Risco de crédito: o que é e como afeta a renda fixa  

Entenda o que é risco de crédito na renda fixa, como ele influencia a segurança e a rentabilidade dos títulos e quais critérios ajudam a comparar emissores antes de investir.

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Tela de computador com vários gráficos representando os investimentos em renda fixa e seus riscos, com homem de costas segurando celular e analisando ambas as telas.

Tempo de leitura · 6 min

Publicado em

31 de março de 2026

O risco de crédito é uma questão muito importante a se pensar na hora de investir em papéis de renda fixa. Isso acontece porque o pagamento dessas aplicações depende da capacidade do emissor cumprir o combinado no vencimento. Assim, na hora de aplicar, é preciso olhar além da rentabilidade e entender a qualidade de crédito do emissor. 

Nesse cenário, entender como esse risco aparece na prática ajuda a escolher com papéis como CDBs, LCIs, LCAs, CRAs e debêntures, por exemplo. 

Ao longo deste artigo, aprenda o que é risco de crédito, como ele influencia as taxas da renda fixa, qual é o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e onde estão seus limites, além de critérios práticos para análise, como rating, prazo e diversificação. 

Aproveite para aprender mais sobre investimentos: 

O que é risco de crédito na renda fixa? 

Risco de crédito é a capacidade de um emissor honrar suas dívidas, o que envolve pagar os juros e devolver o principal nas datas previstas. Assim, mesmo com taxa e prazo bem definidos, a segurança da aplicação depende da solidez de quem recebe os recursos e assume o compromisso de pagamento. 

Essa lógica fica ainda mais evidente em papéis de crédito privado, que não contam com a garantia do FGC. Nesses casos, a análise do emissor e das garantias da operação surge com grande protagonismo, já que o retorno prometido se apoia na qualidade do risco assumido. 

Para sustentar essa análise, o rating de crédito funciona como uma referência prática, pois traduz em nota a avaliação de risco feita por agências especializadas. Entre as mais renomadas estão Fitch Ratings, Moody’s e Standard & Poor’s

Como o FGC protege a renda fixa e quais são as limitações? 

Adicionalmente, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) funciona como uma camada extra de proteção para parte da renda fixa bancária. Entre os produtos mais comuns com essa garantia estão: 

  1. CDB; 
  1. RDB 
  1. LCI; 
  1. LCA; 

Essa tem regras, com limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição ou conglomerado, além do teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos, o que ajuda a orientar a distribuição do dinheiro entre emissores. 

Ainda assim, o FGC não elimina todos os impactos de uma liquidação. Quando o banco entra em intervenção ou liquidação, mesmo um papel com liquidez diária fica indisponível até a liberação do pagamento, o que pesa em uma reserva de emergência e trava recursos que poderiam ser aproveitados em oportunidades, por exemplo. 

Além disso, durante o intervalo entre a decretação e o ressarcimento, o valor deixa de render, o que pode reduzir o benefício daquela taxa mais alta, principalmente quando o vencimento está próximo.

Como o risco de crédito influencia as taxas da renda fixa? 

As taxas da renda fixa partem da seguinte lógica: quanto maior o risco percebido, maior a remuneração exigida para compensar essa incerteza. Por isso, quando duas alternativas têm prazos parecidos e uma oferece um retorno bem acima da outra, a diferença costuma refletir o risco adicional embutido na operação. 

Nesse cenário, o Tesouro Prefixado funciona como uma referência importante. Ela é uma emissão prefixada, sem cupom, emitida pelo Tesouro Nacional e, como tem lastro no próprio Tesouro, entra como parâmetro de menor risco no mercado local, o que ajuda a formar um piso para a precificação de outras emissões de renda fixa

A partir desse ponto, todos os papéis tendem a oferecer um prêmio acima dessa referência, em linha com a percepção de risco do emissor. Assim, quanto maior o risco, maior a taxa necessária para atrair investidores, o que transforma a rentabilidade em um sinal que precisa ser lido junto com solidez, prazo e objetivo do dinheiro. 

Como investir considerando o risco de crédito? 

Uma estratégia bem construída considera risco de crédito desde a escolha do produto até a forma de distribuir o dinheiro entre emissores e prazos. Assim, a taxa deixa de ser o único critério e passa a dividir espaço com pontos como solidez do banco ou da empresa, presença de garantias e alinhamento do vencimento ao objetivo da aplicação. 

Nesse cenário, a confiança no emissor conta, mas a qualidade da plataforma também entra na decisão, já que ela influencia a comparação entre alternativas e a organização da carteira. Quando o acesso a produtos, informações e prazos fica centralizado, a análise ganha consistência e o planejamento fica mais simples no dia a dia. 

Dentro dessa lógica, o rating ajuda a enquadrar a solidez da instituição responsável pelo papel. Em março de 2026, o C6 Bank conta com rating A+ (bra) pela agência Fitch e brAA- pela agência Standard & Poor’s (S&P), dessa forma, é avaliado como um emissor confiável. 

Assim, o C6 Invest funciona como apoio prático para colocar a estratégia em prática e acompanhar as escolhas no mesmo ambiente e ainda oferece: 

  1. Títulos emitidos pelo C6 Bank ou JPMorganChase, líder global em serviços financeiros; 
  2. Isenção de taxa de corretagem e custódia no Brasil; 
  3. Banco completo e plataforma de investimentos no brasil e no exterior em um único app. 

Perguntas frequentes sobre risco de crédito na renda fixa 

1. O que é risco de crédito na renda fixa?

Risco de crédito é a possibilidade de o emissor não honrar o pagamento de juros e a devolução do principal nas datas previstas, o que torna essencial avaliar a solidez de quem capta os recursos antes de investir. 

2. Risco de crédito é o mesmo que volatilidade?

Não. Volatilidade se relaciona às oscilações de preço ao longo do tempo, enquanto risco de crédito se liga à capacidade de pagamento do emissor.

3. Quais produtos têm garantia do FGC?

A garantia do FGC está presente em produtos bancários como poupança, CDB, RDB, LCI e LCA, o que oferece uma camada extra de proteção. 

4. Qual é o limite do FGC?

O limite do FGC é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão a cada 4 anos. 

5. Crédito privado conta com garantia do FGC?

Crédito privado não conta com garantia do FGC, o que torna essencial avaliar a solidez do emissor, as garantias da emissão e o prazo do papel antes de investir.

6. O que é rating de crédito e para que ele serve?

Rating de crédito é uma nota atribuída por agências especializadas, o que ajuda a comparar riscos ao indicar uma avaliação sobre a capacidade de pagamento de instituições, empresas e emissões.

7. Quais são as principais agências de rating?

As principais agências de rating são Fitch Ratings, Moody’s e S&P Global Ratings.

8. A emissão também pode ter rating, além do emissor?

Sim. A emissão pode ter nota própria, o que destaca o peso de fatores como garantias, estrutura e regras de pagamento na análise do risco do papel. 

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Este conteúdo tem caráter informativo e não representa uma recomendação de investimento. Antes de tomar qualquer decisão financeira, avalie seus objetivos e perfil de risco. Se tiver dúvidas, conte com o suporte de um especialista. 

Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app.   

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