Swap: o que é, tipos, exemplos e como funciona 

Entenda formas seguras de acessar a sua lógica no mercado global e diversificar a carteira de investimentos

Atualizado em

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Julya Rios

Tempo de leitura · 6 min

Publicado em

18 de março de 2026

O swap é um derivativo financeiro usado para trocar fluxos de caixa entre duas partes que está, geralmente, atrelado a indexadores como juros ou câmbio. Como seu principal uso está ligado ao hedge, ou seja, à proteção contra riscos, ele permite preservar receitas, despesas ou investimentos contra oscilações do mercado. 

Apesar de ser um instrumento sofisticado, o swap é, na prática, como um contrato e está presente em diversas operações de empresas, bancos e investidores institucionais. Ele ajuda a suavizar impactos de variações cambiais, de taxas de juros ou até de preços de commodities.  

Para entender mais sobre o tema, acesse também: 

O que é swap no mercado financeiro?  

Como um contrato derivativo, o swap permite a troca de fluxos de caixa entre duas partes onde cada participante assume a obrigação de pagar ou receber valores conforme a variação desses indicadores. Comum no mercado financeiro, é importante não confundir swap com hedge

  • Hedge: estratégia de proteção contra riscos; 
  • Swap: instrumentos para realizar a proteção contra riscos. 

Na prática, o swap funciona como ferramenta dentro de uma estratégia maior, em que empresas exportadoras, bancos e investidores institucionais buscam reduzir os impactos de oscilações do mercado e maior previsibilidade em seus resultados e planejamentos financeiros. 

Como funciona um contrato de swap? 

Um contrato de swap tem uma estrutura definida que envolve alguns elementos principais: 

  • Nocional: valor de referência que serve como base de cálculo e não é trocado entre as partes; 
  • Indexadores: determinam quais variáveis serão comparadas, como taxa de juros ou câmbio, por exemplo;  
  • Prazos: acordados entre as partes para garantir a transparência nas transações; 
  • Liquidação financeira: ocorre no vencimento ou em datas pré-estabelecidas, a partir da definição de quem paga e quem recebe. 

Por exemplo: imagine que uma empresa exportadora recebe em dólar, mas tem custos em reais. Uma forma de se proteger da variação de câmbio é por meio de um swap cambial

Ou seja, a companhia faz uma troca da sua receita futura em dólares por um fluxo de reais. Assim, ela corre menos risco de perda com a oscilação dos valores de câmbio e tem uma previsão mais concreta da sua receita. 

Leia mais: O que é mercado futuro, como funciona e como investir com segurança 

Tipos de swap 

Para entender o que é swap, é preciso estabelecer os tipos e as especificações. Cada swap é usado para diferentes necessidades de proteção ou ajuste financeiro: 

1. Swap cambial 

Pensado para proteger contra variações cambiais, em especial do dólar. Neste caso, uma empresa estrangeira troca sua receita futura por fluxo em reais; 

2. Swap de juros 

Permite trocar uma taxa fixa por uma variável. Um exemplo é um banco preferir previsibilidade e trocar pagamentos indexados à Selic por uma taxa fixa; 

3. Swap de índices 

É vinculado a indicadores como inflação ou índices de mercado. Por exemplo desse modelo seria um investidor que troca a variação do IPCA por um retorno ligado ao CDI; 

4. Swap de commodities

Traz segurança em oscilações em preços de petróleo, soja ou minério. Neste caso, uma companhia aérea pode usar o swap para reduzir o custo do combustível, que sofre com a alta do petróleo. 

Swap cambial e o papel do Banco Central 

Entender o conceito de swap cambial é muito importante, especialmente como uma ferramenta do Banco Central para garantir liquidez ao mercado. Além disso, o swap cambial também pode ser usado para suavizar movimentos bruscos de câmbio. Para isso, existem dois formatos: 

  • Swap tradicional: oferece proteção em dólar e recebe em reais. Ajuda a conter as pressões de alta na moeda americana; 
  • Swap reverso: recebe proteção em dólar e paga em reais. Ajuda a evitar quedas abruptas quando há excesso de oferta da moeda. 

Assim, os swaps cambiais permitem ajustes financeiros para estabilizar expectativas e reduzir a volatilidade do mercado. Com isso, o Banco Central  pode oferecer maior previsibilidade ao mercado e proteger a economia contra oscilações externas. 

Onde são negociados os swaps? 

Os contratos de swap são negociados principalmente no mercado de balcão (OTC). Neste modelo, as partes tratam dos detalhes entre si e têm mais flexibilidade nas definições de prazoindexadores e condições específicas.  

Mesmo assim, é fundamental que os swaps sejam registrados na B3. Isso traz mais transparência e segurança para os participantes. Além disso, facilita a definição de quem paga e quem recebe dentro da operação e, com isso, a liquidação financeira. 

Esse formato de negociação torna o swap um instrumento versátil, mas também sofisticado, já que exige conhecimento técnico e gestão cuidadosa dos riscos envolvidos. 

Vantagens e riscos do swap 

Agora, com uma compreensão maior do que é o swap e como ele funciona, saiba as suas vantagens e riscos:  

Vantagens 

Por um lado, o swap oferece proteção e flexibilidade. Ele reduz a exposição à oscilação de câmbio, juros e commodities. Com isso, há mais possibilidade de prever receitas e despesas. Além disso, como o swap não tem um formato padronizado, abre espaço para adaptações de acordo com a necessidade de cada operação. 

Riscos 

Ao mesmo tempo, o swap também envolve riscos relacionados ao mercado e às variações inesperadas dos indexadores usados nas operações como, por exemplo, os riscos de custo relacionados à alta volatilidade, que podem tornar a proteção muito cara, e o risco de contraparte, quando uma das partes descumpre suas obrigações. 

Lembre-se: o swap não é uma estratégia para investidores iniciantes. É preciso ter conhecimento técnico e acompanhamento constante do mercado para garantir o sucesso desse tipo de operação. 

Leia mais: 

C6 Global Invest: acesso a hedge funds e diversificação internacional 

Com o uso de hedge funds e swaps, o investidor brasileiro precisa de uma plataforma que possibilita acesso a diversos fundos de forma segura. O C6 Global Invest oferece acesso a hedge funds internacionais que fazem uso de swaps e outros derivativos em suas estratégias de proteção. Com isso, o investidor pode ter uma carteira mais robusta, equilibrada e alinhada às tendências globais.  

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não configura recomendação de investimento. Antes de tomar qualquer decisão, avalie seu perfil de investidor e, se necessário, consulte um profissional certificado.


Redatora

Julya Rios

Jornalista em formação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com experiência em redação e SEO voltados a temas de economia e mercado financeiro há dois anos.

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