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O que é ERP e para que serve esse sistema?

Descubra como um sistema ERP funciona, quais são seus tipos e como a integração bancária pode facilitar a gestão empresarial.

Atualizado em

Mariana Landi

Mariana Landi

Tempo de leitura · 9 min

Publicado em

19 de janeiro de 2024

A organização financeira está entre as preocupações de pequenas e médias empresas brasileiras. Segundo pesquisa da Serasa Experian, 47% desses negócios apontaram resultados financeiros, investimentos e redução de custos entre suas prioridades no início de 2026. 

Nesse cenário, manter informações sobre vendas, estoque, despesas e pagamentos organizadas pode ajudar a empresa a tomar decisões mais eficientes. Uma das tecnologias usadas para isso é o sistema ERP, que permite integrar diferentes áreas do negócio em uma única plataforma. 

Neste conteúdo, entenda o que é ERP, conheça os principais tipos de sistemas, descubra como eles podem atender empresas de diferentes portes e compreenda as possibilidades de integração com serviços bancários. 

Aproveite para ler outros conteúdos relacionados:  

O que é ERP? 

ERP é a sigla para Enterprise Resource Planning, expressão em inglês que se traduz em Planejamento de Recursos Empresariais. Trata-se de um software de gestão empresarial usado para centralizar informações, integrar setores e automatizar processos administrativos e operacionais. 

Na prática, o sistema permite que diferentes áreas compartilhem dados em um mesmo ambiente. Dessa forma, informações relacionadas a vendas, estoque, compras, finanças e outras atividades podem ser acompanhadas de maneira integrada. 

Por exemplo, uma empresa que faz uso de um ERP pode registrar suas vendas, acompanhar despesas, organizar pagamentos e consultar informações financeiras sem depender de diferentes planilhas para cada atividade. 

Essa centralização facilita o acesso aos dados e pode reduzir erros decorrentes de registros duplicados ou informações desatualizadas. 

É importante destacar que as funcionalidades disponíveis dependem do software contratado e dos módulos utilizados pela empresa. Alguns sistemas oferecem recursos mais básicos de gestão, enquanto outros permitem integrar processos complexos e diferentes plataformas. 

Como um sistema ERP funciona? 

Um sistema ERP funciona por meio de módulos integrados, responsáveis por organizar informações de diferentes setores de uma companhia. 

Cada um atende a uma necessidade específica, como controle financeiro, gestão de estoque, vendas ou compras. A principal característica dessa estrutura é a possibilidade de compartilhar informações entre essas áreas, o que evita que os mesmos dados precisem ser registrados repetidamente. 

Quando um cliente realiza uma compra em uma loja de roupas, por exemplo, o sistema pode registrar a venda e atualizar automaticamente a quantidade de produtos disponíveis no estoque. Ao mesmo tempo, o módulo financeiro recebe as informações sobre o valor que a empresa tem a receber. 

Se o ERP também estiver integrado aos serviços bancários da empresa, o processo pode ser ampliado. Nesse caso, as informações sobre os recebimentos podem ser usadas na conciliação bancária, o que permite comparar os valores registrados no sistema com aqueles efetivamente recebidos na conta. 

Essa integração reduz a necessidade de conferir manualmente diferentes plataformas e pode facilitar o acompanhamento do fluxo de caixa.  

Quais são os tipos de ERP? 

OExistem diferentes tipos de ERP, classificados de acordo com a forma como o software é implementado e disponibilizado para a empresa. 

Entre os principais modelos estão o ERP em nuvem, o ERP local e o ERP híbrido. Cada um apresenta características que podem atender a diferentes necessidades operacionais e tecnológicas. 

ERP em nuvem 

O ERP em nuvem é um sistema hospedado em servidores remotos e acessado pela internet. Isso significa que a empresa não precisa necessariamente manter uma infraestrutura própria para hospedar o software. 

Uma das principais características desse modelo é a possibilidade de acessar as informações de diferentes locais, desde que o usuário tenha conexão com a internet e as permissões necessárias. 

Além disso, as atualizações e parte da manutenção da infraestrutura costumam ser administradas pelo fornecedor. 

Esse modelo pode ser interessante para empresas que precisam de acesso remoto às informações ou desejam ampliar os recursos do sistema conforme o crescimento das operações. 

ERP local 

O ERP local, também conhecido como on-premises, é instalado em uma infraestrutura administrada pela própria empresa. 

Nesse modelo, a organização detém maior controle sobre o ambiente em que o sistema funciona, o que inclui aspectos relacionados à infraestrutura e às configurações tecnológicas. 

Por outro lado, a implementação pode exigir investimentos em servidores, manutenção, atualizações e profissionais de tecnologia da informação. 

Por isso, costuma ser uma alternativa considerada por empresas que possuem estrutura tecnológica própria ou requisitos específicos de operação. 

ERP híbrido 

O ERP híbrido combina características dos modelos local e em nuvem. 

Nesse formato, determinadas informações ou funcionalidades podem permanecer no ambiente da empresa, enquanto outras são disponibilizadas por serviços em nuvem. 

Essa combinação pode atender organizações que precisam integrar sistemas já existentes a novas soluções tecnológicas, sem necessariamente substituir toda a infraestrutura. 

A escolha entre os três modelos depende de fatores como orçamento, porte da empresa, necessidades de acesso, estrutura de TI e requisitos operacionais. 

Para quem serve o uso de ERP? 

Aqui no C6 Bank, além de aproveitar 200 boletos grátis/mês (a partir da 201ª liquidação, é cobrada uma tarifa de R$ 1,89 por boleto liquidado), o seu negócio também Embora seja frequentemente associado a grandes organizações, o ERP também pode atender pequenos negócios que precisam organizar suas atividades, e se adapta a diversos tipos de empresa. 

A diferença está principalmente na complexidade das operações e nos recursos necessários para administrá-las. 

ERP para pequenas empresas 

Um ERP para pequenas empresas pode ajudar a substituir controles dispersos em planilhas por um sistema de gestão integrado. 

Imagine uma pequena loja que registra suas vendas em uma planilha, controla o estoque em outra e acompanha os pagamentos aos fornecedores por meio do extrato bancário. 

Além de consumir tempo, essa divisão pode dificultar a identificação de despesas, valores a receber e produtos que precisam ser comprados novamente. 

Com um sistema de gestão para pequenas empresas, essas informações podem ser organizadas em um único ambiente, o que facilita atividades como acompanhamento de vendas, controle de estoque, gestão de despesas e organização de contas a pagar e a receber. 

Assim, o empreendedor pode dedicar menos tempo à consolidação manual de dados e concentrar seus esforços em decisões relacionadas ao crescimento do negócio. 

ERP para grandes empresas 

Nas grandes companhias, o ERP pode desempenhar papéis importantes na integração de operações mais complexas. 

Organizações com filiais, departamentos ou centros de custo precisam administrar grandes volumes de informações e garantir que os processos sigam critérios consistentes. 

Nesse contexto, o sistema permite reunir dados de diferentes unidades, padronizar atividades e automatizar tarefas recorrentes. 

Por exemplo, uma rede de lojas pode consolidar informações financeiras de suas unidades e acompanhar resultados por estabelecimento via ERP. 

Dessa forma, a empresa consegue ter uma perspectiva mais ampla de suas operações, sem depender exclusivamente de relatórios produzidos separadamente por cada departamento. 

Por que integrar o sistema ERP com banco? 

A integração do sistema ERP com os serviços bancários permite conectar determinadas atividades financeiras da empresa ao software de gestão do dia a dia. 

Sem essa conexão, uma equipe financeira pode precisar acessar o sistema ERP para consultar as contas a pagar, entrar no ambiente bancário para realizar as operações e depois retornar ao software para atualizar os registros. 

Com a integração, parte dessas etapas pode ser automatizada, conforme as funcionalidades oferecidas pelo banco e a compatibilidade do sistema. 

Entre as principais vantagens dessa conexão, estão: 

  • Automação de pagamentos e cobranças: permite integrar operações financeiras, como Pix, boletos e outras modalidades compatíveis, reduzindo a necessidade de executar determinadas tarefas manualmente. 
  • Consulta de informações bancárias: possibilita acessar dados como saldo, extrato e movimentações financeiras no ambiente integrado, quando esses recursos estiverem disponíveis. 
  • Redução de erros operacionais: diminui a necessidade de transferir informações entre plataformas, o que pode evitar falhas de digitação e registros inconsistentes. 
  • Acesso mais ágil aos dados: facilita o acompanhamento das movimentações financeiras e, dependendo da integração, permite consultar informações atualizadas em tempo real. 
  • Maior capacidade operacional: ajuda empresas com volumes elevados de transações a organizar pagamentos e recebimentos sem aumentar proporcionalmente o trabalho manual. 
  • Ganho de produtividade: permite que as equipes financeiras dediquem menos tempo a tarefas repetitivas e mais atenção à análise das informações. 

Com isso, o ERP deixa de ser apenas uma ferramenta de organização interna e passa a se conectar também à execução e ao acompanhamento de operações financeiras.

Qual é a diferença entre CNAB e ERP? 

Embora possam ser usados em conjunto, ERP e CNAB não são a mesma coisa. 

O ERP é um sistema de gestão empresarial, responsável por organizar informações e processos de diferentes áreas do negócio. 

Já o CNAB, sigla para Centro Nacional de Automação Bancária, é um padrão da troca de arquivos com informações financeiras entre empresas e instituições bancárias. 

Para entender a diferença, imagine uma empresa que precisa pagar diversos fornecedores. 

O ERP pode organizar as contas a pagar e gerar um arquivo CNAB com as informações necessárias. Esse arquivo é encaminhado ao banco, que processa as operações conforme os procedimentos aplicáveis. 

Posteriormente, um arquivo de retorno pode ser gerado para atualizar os registros financeiros no sistema de gestão.

Qual é a diferença entre CNAB e API bancária? 

Além do CNAB, as empresas podem utilizar APIs bancárias para conectar seus sistemas de gestão aos serviços financeiros. 

API é a sigla para Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicações. Trata-se de uma tecnologia que permite a comunicação entre diferentes sistemas. 

A principal diferença está na forma como as informações são transmitidas. 

CNAB
API bancária
Usa arquivos padronizados para trocar informações financeiras.
Permite a comunicação entre sistemas por meio de interfaces de programação.
Pode envolver geração, envio e processamento de arquivos.
Pode automatizar a troca de informações sem depender do envio manual de arquivos.
Permite organizar operações e processar informações de retorno.
Pode oferecer consultas e atualizações mais ágeis, inclusive em tempo real quando disponível.

Para conhecer melhor essas possibilidades, confira a seguir como funciona a integração via API do C6 Bank e entenda como essa tecnologia pode ser aplicada às rotinas financeiras de uma empresa. 

Conheça as soluções de integração ERP do C6 Bank 

O sistema ERP ajuda a centralizar informações e organizar processos de diferentes áreas da empresa. Quando integrado aos serviços bancários, ele também pode facilitar a execução de pagamentos, o acompanhamento de recebimentos e a consulta de movimentações financeiras, o que reduz a necessidade de alternar entre diferentes plataformas. 

Para conectar essas atividades, o C6 Bank oferece APIs de integração que permitem a comunicação entre sistemas de gestão empresarial e serviços bancários compatíveis. Com isso, sua empresa pode automatizar rotinas financeiras e ganhar mais eficiência no dia a dia. 

Quer aproveitar essas possibilidades no seu negócio? Conheça as APIs de integração do C6 Bank e, se sua empresa já faz uso de um ERP, leia o guia sobre como ativar a integração do ERP com as APIs C6 Bank. 

Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app. 


Mariana Landi
Redatora

Mariana Landi

Formada em Letras pela Universidade de São Paulo, atua com planejamento e criação de conteúdo há 4 anos

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