Entenda como organizar sua vida financeira, mesmo começando do zero ou com pouco dinheiro.
Atualizado em


Bruna de Paula
Tempo de leitura · 8 min
Publicado em
19 de julho de 2022
Um levantamento do Serasa realizado em 2025 mostrou que mais de 60% dos brasileiros querem economizar mais e organizar melhor o dinheiro, mas enfrentam dificuldades para transformar esse plano em realidade. Na maioria dos casos, o problema não está na falta de vontade, e sim na ausência de um método simples e adaptado à rotina.
É nesse ponto que o planejamento financeiro pode ajudar. Mas não se engane, essa não é apenas uma ferramenta de controle de gastos. Na verdade, ele funciona como um guia para entender seu momento financeiro e tomar decisões melhores.
Com isso, você passa a construir uma vida financeira mais equilibrada, mesmo que comece do zero ou com a renda apertada.
Neste conteúdo, aprenda como fazer um bom planejamento financeiro, com exemplos e estratégias que cabem no dia a dia.
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Muita gente associa planejamento financeiro pessoal apenas a “economizar dinheiro”, quando na verdade ele é um conjunto de medidas que possibilitam uma relação mais saudável com o dinheiro.
Na prática, o que muda é a forma como você enxerga e utiliza o próprio dinheiro no dia a dia.
Sem planejamento, o padrão tende a se repetir: o dinheiro entra, cobre as despesas mais urgentes e desaparece antes do fim do mês. Pequenos gastos passam despercebidos, decisões são tomadas no impulso e, quando surge um imprevisto, o crédito acaba sendo a única saída.
Quando você começa a se planejar, esse cenário muda gradualmente. Na prática, as principais mudanças são:
Planejar sua vida financeira não exige ferramentas complexas. O mais importante é seguir um processo consistente e fácil de encaixar na sua rotina. Para ajudar nesse começo, separamos algumas etapas importantes:
O primeiro passo é entender sua realidade financeira. Anote todas as fontes de renda, como salário, trabalhos extras, comissões, benefícios ou qualquer outro valor que entra na sua conta ao longo do mês.
Depois, registre cada gasto, inclusive os menores, como um café ou a compra de um presente. Esse mapeamento inicial ajuda a identificar padrões e excessos que passam despercebidos.
Para facilitar esse processo, você pode usar o extrato da sua conta como base. Como ele registra todas as entradas e saídas, fica mais simples organizar as informações e evitar esquecimentos.
Por exemplo, uma pessoa que recebe R$ 2.000 por mês pode gastar sem perceber cerca de R$ 150 a R$ 200 com delivery, aplicativos de transporte e pequenas compras ao longo da semana.
Sem acompanhamento, esses valores se acumulam e acabam comprometendo o orçamento, muitas vezes levando ao uso do cartão de crédito para fechar o mês.
Uma alternativa prática é reservar um momento na semana ou a cada quinze dias para revisar o extrato e atualizar seu controle financeiro.
No começo, pode parecer difícil listar tudo que sai do seu bolso. Mas, com o tempo, esse registro se torna um hábito e fica mais fácil de manter.
Depois de registrar tudo, agrupe as despesas em categorias, como:
Essa organização facilita a visualização do orçamento e mostra quais áreas consomem mais dinheiro.
A melhor maneira de entender se você está usando o dinheiro da forma correta é traçar metas. Dessa forma, você poderá criar um efeito de comparação e entender os possíveis ajustes na vida financeira.
Essas metas podem ser simples e adaptadas à sua realidade. Alguns exemplos são:
Com objetivos definidos, fica mais fácil entender para onde seu dinheiro deve ir e fazer escolhas mais conscientes ao longo do mês.
Com base na sua renda e nos seus gastos, defina limites para cada categoria.
O objetivo aqui não é cortar tudo, mas criar um orçamento que você consiga manter ao longo do tempo, sem mudanças radicais que acabam sendo abandonadas depois de algumas semanas.
Confira um exemplo para renda de até R$ 2.000:
Categoria | Exemplos | Valor médio |
|---|---|---|
Moradia | Aluguel e contas | R$ 800 |
Alimentação | Mercado e refeições | R$ 450 |
Transporte | Ônibus/app | R$ 200 |
Comunicação | Internet + celular | R$ 120 |
Saúde | Remédios | R$ 150 |
Lazer | Passeios | R$ 180 |
Reserva | Inicial | R$ 100 |
Esse modelo serve como ponto de partida. Os valores podem variar de acordo com sua realidade, mas a ideia é garantir que suas despesas caibam dentro da sua renda.
Se ainda não for possível reservar dinheiro, o foco deve ser ajustar os gastos e reorganizar o orçamento até abrir esse espaço aos poucos.
Com o orçamento mais organizado, o próximo passo é começar a criar uma proteção para imprevistos.
Diferente do que muitas recomendações sugerem, esse processo não precisa começar com uma meta alta. Para quem está saindo do aperto, o mais importante é dar o primeiro passo.
Você pode começar com valores menores, como R$ 50 ou R$ 100 por mês, e aumentar esse valor conforme o orçamento permitir. O foco inicial é criar o hábito de guardar, não atingir um número específico.
Com o tempo, esse valor pode evoluir até formar uma reserva mais robusta, que ajude a lidar com situações inesperadas sem depender de crédito.
Para isso, vale priorizar opções com fácil acesso ao dinheiro, como investimentos com liquidez diária.
Como dito anteriormente, é você quem irá escolher o melhor lugar para fazer o estudo sobre planejamento financeiro.
Dentre algumas opções disponíveis estão:
Além de escolher a ferramenta, vale definir uma frequência para esse acompanhamento:
Se quiser conhecer algumas opções e entender qual faz mais sentido para o seu perfil, vale conferir este conteúdo do Meu Bolso em Dia sobre aplicativos financeiros, que traz uma análise comparativa das principais ferramentas disponíveis.
Mesmo com um bom planejamento, é comum encontrar dificuldades. Não se preocupe: isso faz parte do aprendizado.
Alguns comportamentos aparecem com frequência nesse caminho:
O planejamento financeiro é um processo de construção. Por esse motivo, não se sinta mal com a necessidade de fazer pequenos ajustes. Com o tempo, cuidar do seu dinheiro se torna cada vez mais natural.
Depois de anotar todas as receitas e despesas, entender onde é possível cortar o orçamento e estabelecer metas financeiras, é hora de dar o pontapé no mundo dos investimentos.
Mas não precisa complicar: investir, no começo, é mais sobre criar o hábito do que entender todos os detalhes do mercado.
Você pode começar com alguns pontos simples:
Para quem está começando, opções mais simples e seguras costumam fazer mais sentido. A renda fixa, por exemplo, é uma alternativa comum nesse início, especialmente para quem quer previsibilidade e facilidade de acesso ao dinheiro.
Agora você conhece melhor o planejamento financeiro. Uma dica é guardar este guia para sempre que estiver na dúvida de como fazer para economizar e conseguir atingir todas as metas e objetivos financeiros.
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