Entenda como funciona essa experiência que conquista cada vez mais adeptos mundo afora
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Equipe C6 Bank
Tempo de leitura · 9 min
Publicado em
20 de abril de 2026
O slow travel é um modelo de viagem que preza por um ritmo intencionalmente mais lento. O nome vem do inglês “viajar devagar” e prioriza um melhor aproveitamento do tempo e do destino.
Em um mundo acelerado, com agendas apertadas e muitos estímulos, é comum estar sempre com pressa, até em viagens. Nesse contexto, sempre existe aquela vontade de fazer tudo, roteiros apertados e uma sensação de estar mais cansado no fim da experiência do que no começo.
Neste artigo, entenda mais sobre o que é, como funciona e de quais maneiras aplicar esse conceito na prática, seja no Brasil ou no mundo.
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Slow travel é um estilo de viagem que propõe uma reflexão. O objetivo é priorizar a experiência, e viajar sem pressa. Ou seja, menos lugares na lista e mais tempo para aproveitar, se conectar com o destino, com as pessoas e com a cultura.
Na prática, significa ficar mais dias em uma cidade como Buenos Aires, por exemplo, para explorar o destino mais a fundo, conhecer o seu ritmo e a sua rotina.
O conceito remete à filosofia do slow living (viver devagar), que é o conceito de desacelerar. Na verdade, essa tendência começou com o termo slow food, criado em 1986 por Carlo Petrini na Itália, como uma resposta ao consumo rápido e sem conexão com os alimentos, denominado fast food. Com o tempo, se expandiu para outras áreas, como é o caso do cenário de viagens.
O slow travel cresce exponencialmente a cada ano devido a mudanças nas prioridades e no comportamento das pessoas. Aquelas viagens corridas, cansativas e superficiais, se tornaram menos interessantes.
Viajantes adeptos a esse estilo buscam experiências mais autênticas e leves, que proporcionem descanso, através de uma verdadeira oportunidade de recarregar as baterias e desacelerar. Por isso, tem sido comum essa vontade de evitar viagens cheias de paradas e compromissos.
O slow travel ganhou força, sobretudo, pós-pandemia, com os viajantes que buscam mais bem-estar e cuidado pessoal. Essa modalidade de viagem também é mais sustentável, já que menores deslocamentos diminuem as emissões de carbono.
Slow travelers são viajantes que adotam esse estilo na hora de escolher o seu próximo destino. Pessoas das mais variadas faixas etárias buscam esse formato de viagem: Gen Z, Millennials e até famílias inteiras.
São viajantes que buscam uma conexão genuína com o destino e sua cultura, experiências mais profundas, além de tempo de qualidade em um lugar, por exemplo.
Geralmente, esse grupo também tem um perfil mais sustentável e consciente, que prioriza meios de transporte menos poluentes e hospedagens menores.
Para se ter uma ideia de como funciona, imagine a seguinte situação: uma família de quatro pessoas decide passar 15 dias no interior de Minas Gerais. A ideia é viver no ritmo da cidade, experimentar a gastronomia local e conhecer a cultura mais a fundo. Isso é um exemplo de slow travel.
Para praticar o slow travel é preciso mudar a forma de planejar a viagem. Leia algumas dicas que podem ajudar:
O Brasil oferece diversas opções para quem quer começar a adotar o slow travel nas suas viagens. Uma dica é iniciar essa jornada com destinos que muitas vezes são visitados em um só dia e aproveitar a experiência de maneira prolongada, ao estender a viagem para 3 noites. Confira a seguir algumas sugestões:
Nesta viagem pela Rota do Queijo da Canastra, o viajante pode conhecer a produção tradicional em queijarias artesanais, participar de degustações e aproveitar a gastronomia mineira:
Para organizar as finanças e se planejar para o destino, é importante ter em mente os valores estimados da região:
Categoria | Estimativa |
|---|---|
Passagem aérea | R$ 600 – 1.200 |
Transporte (carro + gasolina) | R$ 200 – 400 |
Hospedagem | R$ 240 – 800 |
Experiências (queijo/tours) | R$ 100 |
Parque | R$ 40 – 80 |
Alimentação | R$ 210 – 360 |
Extras | R$ 50 – 100 |
Aqui, em uma viagem para 3 dias, os valores tendem a variar de R$ 1.300 a R$ 3.200 por pessoa.
Este destino é ideal para quem busca contato com a natureza. A região conta com diversas cachoeiras, trilhas e uma rica biodiversidade, além de pequenas comunidades que permitem desacelerar e mergulhar na cultura local.
Aproveite para saber também uma média dos valores:
Categoria | Estimativa |
|---|---|
Passagem aérea | R$ 600 – 1.200 |
Transporte (carro + gasolina) | R$ 200 – 400 |
Hospedagem | R$ 200 – 600 |
Passeios / entradas | R$ 80 – 200 |
Alimentação | R$ 180 – 350 |
Extras | R$ 30 – 80 |
Nesse destino, a média para 3 dias costuma ser de R$ 1.500 a R$ 3.500 por pessoa.
Apesar de famoso, o destino permite experiências mais lentas, especialmente para quem escolhe se hospedar em Atins ou Santo Amaro, na baixa temporada. A região oferece hospedagens familiares e restaurantes locais, com um estilo mais rústico e próximo da comunidade. A visita aos Lençóis é uma oportunidade única de conexão com a natureza.
Em Maranhão, os valores tendem a ser mais elevados devido a procura pela região.
Categoria | Estimativa |
|---|---|
Passagem aérea | R$ 800 – 1.500 |
Transfer São Luís ↔ Lençóis | R$ 200 – 400 |
Hospedagem | R$ 240 – 800 |
Passeios 4x4 | R$ 150 – 300 |
Alimentação | R$ 200 – 350 |
Extras | R$ 50 – 100 |
Em uma viagem de 3 dias, a média de gastos aqui fica entre R$ 1.800 a R$ 3.800 por pessoa.
O slow travel pode ser mais acessível do que parece, por diminuir os deslocamentos e valorizar as experiências locais. E o melhor: muitas vezes, os custos ficam mais baixos do que uma viagem tradicional.
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Uma simples escolha de estender a viagem ou selecionar menos atrações são atitudes capazes de transformar suas viagens. Aproveite para conhecer as dúvidas mais frequentes desse tipo de experiência.
Nem sempre. Embora você fique mais tempo no destino, o custo total pode se equilibrar, ou até diminuir, porque há menos deslocamentos, menos gastos com transporte e maior uso de opções locais (como hospedagens alternativas e alimentação fora de áreas turísticas). Na prática, o slow travel tende a trocar gastos intensos em poucos dias por um orçamento mais distribuído e previsível.
Sim. Pode funcionar, principalmente em viagens mais longas ou com horários flexíveis. A ideia não é mudar a agenda profissional, mas aproveitar os intervalos livres para conhecer o destino com mais calma, seja com exploração dos bairros próximos, gastronomia local ou ao evitar roteiros turísticos corridos.
Pode funcionar. A ideia não é mudar a agenda profissional, mas sempre que houver tempo livre, é possível adotar um ritmo mais tranquilo e explorar o destino além dos compromissos.
O slow travel é uma forma de repensar a sua viagem tradicional. Em um mundo acelerado, o tempo é um bem muito importante e é preciso usá-lo da melhor maneira.
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