Tabela SAC e Price: quais as diferenças e qual escolher?

Esses métodos de financiamento imobiliários têm diferenças importantes entre si, entenda

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Pessoa sentada à mesa com as mãos entrelaçadas enquanto outra pessoa segura um documento impresso, representando análise ou revisão de contrato financeiro em ambiente corporativo.

Pedro Rodrigues

Tempo de leitura · 8 min

Publicado em

3 de março de 2026

Ao contratar um financiamento, é preciso escolher entre os sistemas de amortização Tabela SAC ou Price. Essa decisão deve ser tomada com cautela já que não só impacta no valor das parcelas como também no custo total do crédito. 

Em resumo, a SAC tem parcelas decrescentes, ao começar pelas mais altas, e a Price mantém parcelas iguais por todo o processo. Por conta disso, a definição da modalidade deve ser feita a considerar o tipo de bem financiado, o prazo de financiamento, o orçamento familiar atual e os objetivos financeiros.

Neste texto, aprenda os conceitos de cada sistema de amortização e a diferença entre Tabela SAC e Price. Além disso, entenda qual modelo é mais indicado para diferentes metas e como a simulação pode ajudar nessa escolha.

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O que é amortização em financiamentos?

Antes de explicar o que é Tabela SAC e Price, é preciso entender o conceito de amortização, que é a redução progressiva do saldo devedor por meio de pagamentos periódicos. Ou seja, é a forma de diminuir uma dívida ativa com o abatimento de parte dela em parcelas ao longo do tempo até que seja paga completamente.

Em geral, essas parcelas são compostas por:

  • Principal: parte do saldo devedor a ser paga;
  • Juros: valor calculado sobre o saldo devedor;
  • Encargos: taxas administrativas cobradas pela instituição financeira.

Ao escolher entre Tabela SAC ou Price, os percentuais relativos ao principal e aos juros que compõem cada parcela serão diferentes, o que implica em mudanças no valor mensal e final desse crédito.

Além disso, há a possibilidade de realizar amortizações extraordinárias. Elas são pagamentos extras feitos ao longo do contrato que ajudam a diminuir o saldo da dívida e os juros futuros.

Como funciona a Tabela SAC?

A Tabela SAC é uma sigla para o nome Sistema de Amortização Constante. Portanto, nela a amortização acontece de forma contínua e o valor das parcelas não permanece fixo durante todo o contrato.

O que há nesse modelo são parcelas decrescentes. Então, os primeiros pagamentos são mais altos e exigem mais do orçamento familiar. Ao longo do tempo, o valor mensal cai gradativamente, porque os juros incidem sobre o saldo devedor, que é cada vez menor.

Em resumo, os prós e contras são:

Vantagens:

  • Menos juros totais sobre o crédito;
  • Previsibilidade de queda nas parcelas;
  • Possibilidade de quitação mais acelerada.

Pontos de atenção:

  • Parcelas iniciais são maiores e exigem fôlego financeiro já no começo do financiamento.

Para tornar esse conceito mais concreto, confira um exemplo simples:

Na Tabela SAC, ao financiar um valor de R$ 60.000 num prazo de 6 meses com taxa de juros de 1% ao mês, terá amortização constante de R$ 10.000. 

R$ 60.000 ÷ 6 meses = R$ 10.000 por mês

Assim, as parcelas mensais seriam compostas da seguinte forma:

Mês
Saldo devedor
Amortização
Juros (1%)
Parcela
1
R$ 60.000
R$ 10.000
R$ 600
R$ 10.600
2
R$ 50.000
R$ 10.000
R$ 500
R$ 10.500
3
R$ 40.000
R$ 10.000
R$ 400
R$ 10.400
4
R$ 30.000
R$ 10.000
R$ 300
R$ 10.300
5
R$ 20.000
R$ 10.000
R$ 200
R$ 10.200
6
R$ 10.000
R$ 10.000
R$ 100
R$ 10.100

Esse é um exemplo meramente ilustrativo para evidenciar o diferencial desse modelo: a queda do valor dos juros do primeiro ao último mês. Enquanto a taxa permanece a mesma (1% ao mês), como o saldo devedor é menor, os juros calculados sobre ele também são.

Como funciona a Tabela Price?

Já no Sistema Francês de Amortização, conhecido como Tabela Price, há parcelas fixas e iguais do início ao fim. O que muda é a composição interna delas: no início, são formadas majoritariamente por juros, mas, com o passar do tempo, os juros diminuem e a amortização cresce.

Usando as premissas do exemplo anterior (valor de R$ 60.000, prazo de 6 meses e juros de 1% ao mês) na modalidade Price, confira a simulação:

Mês
Saldo devedor
Juros (1%)
Amortização
Parcela
1
R$ 60.000
R$ 600
R$ 9.753
R$ 10.353
2
R$ 50.247
R$ 502
R$ 9.851
R$ 10.353
3
R$ 40.396
R$ 404
R$ 9.949
R$ 10.353
4
R$ 30.477
R$ 304
R$ 10.049
R$ 10.353
5
R$ 20.398
R$ 204
R$ 10.149
R$ 10.353
6
R$ 10.249
R$ 102
R$ 10.251
R$ 10.353

Nesse exemplo ilustrativo (com números arredondados), é evidente que a parcela permanece a mesma, independentemente das mudanças nos valores de amortização e juros. Ou seja, há certeza quanto ao que vai ser cobrado até o último mês, o que facilita o planejamento financeiro.

Por isso, entre os principais prós e contras desse modelo estão:

Vantagens:

  • Previsibilidade do valor mensal;
  • Entrada no contrato com parcela menor, se comparado à SAC.

Pontos de atenção:

  • Juros totais tendem a ser maiores em relação ao da Tabela SAC;
  • O saldo devedor reduz de forma lenta no início do contrato.

Dadas essas características, a Tabela Price costuma ser recomendada para o financiamento de bens de menor valor e prazos mais curtos, como o de um automóvel.

SAC ou Price: qual sistema atende cada objetivo?

Não há certo ou errado na escolha entre Tabela SAC ou Price. O ideal é focar na modalidade que está mais alinhada ao seu objetivo financeiro, fluxo de caixa e prazo de financiamento.

Como cada sistema de amortização responde melhor a um perfil específico, entenda a comparação entre os modelos a partir de critérios básicos:

Tabela SAC
Tabela Price
Valor das parcelas
Decrescente, começa mais alto
Fixas do início ao fim
Saldo devedor
Reduz mais rápido
Reduz mais lentamente no início
Custo total de juros
Menor
Geralmente maior
Perfil indicado
Quem tem mais recurso
para as parcelas iniciais
Quem precisa de valores
mais acessíveis desde o início

Além da questão de recursos iniciais, é possível orientar sua escolha conforme o objetivo desejado. Confira alguns cenários que podem trazer entendimento nesse momento de decisão:

1. Quero pagar menos juros no total:Tabela SAC tende a ser mais vantajosa.

2. Preciso de uma parcela menor no início:Tabela Price pode ser a mais adequada.

3. Pretendo fazer amortizações extraordinárias ao longo do contrato:É sugerida a Price, desde que tenha disciplina para realmente antecipar pagamentos de forma significativa.

4. Tenho renda mais folgada agora e quero aliviar o orçamento no futuro:SAC é mais recomendada para esses casos.

Uma ressalva necessária a se fazer é que nem sempre é possível escolher entre essas modalidades. É importante checar com a instituição financeira o que está disponível a partir de condicionais como renda atual, faixa etária, valor e prazo do financiamento.

Passo a passo para simular e comparar os dois sistemas

Para decidir quanto aos sistemas de amortização, é recomendado fazer simulações através de ferramentas específicas e comparar os cenários. Isso ajuda não somente a entender o valor das parcelas, mas também o custo total do financiamento.

Saiba como simular e comparar com esse passo a passo:

  1. Levantar todas as informações básicas, como saldo, taxa de juros, prazo desejado e valor de entrada;
  2. Simular o financiamento nos dois sistemas com o mesmo conjunto de dados;
  3. Anotar pontos-chave;
  4. Valor da parcela do primeiro mês;
  5. Valor da parcela no meio do contrato;
  6. Custo total ao final;
  7. Saldo devedor após 12 meses;
  1. Repetir a simulação e considerar uma amortização extraordinária no 12º mês para compreender o impacto na dívida e nos juros;
  2. Comparar os resultados e escolher com base em custo total e compatibilidade com o fluxo de caixa ou orçamento pessoal.

Consórcio como alternativa ao financiamento

Além dos sistemas de amortização como SAC e Price, o consórcio surge como uma alternativa para quem deseja adquirir bens de alto valor sem recorrer ao financiamento tradicional. Nesse modelo, não há cobrança de juros, mas sim taxa de administração diluída ao longo do prazo do grupo.

O C6 Consórcio reúne características que podem facilitar o planejamento financeiro:

Ausência de entrada: possibilidade de aderir ao plano sem pagamento inicial, o que reduz o impacto imediato no orçamento;.

Parcelas flex: alternativa de pagar parcelas até 50% menores até a contemplação, quando oferecido em parceria com a Servopa, o que proporciona maior equilíbrio no fluxo de caixa nos primeiros meses;.

Processo 100% digital: contratação, acompanhamento das assembleias e oferta de lances realizados diretamente pelo app;.

Gestão online e transparente: acompanhamento em tempo real das informações do grupo, contemplações e andamento do plano.

Ao avaliar financiamento e consórcio, é importante considerar urgência na aquisição, capacidade mensal de pagamento e estratégia de longo prazo. Com análise cuidadosa, é possível escolher a alternativa mais alinhada ao seu planejamento financeiro.

Outro elemento crucial para tomar decisões sobre compra de bens de alto valor, é o conhecimento. Para aprender mais sobre esses e outros temas, confira os textos:

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Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app. 


Redator

Pedro Rodrigues

Formado pelo Centro Universitário Belas Artes e pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais, atua no mercado financeiro com foco na produção de conteúdo para fomentar a educação financeira.

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