode não acompanhar perfeitamente o áudio;   
  • Mensagens urgentes que pedem dinheiro: golpistas costumam criar pressa para evitar que pense ou confirme a informação;   
  • Mudança de comportamento da pessoa: se alguém que nunca pede dinheiro faz isso de repente, desconfie; 
  • Pedidos fora do padrão: como pedir transferência para uma conta diferente ou desconhecida.   

Como se proteger de golpes com deep fake? 

A melhor defesa para esse tipo de golpe é combinar atenção com hábitos simples de segurança.  

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), algumas atitudes ajudam a evitar fraudes:  

  • Confirme a identidade por outro canal: se recebeu um pedido de dinheiro, ligue para a pessoa a contate por outro meio; 
  • Evite agir com urgência: golpistas querem que a decisão seja tomada muito rapidamente, sem reflexão; 
  • Não compartilhe dados pessoais: nunca informe senhas, códigos ou dados bancários;   
  • Desconfie de pedidos financeiros inesperados: principalmente quando envolvem transferência imediata;  
  • Tenha um “código combinado” com familiares: uma palavra ou pergunta que só vocês conhecem pode ajudar a validar pedidos.   

O que fazer ao ser vítima? 

Se suspeitar ou confirmar que caiu em um golpe, agir rápido faz diferença. 

  1. Contate o banco imediatamente: no caso de clientes do C6 Bank, use os canais oficiais do app para reportar a situação. Mas vale destacar que dá para abrir o MED direto pelo aplicativo, sem precisar falar com o atendimento. Quanto mais rápido fizer isso, maiores são as chances de recuperar o valor; 
  1. Avise familiares e contatos: evita que outras pessoas também sejam enganadas; 
  1. Monitore as movimentações financeiras: fique atento a qualquer transação suspeita.e caso apareça alguma tela de alerta no momento da transação. O C6 Bank possui três alertas quando existe risco de golpe. 

O C6 Bank conta com monitoramento de transações e canais seguros de comunicação, que ajudam na proteção do cliente.  

Perguntas frequentes sobre deep fake (FAQ) 

Conheça a resposta para perguntas sobre o tema e entenda mais sobre como se defender: 

Deep fake é crime?  

Sim, mesmo se não for usado em fraude, golpe ou para causar algum tipo de dano financeiro a alguém. O deep fake pode ser considerado uma forma de falsidade ideológica ou atentar contra a honra de uma pessoa. 

É possível identificar sempre?  

Não. Alguns deep fakes são muito avançados e com uma diferenciação muito baixa de um vídeo ou áudio real. Por isso, a confirmação com a pessoa que supostamente entrou em contato com você por outro canal é essencial.  

Deep fake só acontece com famosos?  

Não. Qualquer pessoa pode ser alvo, especialmente quem tem fotos, vídeos ou áudios disponíveis na internet. Golpistas podem usar imagens suas disponibilizadas publicamente em suas redes sociais ou até em seu WhatsApp para fazer isso. 

Um áudio de WhatsApp pode ser falso?  

Sim. Hoje já é possível clonar voz com inteligência artificial. Golpistas costumam usar áudios com a sua voz coletados em gravações disponibilizadas publicamente ou em ligações telefônicas para enviar áudios com teor falso depois. 

Como saber se um pedido de dinheiro é golpe?  

A regra é simples: sempre confirme por outro canal antes de enviar qualquer valor. Adicionalmente, por mais que a pessoa do outro lado transmita uma sensação de urgência, não caia nisso. Pense com calma e converse com contatos confiáveis enquanto não consegue contato com a pessoa que supostamente acionou você. 

Deep fake faz parte dos golpes digitais 

O deep fake é uma evolução dos chamados golpes digitais, que usam tecnologia para enganar pessoas.  

Ele está muito ligado à chamada engenharia social, que é quando o criminoso manipula emoções para conseguir dinheiro ou dados.  

Se quer entender melhor esse universo, vale também conhecer as soluções de segurança que o próprio C6 Bank oferece aos clientes, como o cartão virtual com código de segurança dinâmico e o “Locais Seguros”, que restringe transações com valores elevados ou visualizações de dados financeiros fora dos locais previamente cadastrados como seguros. 

Este conteúdo faz parte da editoria de educação financeira do C6 Bank e foi desenvolvido especialmente para pessoas com menor familiaridade digital.  


Redatora

Julya Rios

Jornalista em formação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com experiência em redação e SEO voltados a temas de economia e mercado financeiro há dois anos.

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