O visto eletrônico simplifica a entrada ao substituir etapas presenciais por um processo online, com autorização digital, prazos e regras específicas por destino.
Atualizado em
Pedro Rodrigues
Tempo de leitura · 8 min
Publicado em
30 de janeiro de 2026
O visto eletrônico é uma autorização digital vinculada ao passaporte que permite a entrada em determinados países sem a emissão de um visto físico. Esse modelo surgiu como alternativa ao processo tradicional, ao concentrar a solicitação e a análise em canais online oficiais.
Nesse contexto, as primeiras iniciativas apareceram ainda nos anos 1990, quando Singapura testou sistemas de autorização eletrônica e passou a aceitar pedidos online a partir de 2001. Desde então, países como Austrália, Nova Zelândia e Brasil adotaram formatos semelhantes, enquanto outras nações ampliaram o uso dessas autorizações ao longo de 2024 e 2025, em resposta ao crescimento das viagens internacionais.
Neste texto, descubra o que é visto eletrônico, como funciona o processo de solicitação, e quais países possuem essa autorização.
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O visto eletrônico permite a entrada em determinados países sem a emissão de um visto físico no passaporte. Nesse formato, o pedido ocorre pela internet, diretamente nos canais oficiais do governo do país de destino, o que reduz etapas presenciais antes da viagem.
Além disso, todas as informações do viajante ficam registradas de forma digital, como dados pessoais, número do passaporte e objetivo da viagem. Com a aprovação, a autorização passa a valer como permissão prévia para embarque, o que facilita o planejamento e diminui a burocracia em relação ao visto tradicional. Na prática, esse tipo de autorização segue alguns pontos centrais:
Por outro lado, o visto eletrônico não substitui o passaporte nem garante a entrada automática no país. A imigração mantém a decisão final no momento do desembarque e pode solicitar documentos adicionais conforme as regras locais.
Após a aprovação, o visto eletrônico passa a ter validade definida e condições específicas de uso, que determinam quando e como a autorização pode ser usada. Essas regras influenciam diretamente o planejamento da viagem e o tempo de permanência permitido no destino.
Além disso, a autorização eletrônica costuma estabelecer limites, como prazo para entrada, duração da estadia e possibilidade de novas visitas. Em alguns casos, o uso se restringe a uma única entrada, enquanto em outros a autorização permite mais de um acesso durante o período de validade.
Na prática, esse funcionamento envolve pontos como:
Na prática, o funcionamento desse processo começa com a emissão da autorização, que passa a ter validade atrelada à data definida no pedido ou ao primeiro uso, conforme a regra aplicável. Ao longo desse período, existe também um limite máximo de permanência autorizado, que precisa ser respeitado a cada entrada no país. Por outro lado, o visto eletrônico permanece vinculado ao passaporte informado no momento da solicitação, o que significa que qualquer alteração no documento, como renovação ou divergência de dados, pode invalidar a autorização antes mesmo do fim do prazo estabelecido. Quais países exigem visto eletrônico?
As regras para o visto eletrônico variam conforme a nacionalidade do viajante e o destino da viagem. Por esse motivo, uma autorização pode ser exigida em alguns países e dispensada em outros, mesmo quando o objetivo é turismo, negócios ou trânsito.
Além disso, muitos destinos adotaram autorizações eletrônicas de viagem ou vistos digitais como forma de organizar a entrada de estrangeiros em estadias de curta duração. Esse modelo permite um controle prévio das informações do viajante sem a necessidade de comparecimento a consulados ou emissão de vistos físicos tradicionais.
Entre alguns destinos populares que costumam exigir visto eletrônico ou autorização eletrônica de brasileiros, estão:
Como as exigências podem mudar e variam conforme o tipo de viagem e a duração da estadia, a recomendação é sempre consultar as regras oficiais do país de destino antes de comprar passagens ou definir o roteiro.
Nos Estados Unidos, o visto eletrônico existe por meio do ESTA (Electronic System for Travel Authorization), uma autorização vinculada ao Programa de Isenção de Vistos. Esse sistema permite a entrada no país sem o visto tradicional em viagens de curta duração, desde que o viajante atenda aos critérios definidos pelas autoridades americanas.
Para quem viaja com passaporte do Brasil, o visto eletrônico não se aplica. Nessa situação, a entrada exige o visto americano tradicional, que envolve entrevista consular e análise presencial. O ESTA atende apenas cidadãos de países que participam do programa de isenção.
Entre os principais pontos do visto eletrônico americano, estão:
No caso de dupla cidadania, a exigência de visto depende do documento apresentado no momento do embarque. Quando o viajante utiliza um passaporte de um país incluído no Programa de Isenção de Visto, é possível solicitar apenas a autorização eletrônica correspondente. Por outro lado, o uso do passaporte brasileiro mantém a exigência do visto tradicional, conforme as regras aplicáveis ao Brasil.
Um exemplo comum envolve quem possui passaporte italiano e brasileiro. Nessa situação, a viagem aos Estados Unidos pode ocorrer sem a solicitação do visto tradicional, desde que o embarque aconteça com o passaporte italiano e com o ESTA solicitado previamente de forma on-line. Em geral, a resposta dessa autorização eletrônica costuma ser emitida em poucas horas, o que simplifica o processo de planejamento da viagem.
Na Europa, o visto eletrônico aparece por meio do ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem), uma autorização digital exigida para entrada em países do Espaço Schengen. Esse sistema não equivale a um visto tradicional, mas funciona como uma permissão prévia para viajantes que atualmente entram na região sem visto físico.
O ETIAS se aplica a países do Espaço Schengen, entre eles:
Para portadores de passaporte brasileiro, o ETIAS é válido e exigido em viagens de curta duração, como turismo ou negócios. A autorização permite múltiplas entradas e respeita o limite de permanência de até 90 dias dentro de um período de 180 dias, conforme as regras do bloco.
O Reino Unido não faz parte do Espaço Schengen e, por isso, não usa o ETIAS. No entanto, o país adotou um sistema próprio de autorização eletrônica, com regras específicas de validade e uso, que também se aplica a quem viaja com passaporte brasileiro.
O visto eletrônico para o México passou por mudanças nos últimos anos, o que gerou dúvidas entre quem planeja viajar ao país. A exigência depende do perfil do viajante e da documentação apresentada no embarque.
Para quem faz uso do passaporte brasileiro, o México exige visto em viagens de turismo, negócios sem atividade remunerada ou trânsito. O antigo sistema de autorização eletrônica deixou de valer em 2022, o que fez o visto consular voltar a ser a principal exigência nesse período.
No entanto, o governo mexicano anunciou a retomada do visto eletrônico para brasileiros, com início previsto para fevereiro de 2026. Com essa mudança, a autorização digital deve substituir a ida ao consulado em viagens de curta duração.
Além disso, há situações em que não existe exigência de visto mexicano, mesmo para quem viaja com passaporte brasileiro. Isso ocorre quando a pessoa tem visto válido ou residência permanente em um dos seguintes destinos:
Na prática, isso significa que alguém com passaporte brasileiro e visto válido para os Estados Unidos, por exemplo, pode entrar no México para turismo ou trânsito sem solicitar visto mexicano, desde que respeite o tempo de permanência autorizado.
Embora ambos permitam a entrada em outros países, visto eletrônico e visto tradicional seguem lógicas distintas de solicitação e uso. Entender essas diferenças ajuda a avaliar qual autorização faz mais sentido conforme o destino e o objetivo da viagem.
Visto eletrônico | Visto tradicional | |
|---|---|---|
Forma de solicitação | Pela internet, nos canais oficiais do governo | Presencial ou híbrida, com envio físico de documentos |
Tempo de resposta | Geralmente mais rápido, com retorno em horas ou poucos dias | Costuma levar semanas ou meses, conforme o país |
Entrevista | Não costuma exigir entrevista consular | Entrevista é comum em muitos casos |
Documento físico | Não há etiqueta ou carimbo no passaporte | Visto físico colado ou registrado no passaporte |
Finalidade da viagem | Turismo, trânsito ou negócios de curta duração | Turismo, estudo, trabalho, residência ou longas estadias |
Flexibilidade | Regras mais restritas de uso e permanência | Maior variedade de categorias e condições |
Custo | Em geral mais baixo, com variação por país | Pode ser mais elevado, a depender do tipo de visto |
Quando um país adota o visto eletrônico como parte de suas regras de entrada, essa autorização passa a integrar o planejamento da viagem desde as etapas iniciais. Nesse contexto, a análise prévia e o formato digital ajudam a organizar a documentação antes do embarque, o que traz mais previsibilidade ao processo.
Além disso, as taxas do visto eletrônico entram no planejamento financeiro da viagem e precisam ser consideradas desde o início, já que costumam ser cobradas em moeda estrangeira. Por isso, é importante ter atenção ao meio de pagamento usado, pois ele influencia o custo final e a organização das despesas. Nesse cenário, a C6 Conta Global contribui para o planejamento financeiro da viagem ao oferecer condições que facilitam o pagamento dessas taxas e o uso do dinheiro no exterior, como:
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Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app.
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