Com a Taxa Selic em patamares elevados, os títulos do Tesouro Direto estão no radar dos investidores. Entenda se compensa investir nesse cenário.
Atualizado em
Bruna de Paula
Tempo de leitura · 6 min
Publicado em
25 de julho de 2025
Os títulos do Tesouro Direto são um dos investimentos mais tradicionais do mercado brasileiro, referência em segurança e precificação de retorno por se tratar de papéis públicos emitidos pelo Tesouro Nacional, considerados o menor risco de crédito do mercado local.
Nesse contexto, com a expectativa, segundo análises macroeconômicas do C6 Bank, de que a Selic termine 2026 em 13%, surge a dúvida sobre se é uma boa alternativa investir no Tesouro Direto e como esse cenário impacta os diferentes papéis disponíveis.
Assim, entender as diferenças entre títulos pós-fixados, híbridos e prefixados se torna essencial para tomar decisões mais alinhadas ao momento econômico.
Ao longo deste texto, descubra como cada tipo de título reage às variações da Selic e da inflação, quais fatores pesam na escolha e como identificar a alternativa mais adequada para o cenário atual.
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Em 2026, os títulos do Tesouro Direto passaram a refletir mudanças relevantes na curva de juros. Com uma expectativa de Selic mais baixa já no curto prazo e a projeção de que a taxa básica permaneça em torno de 13% até 2027, as novas emissões do tesouro direto passaram a incorporar esse patamar, o que afeta diretamente os retornos oferecidos pelos diferentes papéis.
Esse comportamento da curva de juros, segundo as análises macroeconômicas do C6 Bank, está associado a um processo gradual de acomodação da política monetária. O mercado passou a precificar a trajetória da Selic com maior cautela, o que reforça a relevância do prazo e do tipo de indexação na avaliação dos títulos públicos.
Diante da leitura do cenário macroeconômico, a Carteira de janeiro do C6 Bank foi estruturada com foco em estabilidade e controle de risco. A estratégia prioriza a renda fixa pós-fixada, que tende a oferecer maior previsibilidade em um ambiente de volatilidade e Selic elevada, além de manter uma exposição relevante a títulos atrelados à inflação, que apresenta retornos reais atrativos.
Os títulos prefixados, por sua vez, aparecem de forma mais gradual, especialmente nos perfis com maior tolerância ao risco. Essa decisão reflete a cautela em relação às oscilações no curto e no médio prazo e à trajetória ainda incerta dos juros. Assim, a alocação busca equilibrar proteção, previsibilidade e aproveitamento pontual das oportunidades geradas pela dinâmica atual da curva de juros.
A taxa Selic é a principal referência da renda fixa no Brasil. Ela influencia diretamente o comportamento dos títulos públicos:
A escolha do melhor título depende do seu prazo de investimento e nível de tolerância ao risco. Apenas para conhecimento, confira abaixo exemplos de algumas oportunidades com base em taxas praticadas em janeiro de 2026:
Título | Taxa (ref. Jan/2026) | Indicado para |
|---|---|---|
Tesouro Selic 2028 | Selic + 0,0451% a.a | Curto prazo, reserva de emergência |
Tesouro Prefixado 2028 | 12,97% a.a | Médio prazo, com tolerância a oscilação |
Tesouro Renda+ 2035 | IPCA + 7,17% a.a | Longo prazo, proteção contra inflação |
É natural comparar os títulos do Tesouro Direto com alternativas como CDBs, LCIs e LCAs, especialmente quando se busca segurança e previsibilidade.
Produto | Liquidez | Imposto | Risco |
|---|---|---|---|
Tesouro Direto | Diária (para resgates solicitados em dias úteis até as 13h) D+1 (para resgates solicitados após as 13h em dias úteis) | IR regressivo | Baixo |
CDB | Diária ou no vencimento, a depender das condições no momento da emissão. | IR regressivo | Depende do emissor |
LCI/LCA | A depender do vencimento do título | Isento | Depende do emissor |
O Tesouro Direto se destaca pela segurança ao investir em títulos emitidos pelo governo federal, com o menor risco do mercado e ampla aceitação entre investidores mais conservadores. Além disso, sua facilidade de acesso via C6 Invest, onde é possível começar a investir com R$ 20, torna esses papéis acessíveis tanto para iniciantes quanto para quem já tem mais experiência.
É importante lembrar que, pelo app do C6 Bank, o investidor também encontra mais alternativas de renda fixa, como CDBs, fundos de renda fixa, letras financeiras e compromissadas, que podem complementar sua carteira de acordo com objetivos, prazos e perfil de risco.
Investir no Tesouro Direto pelo C6 Invest é simples, rápido e totalmente digital. A seguir, o passo a passo:
No app, toque em “C6 Invest” no menu inferior para acessar a plataforma de investimentos integrada.
Analise os papéis disponíveis:
Insira o valor desejado e, se quiser, agende a operação para uma data futura que exige saldo disponível na conta no dia escolhido.
O Tesouro Direto segue como uma alternativa relevante em 2026 para quem busca diversificação na renda fixa com foco em segurança e previsibilidade. Com a Selic em processo de acomodação e projetada para permanecer em torno de 13% até 2027, os títulos públicos continuam a oferecer oportunidades interessantes, especialmente para objetivos de médio e longo prazos.
Nesse contexto, investidores que buscam proteção do poder de compra ou planejamento de aposentadoria costumam considerar os títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+ em prazos mais longos. Já quem prioriza liquidez e estabilidade na carteira tende a optar pelo Tesouro Selic, enquanto os títulos prefixados podem fazer sentido para quem tem uma leitura mais definida sobre a trajetória futura dos juros.
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não configura recomendação de investimento. Antes de tomar qualquer decisão, avalie seu perfil de investidor e, se necessário, consulte um profissional certificado.
Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app.
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