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Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix: o que é, como funciona e quando acionar

Vítimas de fraudes, golpes ou falhas operacionais podem recuperar valores ao acionar o Mecanismo Especial de Devolução rapidamente.

Atualizado em

Tela de aplicativo bancário aberta na opção “Transferir”, com destaque para “Fazer Pix ou TED” e campo para digitar chave Pix, representando uso do Pix pelo celular.

Pedro Rodrigues

Tempo de leitura · 6 min

Publicado em

3 de março de 2026

O Pix facilita as transações diárias dos brasileiros e já é utilizado por cerca de 80% da população, de acordo com o Banco Central (BC). No entanto, essa facilidade de transferir valores em questão de segundos também pode ser explorada por golpistas e fraudadores. É nesse cenário que surge o Mecanismo Especial de Devolução, um recurso criado pelo BC para agilizar devoluções no Pix em situações específicas. 

Também conhecido como MED, esse apoio está disponível para pessoas que passam por fraudes, golpes ou falhas operacionais em transações via Pix. Em tais casos, quanto mais rápido a vítima acionar a instituição financeira, maiores são as chances de reaver a quantia que foi transferida.

Neste texto, aprenda o que é Mecanismo Especial de Devolução, como ele funciona e qual a melhor forma de acioná-lo. Além disso, saiba em quais situações o MED pode ser usado, quando ele não se aplica e quais cuidados de segurança ajudam a evitar golpes no Pix.

Leia também e entenda mais sobre esse tipo de transação:

O que é o Mecanismo Especial de Devolução do Pix?

O Mecanismo Especial de Devolução ou MED é uma funcionalidade criada pelo Banco Central que viabiliza a devolução de um Pix em casos de fraude, golpe ou falha operacional. 

Esse recurso permite que a instituição financeira do recebedor do Pix faça o bloqueio cautelar de valores em conta e, se o problema for confirmado, faça a devolução integral ou parcial, a depender do saldo disponível. Com a operação concluída, a vítima será informada pelo banco, e esse estorno também deve constar no extrato bancário.

Antes disso, são necessários alguns passos, como o registro do pedido à instituição bancária de origem da transação, a análise do caso e, por fim, a comunicação ao banco do recebedor do Pix. Entenda a ordem dessas etapas a seguir. 

Como o MED funciona na prática?

O Mecanismo Especial de Devolução segue um fluxo padronizado entre instituições bancárias. Por isso, é fundamental que a vítima registre a contestação o quanto antes, o que aumenta as chances de reaver o dinheiro transferido. 

De forma resumida, o processo acontece assim:

  1. A pessoa que sofreu o golpe registra a contestação no banco usado para enviar o Pix;
  2. Essa instituição avalia o pedido e o encaminha para o banco do recebedor da transferência;
  3. O banco do recebedor realiza o bloqueio cautelar do saldo disponível;
  4. Uma análise da situação ocorre geralmente em até 7 dias;
  5. Confirmada a fraude ou o golpe, a devolução deve acontecer usualmente em até 96 horas. Se não houver saldo o suficiente e a devolução for parcial, podem ser realizados bloqueios complementares por até 90 dias para tentar completar o valor.

No C6 Bank, por exemplo, há uma forma rápida de como acionar o Mecanismo Especial de Devolução. O cliente pode iniciar a contestação pelo app e monitorar o andamento deste pedido pelos próprios canais do banco.

É importante pontuar que essas etapas que mostram como funciona o Mecanismo Especial de Devolução se aplicam para os casos de fraude e golpes. Quando há falha operacional, o procedimento tende a ser mais simples: a pessoa prejudicada entra em contato com a instituição, que analisa o ocorrido e, se o erro for confirmado, o dinheiro é geralmente devolvido em até 24 horas. 

Quais prazos e regras importam no MED?

Legalmente, o pedido de recuperação de valores deve ser feito em até 80 dias corridos após a realização do Pix.

Em caso de golpes ou fraudes, os principais prazos do Mecanismo Especial de Devolução são:

  • 80 dias para registrar contestação em fraude, golpe ou crime;
  • Até 7 dias para análise entre as instituições financeiras;
  • Até 96 horas para efetivar a devolução após confirmação de fraude;
  • Até 90 dias para novos bloqueios nos casos em que restam valores a recuperar.

Em quais situações o MED pode ser acionado?

Fraude, golpe e falha operacional dentro do ambiente do Pix são os principais casos em que o Mecanismo Especial de Devolução pode ser acionado. 

Neste âmbito, são exemplos recorrentes:

  • Golpes de engenharia social, que são aqueles nos quais a vítima é induzida a fazer uma transferência;
  • Invasão de conta ou uso indevido de credenciais;
  • Pagamento via QR Code fraudulento;
  • Transações duplicadas ou processadas incorretamente por erro do sistema.

Quando o MED não se aplica?

É importante se atentar ao fato de que esse recurso não é uma forma geral de como estornar um Pix. Afinal, o Mecanismo Especial de Devolução somente resolve problemas dentro do escopo de fraude ou falha desse sistema de pagamento.

Portanto, não é possível acioná-lo para casos ordinários como:

  • Erro de digitação de valor ou chave por parte do usuário;
  • Arrependimento de compra ou desacordo comercial;
  • Transferências feitas de forma consciente, sem indícios de fraude;
  • Operações de Pix Saque e Pix Troco.

Para essas situações, é possível tentar soluções alternativas como negociar diretamente com o recebedor, recorrer a canais de atendimento e até buscar orientação jurídica.

O que mudou recentemente no MED e por que isso aumenta a recuperação?

Além de saber o que é e como funciona o Mecanismo Especial de Devolução, acompanhar sua modernização é necessário para fazer bom uso do recurso. Nesse sentido, em agosto de 2025, o Banco Central publicou a Resolução BCB nº493 com mudanças significativas no MED como a ampliação do rastreio de rotas do dinheiro até 11 dias adicionais após a contestação para apoiar a devolução.

No caso, o sistema poderá rastrear o valor em até cinco transferências, funcionalidade que é facultativa hoje e passa a ser obrigatória a partir de 2 de fevereiro de 2026. Com isso, é possível acompanhar o trajeto do dinheiro e ainda identificar todas as contas intermediárias por onde passou.

Como resultado, é esperado que tal acompanhamento aumente as chances de bloqueio e recuperação de valores mesmo quando o dinheiro já foi movimentado. 

Quais cuidados de segurança ajudam a evitar golpes no Pix?

A prevenção é a forma mais eficaz de escapar de golpes e reduzir drasticamente a necessidade de acionar o Mecanismo Especial de Devolução. Algumas boas práticas de cuidados no dia a dia incluem:

  • Verificar todos os dados com atenção antes de confirmar o pagamento;
  • Desconfiar de mensagens com tom de urgência e links enviados;
  • Ativar a autenticação adicional, como a em dois fatores ou a biometria, em apps de bancos;
  • Manter aplicativos bancários e sistema do smartphone atualizados;
  • Evitar o uso de Wi-Fi’s públicos para transações;
  • Gerenciar limites do Pix;
  • Ativar alertas de movimentação no app da instituição financeira.

O C6 Bank oferece diversos recursos de segurança para manter o dinheiro protegido, como a biometria facial e os limites de uso. Outro bom exemplo é a função “contatos seguros” que permite o cadastro de um ou mais contatos de confiança que serão os únicos a poder receber transferências noturnas acima de R$ 1 mil.

Se quiser mais informações sobre como manter contas e investimentos seguros, leia os textos a seguir:


Redator

Pedro Rodrigues

Formado pelo Centro Universitário Belas Artes e pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais, atua no mercado financeiro com foco na produção de conteúdo para fomentar a educação financeira.

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