Seu cliente já pode pagar de formas diferentes com o mesmo cartão. Entenda como isso funciona e como preparar sua maquininha.
Atualizado em

Mariana Landi
Tempo de leitura · 8 min
Publicado em
14 de outubro de 2026
Seu cliente pode usar o mesmo cartão para pagar uma refeição, comprar alimentos ou aproveitar outros benefícios. Com as novas regras, a forma de processar esses pagamentos na maquininha também está mudando.
As novas regras para vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR) também ampliam a integração entre cartões, bandeiras e maquininhas. Na prática, a mudança tende a aumentar a rede de aceitação desses benefícios e traz novas regras para taxas e prazos de pagamento aos estabelecimentos.
Mas o que o chamado trilho voucher tem a ver com tudo isso? Neste conteúdo, entenda como funciona o voucher bandeirado, o que mudou nas regras e, principalmente, o que seu negócio precisa saber para receber esses pagamentos.
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Voucher bandeirado é uma forma de disponibilizar benefícios corporativos, como vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR), por meio de um cartão que possui uma bandeira de pagamento.
Isso significa que, em vez de funcionar somente em uma rede própria da empresa que oferece o benefício, o cartão pode ter uma infraestrutura compartilhada por diferentes participantes do mercado.
Para quem vende, a principal consequência é uma rede de aceitação mais ampla: à medida que os sistemas se tornam interoperáveis, o estabelecimento não precisa necessariamente fazer parte de uma rede exclusiva para receber determinado benefício.
Além disso, um mesmo cartão pode concentrar diferentes benefícios. É aqui que entra uma característica importante para entender o dia a dia no caixa: embora o cliente esteja com o mesmo cartão físico, nem todas as compras são processadas da mesma maneira.
Uma compra feita com o saldo de vale-refeição, por exemplo, precisa seguir as regras destinadas a esse benefício. Já outros saldos disponíveis no mesmo cartão podem usar outra função. Mais adiante, entenda como identificar essa diferença no momento do pagamento.
As mudanças no pagamento de vale-alimentação e vale-refeição ganharam força com o Decreto nº 12.712/2025, que estabeleceu novas regras para a operação desses benefícios.
Uma das principais mudanças é a interoperabilidade. Em termos simples, a ideia é que cartões e maquininhas de diferentes empresas consigam operar de forma integrada, ampliando os locais em que o trabalhador pode consumir seu benefício.
Além disso, os arranjos de pagamento que atendem a mais de 500 mil trabalhadores passaram a ter abertura obrigatória. Isso permite a participação de diferentes emissores e credenciadoras em uma mesma estrutura, em vez de restringir a operação a uma única rede.
Para quem tem um restaurante, supermercado ou outro estabelecimento que recebe VA e VR, a mudança mais importante é prática: a tendência é que mais cartões de benefício possam ser aceitos pela maquininha, sem a necessidade de o comércio estar preso à rede exclusiva de uma operadora.
Essa integração, porém, exige uma infraestrutura capaz de identificar corretamente o tipo de pagamento. É nesse contexto que entra o chamado trilho voucher, usado para processar as transações de benefícios de acordo com suas regras específicas.
Para quem vende, a principal mudança acontece na hora de passar o cartão. Nos pagamentos de vale-alimentação e vale-refeição feitos com voucher de arranjo aberto, ou seja, cartões de benefício vinculados a uma bandeira, a transação deve ser processada na modalidade voucher da maquininha.
Na prática, o processo é simples. Imagine que você tenha um restaurante e um cliente apresente um cartão de benefício com bandeira para pagar a refeição. Nesse caso, basta selecionar a modalidade voucher na maquininha e seguir com o pagamento.
Durante o período de transição, algumas dessas transações ainda podem ser aceitas na função crédito. No entanto, com a implementação das novas regras, os pagamentos de VA e VR no arranjo aberto devem ser direcionados para a modalidade voucher.
Para receber esses pagamentos pela C6 Pay, o estabelecimento também precisa ativar o voucher bandeirado pelo app do C6 Bank, funcionalidade disponível para MCCs elegíveis. Mais adiante, você confere como fazer essa ativação.
Um arranjo de pagamento é o conjunto de regras que define como um meio de pagamento funciona. Isso inclui:
Existem dois tipos principais de arranjos:
No arranjo fechado, que contempla benefícios emitidos e processados por empresas especializadas, o uso do cartão é limitado. Isso significa que ele só funciona dentro de uma rede específica, não possui bandeira (como Mastercard) e está diretamente vinculado à empresa que fez a emissão. Um exemplo desse formato são os cartões oferecidos por lojas de departamento.
Na prática, todo o processo acontece dentro de um único sistema: a autorização da compra, o processamento da transação e o repasse do dinheiro são controlados pela própria empresa.
Por isso, não há integração com outras redes ou maquininhas fora desse ecossistema, o que restringe bastante onde o cartão pode ser usado.
Já no arranjo aberto, o cenário muda. Nesse modelo, o cartão possui uma bandeira e usa uma rede compartilhada por diferentes participantes do mercado. No caso de VA e VR, isso amplia as possibilidades de aceitação, desde que o estabelecimento e a transação atendam às regras.
Dessa forma, as transações passam por uma rede mais ampla, com integração entre diferentes instituições, maquininhas e sistemas de pagamento. Para o comerciante, isso pode representar mais possibilidades de receber cartões de benefícios de diferentes emissores, mediante ativação.
As mudanças estão relacionadas à modernização das regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e buscam ampliar a concorrência e a integração entre os participantes do mercado.
Na prática, os efeitos podem ser percebidos por diferentes públicos:
Sim. Para restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos que recebem VA e VR, as novas regras também afetam os custos e os prazos das transações realizadas no arranjo aberto, ou seja, nos pagamentos com bandeira.
Na C6 Pay, as condições do voucher bandeirado são vinculadas ao plano de recebimento que o cliente já possui contratado:
Dessa forma, a taxa de 4,80% do plano D1 não corresponde apenas ao processamento da transação: ela considera também o custo da liquidação antecipada em 1 dia útil. As condições estão sujeitas à elegibilidade do estabelecimento.
Com mais trilhos, novas regras e diferentes formas de pagamento, ter uma maquininha preparada para essa nova realidade deixa de ser opcional.
A C6 Pay permite aceitar voucher bandeirado das bandeiras Mastercard, Visa e Elo (sujeito à elegibilidade) e facilita a adaptação do seu negócio, de forma simples e eficiente no dia a dia.
Para habilitar a função é preciso já possuir a maquininha C6 Pay e ativar diretamente no app. Acompanhe o passo a passo a seguir.
Se já possui uma maquininha C6 Pay e ainda não tem essa funcionalidade habilitada, siga o passo a passo abaixo:
A seguir, respondemos as principais perguntas para ajudar você a operar com mais segurança e evitar erros nas vendas.
Se a função escolhida na maquininha não corresponder ao tipo de benefício, a transação pode ser recusada ou usar um saldo diferente do esperado.
As empresas que possuem os MCCs elegíveis e são clientes C6 Pay podem seguir com a ativação direto no app do C6 Bank para aceitarem vale-refeição e vale-alimentação.
O cadastro é realizado de forma automática para novos credenciamentos. No momento da contratação, a opção de voucher estará inclusa para clientes elegíveis. Para clientes que já possui a maquininha C6 Pay, acesse o menu C6 Pay e verifique condições, lembrando que estará disponível somente para MCCs elegíveis (sujeito a elegibilidade).
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Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app.
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