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Eurotrip: como planejar a viagem, quanto custa e roteiro pela Europa

Antes de fazer as malas, descubra o que faz diferença no planejamento de uma eurotrip.

Atualizado em

Equipe C6 Bank

Tempo de leitura · 13 min

Publicado em

30 de junho de 2026

Fazer uma eurotrip é uma das formas mais completas de viver uma viagem para a Europa. Em vez de escolher apenas um destino, o viajante percorre diferentes países em um único roteiro, conhecendo culturas, idiomas, gastronomias e paisagens variadas. 

Esse tipo de viagem exige planejamento estruturado, especialmente na definição de roteiro, deslocamentos, orçamento e câmbio. Decisões bem tomadas desde o início ajudam a evitar custos desnecessários e tornam a experiência mais fluida. 

Ao longo deste guia, você vai aprender a organizar cada etapa da eurotrip, do roteiro ao orçamento, para viajar com mais tranquilidade. 

Mas, antes, aproveite para ler também: 

A eurotrip é uma viagem que envolve a visita a dois ou mais países europeus dentro de um mesmo roteiro, geralmente com diferentes meios de transporte ao longo do percurso.

Esse conceito está diretamente ligado à geografia e infraestrutura da Europa, que favorece deslocamentos rápidos e eficientes. Ao contrário de outros continentes, é possível atravessar países em poucas horas, o que amplia o número de destinos visitados em uma única viagem.

A popularidade da eurotrip está relacionada a fatores concretos. Mostramos os principais:

  • Proximidade geográfica entre países, o que permite conhecer múltiplos destinos em pouco tempo;
  • Sistema de transporte altamente integrado, com modais variados e acessíveis;
  • Diversidade cultural, histórica e gastronômica concentrada;
  • Flexibilidade de roteiro, adaptável a diferentes perfis de viajante;
  • Infraestrutura turística consolidada.

Outro ponto relevante é o aproveitamento do investimento. Ao distribuir o custo da passagem internacional entre vários destinos, a eurotrip se torna uma estratégia eficiente para quem deseja desfrutar a Europa de forma mais ampla, com barateamento dos gastos com passagem.

Quais regiões entram em uma eurotrip?

A Europa é formada por diferentes regiões, cada uma com características próprias em relação à cultura, ao custo de viagem, ao clima e à facilidade de deslocamento.  

Conhecer essas diferenças ajuda a montar um roteiro mais eficiente e alinhado ao seu perfil de viajante. 

As principais são: 

  • Europa Ocidental: reúne destinos como França, Holanda, Bélgica e Alemanha. É uma das regiões mais procuradas para quem faz a primeira eurotrip, graças à excelente infraestrutura, ao transporte eficiente e à grande concentração de atrações turísticas;  
  • Europa Central: inclui países como Áustria, República Tcheca, Hungria, Polônia e Suíça. Combina cidades históricas castelos e paisagens naturais, sendo uma boa opção para quem deseja equilibrar cultura e natureza. 
  • Europa do Sul (ou mediterrânea): formada por países como Portugal, Espanha, Itália e Grécia, é conhecida pelo clima agradável, praias, gastronomia e forte patrimônio histórico. Costuma ser uma das regiões favoritas durante a primavera e o verão. 
  • Europa do Norte: engloba Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia. É indicada para quem busca experiências ligadas à natureza, como fiordes e aurora boreal, embora apresente um custo de viagem mais elevado. 
  • Leste Europeu: inclui destinos como Polônia, Romênia, Bulgária, Sérvia e Albânia, que costumam oferecer hospedagem, alimentação e atrações mais acessíveis, e são uma excelente alternativa para quem deseja economizar sem perder uma experiência rica culturalmente. 

Organizar o roteiro por regiões é uma das decisões mais importantes no planejamento de eurotrip. Essa escolha reduz custos com transporte, evita deslocamentos longos e melhora o aproveitamento do tempo. 

Um roteiro mal distribuído pode gerar dias excessivos em trânsito, o que reduz a qualidade da experiência.

É preciso visto para fazer uma eurotrip?

Brasileiros não precisam de visto para viagens de turismo de até 90 dias, em um período de 180 dias, para a maior parte dos países do Espaço Schengen, como Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Holanda e Bélgica. 

No entanto, a partir do último trimestre de 2026, esses viajantes deverão solicitar o ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) antes do embarque. O ETIAS não é um visto, mas uma autorização eletrônica de viagem vinculada ao passaporte, exigida para quem já tem isenção de visto.  

Vale lembrar que nem todos os países europeus fazem parte do Espaço Schengen. Destinos como Reino Unido e Irlanda têm regras próprias de entrada e podem exigir autorizações ou documentos diferentes. Por isso, antes de embarcar, confira os requisitos específicos de todos os países que fazem parte do seu roteiro. 

Quando fazer uma eurotrip?

Tenha mente que as melhores épocas para viajar costumam ser: 

  • Primavera: entre abril e junho, com clima geralmente ameno e cidades menos cheias; 
  • Outono: entre setembro e outubro, com temperaturas equilibradas e preços mais acessíveis. 

Outros períodos: 

  • Verão: é excelente, mas costuma ser o período com maior movimento turístico e preços mais altos. Também é importante destacar que o verão na Europa é bastante seco na maioria dos países, o que faz as temperaturas parecerem mais altas; 
  • Inverno: conta com atrações específicas, como neve e mercados natalinos. No entanto, não é uma boa ideia para quem não gosta de frio. Pode haver problemas nos deslocamentos por conta do clima também. 

Como chegar à Europa do Brasil?

Os voos para a Europa partem principalmente de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife, com destino a importantes hubs europeus. Entre as rotas mais comuns estão São Paulo–MadriSão Paulo–ParisSão Paulo–Frankfurt e São Paulo–Londres, que costumam servir como ponto de partida para explorar outros países do continente. 

Essas cidades concentram grande oferta de voos e conexões, o que facilita a continuidade da viagem por trem, avião ou ônibus para diferentes destinos europeus. 

Na hora de escolher a melhor alternativa, alguns fatores influenciam diretamente o custo da passagem: 

  • Antecedência na compra; 
  • Flexibilidade nas datas da viagem; 
  • Escolha entre voos diretos ou com conexão; 
  • Aeroporto de chegada e de saída; 
  • Época do ano. 

Em muitos casos, compensa desembarcar em uma cidade e retornar ao Brasil por outra. Esse tipo de passagem, conhecida como multidestinos ou open jaw, pode reduzir deslocamentos desnecessários dentro da Europa e tornar o roteiro mais eficiente. 

Como se deslocar dentro da Europa?

A Europa oferece uma infraestrutura de transporte ampla e eficiente, que permite escolher a melhor opção para cada trecho da viagem. Entenda as possibilidades existentes: 

  • Trem: ideal para trajetos curtos e médios, com boa frequência e conforto; 
  • Avião: indicado para grandes distâncias ou quando há limitação de tempo; 
  • Ônibus: alternativa mais econômica, porém mais demorada; 
  • Carro alugadorecomendado para regiões rurais ou roteiros específicos; 
  • Aplicativos de transporte: algumas empresas estão disponíveis em diversas cidades europeias e são uma alternativa prática para deslocamentos urbanos, principalmente entre aeroportos.  

A escolha do transporte deve considerar três fatores principais: tempo, custo e praticidade. A combinação entre diferentes meios costuma ser a estratégia mais eficiente. 

Em países da Europa Ocidental e Central, como França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Suíça e Áustria, a malha ferroviária é bastante eficiente, o que faz do trem a principal opção para viagens entre cidades próximas. 

Já em roteiros que incluem países mais distantes entre si, como Portugal e Itália ou Espanha e Grécia, os voos costumam ser a alternativa mais rápida e, em alguns casos, até mais econômica quando comprados com antecedência. 

Já o carro alugado faz mais sentido para explorar áreas rurais, regiões montanhosas, estradas cênicas ou destinos com menor oferta de transporte público, como a Toscana, os Alpes ou o interior de Portugal.

O que fazer em uma eurotrip?

Uma eurotrip permite combinar diferentes tipos de experiências ao longo do roteiro, tornando a viagem dinâmica e completa. Em poucos dias, é possível transitar entre contextos históricos, culturais e naturais bastante distintos. 

Entenda o que pode fazer: 

  • Visitas a museus e patrimônios históricos, com acesso a acervos reconhecidos mundialmente e locais que ajudam a compreender a formação cultural e política da Europa; 
  • Exploração de centros urbanos e arquitetura local, com cidades que preservam estilos medievais, renascentistas e contemporâneos lado a lado; 
  • Experiências gastronômicas regionais, que variam significativamente entre países e refletem tradições locais, ingredientes típicos e modos de preparo próprios; 
  • Contato com paisagens naturais, como montanhas, lagos, vinhedos e regiões costeiras, que ampliam o roteiro para além das capitais; 
  • Participação em eventos culturais, como festivais, feiras, apresentações artísticas e celebrações tradicionais ao longo do ano. 

Essa diversidade permite que cada viajante construa uma experiência personalizada, equilibrando interesses culturais, momentos de lazer e descobertas. É justamente essa combinação que torna a viagem para a Europa uma das mais completas em termos de variedade e profundidade de experiências.

Roteiro para uma eurotrip

Na dúvida sobre a melhor época para fazer a eurotrip? Ou, então, quanto tempo ficar? Quantos países visitar? Sabemos que isso acontece. Afinal, são muitas as possibilidades. A seguir, apresentamos algumas sugestões para facilitar as decisões. 

Para uma primeira experiência na Europa, um roteiro de 7 a 15 dias costuma oferecer um bom equilíbrio entre quantidade de destinos e tempo disponível.

Sugestão de roteiro para 7 a 15 dias

Uma das rotas mais tradicionais começa em Lisboa, segue para Madri, passa por Paris e termina em Amsterdã. As cidades contam com boa oferta de voos e trens, o que facilita os deslocamentos entre os destinos. 

Uma sugestão de distribuição é: 

  • Lisboa (2 a 3 dias): explore bairros históricos, mirantes, gastronomia e atrações como a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos; 
  • Madri (2 a 3 dias): visite museus, como o museu do Prado, parques e experimente a culinária espanhola; 
  • Paris (3 a 4 dias): conheça ícones como a Torre Eiffel, o Museu do Louvre e o bairro de Montmartre; 
  • Amsterdã (2 a 3 dias): finalize a viagem explorando os canais, museus e bairros históricos da capital holandesa. 

Se você tiver apenas uma semana, vale concentrar o roteiro em duas ou três cidades. Já com 15 dias, é possível incluir um destino intermediário, como BarcelonaBruxelas ou Berlim, de forma a manter uma sequência lógica de deslocamentos. 

Ana Beatriz Genske, estagiária do C6 Bank, visitou Paris em setembro para celebrar os 15 anos da irmã e encontrou a cidade em um dos períodos mais agradáveis do ano. Entre o fim do verão e o início do outono, ela viveu dias de clima ameno, céu ensolarado e cenários que tornaram a viagem ainda mais especial.

"Fui à Paris em setembro, no final do verão e início do outono, o clima perfeito de dias de sol e temperatura amena que deixam a cidade ainda mais encantadora. Uma experiência que eu indicaria é fazer um piquenique à beira do Rio Sena vendo o pôr do sol, comendo queijos, bebendo um vinho e absorvendo a atmosfera que só Paris proporciona."

Estimativa média para 15 dias (por pessoa) 

Categoria
Econômico
Confortável
Premium
Voos
R$ 4 mil a R$ 9 mil.
R$ 6 mil a R$ 12 mil.
R$ 10 mil a R$ 18 mil.
Hospedagem
R$ 2 mil a R$ 5 mil.
R$ 6 mil a R$ 12 mil.
R$ 15 mil a R$ 35 mil.
Alimentação
R$ 1,5 mil a R$ 3 mil.
R$ 3 mil a R$ 6 mil.
R$ 6 mil a R$ 12 mil.
Transporte
R$ 1 mil a R$ 2,5 mil.
R$ 2,5 mil a R$ 5 mil.
R$ 5 mil a R$ 10 mil.
Passeios
R$ 1 mil a R$ 3 mil.
R$ 3 mil a R$ 6 mil.
R$ 6 mil a R$ 15 mil.
Total
R$ 9,5 mil a R$ 22,5 mil.
R$ 20,5 mil a R$ 41 mil.
R$ 42 mil a R$ 90 mil.

A hospedagem costuma representar uma das maiores parcelas do orçamento. Quem busca economizar pode optar por hostels, quartos privativos, apartamentos por temporada ou hotéis de categorias mais simples. Hotéis de padrão superior e acomodações em áreas centrais tendem a elevar significativamente o custo da viagem. 

Já os gastos com alimentação, transporte e passeios são os que mais variam ao longo de uma eurotrip. Isso porque eles dependem diretamente das escolhas do viajante. É possível reduzir despesas alternando refeições em restaurantes com compras em supermercados ou cozinhando na hospedagem, quando houver essa opção. 

O mesmo vale para o transporte: combinar trens, voos de companhias aéreas de baixo custo e transporte público costuma ser mais econômico do que usar táxis ou carros alugados durante toda a viagem.  

Nos passeios, a diferença também pode ser significativa, já que algumas cidades oferecem diversas atrações gratuitas, enquanto outras concentram museus, monumentos e experiências pagas.

Como fazer o planejamento financeiro para eurotrip?

O planejamento financeiro começa muito antes do embarque. Como uma eurotrip envolve diferentes destinos e gastos ao longo de vários dias, definir um orçamento e se preparar com antecedência ajuda a evitar imprevistos durante a viagem. 

Outro ponto importante é acompanhar a cotação do euro ao longo dos meses que antecedem a viagem. Comprar a moeda de forma gradual, em vez de deixar todo o câmbio para a última hora, pode ajudar a reduzir o impacto das oscilações do mercado e tornar o custo da viagem mais previsível. 

Nesse contexto, a C6 Conta Global permite comprar euro diretamente pelo aplicativo, utilizando cotação comercial, e manter saldo na moeda antes mesmo da viagem. Dessa forma, é possível se organizar com antecedência e chegar ao destino com parte do orçamento já convertida. 

 Vale lembrar que nem todos os países da Europa utilizam o euro. Destinos como Reino Unido, Suíça, República Tcheca, Hungria, Polônia, Suécia e Dinamarca, por exemplo, possuem moedas próprias. 

Nesses casos, o cartão da C6 Conta Global continua sendo aceito para pagamentos. A conversão é feita automaticamente da moeda local para o euro, com incidência do spread previsto para transações em moedas diferentes do saldo disponível na conta

Além disso, caso precise de dinheiro em espécie para pequenas compras ou estabelecimentos que não aceitem cartão, é possível realizar saques em caixas eletrônicos (ATMs). O valor é convertido para a moeda local no momento da operação, conforme as regras e tarifas aplicáveis à conta e ao caixa eletrônico utilizado. 

Para entender melhor como funciona esse processo, confira nosso conteúdo sobre o que é saque em ATM. 

Dicas para economizar em uma eurotrip 

Algumas estratégias podem ajudar a reduzir os custos da viagem sem comprometer a experiência: 

  • Compre passagens aéreas e reservas de hospedagem com antecedência; 
  • Acompanhe a cotação do euro e faça a conversão da moeda aos poucos; 
  • Priorize hospedagens próximas ao transporte público para economizar tempo e deslocamentos; 
  • Alterne refeições em restaurantes com compras em supermercados e cafés locais; 
  • Aproveite atrações gratuitas, como parques, praças, mirantes e museus com entrada livre em dias específicos; 
  • Utilize trens e companhias aéreas de baixo custo nos deslocamentos entre cidades quando fizer sentido para o roteiro; 
  • Viaje na baixa ou média temporada, quando passagens, hospedagem e atrações costumam ter preços mais competitivos. 

Vale a pena fazer uma eurotrip?

Sim, a eurotrip vale muito a pena, especialmente para quem deseja maximizar a experiência de uma viagem internacional. Os principais benefícios são: 

  • Possibilidade de conhecer diferentes culturas em uma única viagem; 
  • Melhor aproveitamento do investimento na passagem aérea; 
  • Flexibilidade para adaptar o roteiro ao perfil do viajante; 
  • Variedade de experiências, desde históricas até naturais. 

Por outro lado, a eurotrip exige organização. Sem planejamento, o excesso de deslocamentos pode gerar cansaço e aumentar custos. 

Além de definir um roteiro eficiente e organizar o orçamento, é importante contratar um seguro viagem. Esse documento, exigido para a entrada em grande parte dos países do Espaço Schengen, também oferece cobertura para situações como despesas médicas, extravio de bagagem e outros imprevistos que podem ocorrer durante a viagem. 

Por isso, o sucesso da eurotrip depende de alguns pilares: 

  • Planejamento de um roteiro eficiente; 
  • Controle financeiro adequado; 
  • Escolha estratégica de destinos e datas; 
  • Contratação de um seguro viagem compatível com o roteiro. 

Quando esses elementos estão equilibrados, a eurotrip se torna uma experiência mais tranquila, segura e proveitosa, permitindo que você aproveite ao máximo cada destino. 

E aí, quer saber mais? Então, aproveite para ler outro conteúdo que separamos para você: 

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