Sua empresa está preparada para enfrentar riscos digitais? Entenda quais medidas de proteção devem acompanhar a evolução do negócio.
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Equipe C6 Bank
Tempo de leitura · 8 min
Publicado em
30 de outubro de 2026
Conforme uma empresa cresce, novas pessoas passam a fazer parte da equipe, diferentes sistemas são incorporados à rotina e um maior número informações é armazenado. Essas mudanças trazem oportunidades para o negócio, mas também exigem atenção extra à segurança digital.
Segundo um levantamento do Serasa em 2025, 48% dos consumidores já deixaram de fazer uma compra por falta de segurança no site ou aplicativo. O dado mostra como a proteção digital pode influenciar a confiança dos clientes e decisões de compra. Por isso, esse tema não deve ser uma preocupação exclusiva da área de tecnologia de grandes empresas. Ela também faz parte da gestão de pequenos e médios negócios.
Neste conteúdo, entenda o que é segurança digital, conheça os principais riscos e saiba quais medidas podem ajudar a proteger sua empresa em diferentes etapas de crescimento.
Segurança digital é o conjunto de práticas, processos e tecnologias usado para proteger o espaço digital. O objetivo, principalmente para empresas, é reduzir a exposição a ameaças e evitar situações que possam comprometer dados e operações, tanto da empresa como de fornecedores ou clientes. Por exemplo, uma empresa que usa uma plataforma de vendas precisa garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso aos dados dos pedidos e dos consumidores.
Nesse contexto, também é comum que o termo cibersegurança e segurança digital sejam usados. Embora os conceitos sejam próximos, eles costumam ter algumas diferenciações. Entenda:
Portanto, os três conceitos se complementam e não seguem uma hierarquia rígida. Na prática, eles se complementam e são importantes para preservar as informações e contribuir para a continuidade das atividades empresariais.
O crescimento de uma empresa não representa apenas um aumento nas vendas ou no número de clientes. Conforme a operação se expande, também podem surgir novas ferramentas, processos e responsabilidades que exigem cuidados adicionais de proteção. Nesse cenário, manter os mesmos processos de segurança de quando o negócio era menor pode aumentar a exposição a riscos digitais. Entre as mudanças que merecem atenção, estão:
Sendo assim, incorporar a segurança digital ao planejamento empresarial é uma forma de acompanhar a evolução do negócio e reduzir vulnerabilidades que podem comprometer as atividades.
Conheça alguns dos principais riscos e entenda como eles podem afetar a rotina empresarial:
O phishing é uma modalidade de golpe em que criminosos usam e-mails, mensagens ou páginas falsas para conseguir informações confidenciais, como senhas e dados de acesso.
Normalmente esse método envolve técnicas de engenharia social, que exploram a confiança ou a urgência para convencer uma pessoa a compartilhar informações, como senhas, por exemplo. Dessa forma, é importante orientar as equipes a identificar comunicações suspeitas e sempre confirmar pedidos que exijam algum tipo de dado sensível.
O vazamento de dados acontece quando informações sigilosas são expostas ou acessadas de forma indevida. Isso pode ocorrer quando acontece ataques cibernéticos, compartilhamentos incorretos ou perda de dispositivos.
Em uma empresa, essas informações sigilosas podem incluir dados pessoais de clientes e colaboradores, contratos, documentos financeiros e registros de fornecedores. Sendo assim, em situações de vazamento desses dados, as consequências podem envolver prejuízos financeiros em decorrência da interrupção da operação, como também perda de confiança dos clientes e até mesmo penalidades ligadas a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Por isso, deve-se avaliar quais informações são armazenadas, onde estão localizadas e quem realmente precisa acessá-las.
O compartilhamento de senhas entre colaboradores e permissões desnecessárias após desligamentos são exemplos de situações que podem gerar vulnerabilidades. Por exemplo, um funcionário responsável apenas por consultar informações financeiras não precisa necessariamente ter autorização para realizar transferências ou modificar dados de pagamento. Portanto, é necessário estabelecer diferentes níveis de permissão pois dessa forma é possível organizar melhor as responsabilidades dentro da empresa e reduzir o risco de operações indevidas.
Um dos principais riscos no espaço digital são ameaças que podem comprometer a disponibilidade de arquivos, plataformas e serviços usados no cotidiano empresarial. Esse ataque é chamado de ransomware, que é um tipo de software malicioso que pode bloquear o acesso a dados ou sistemas e exigir um pagamento para tentar restabelecê-lo. Vale destacar que pode acontecer juntamento ao phishing, com engenharia social para as vítimas acessarem estes arquivos.
Para uma empresa que depende de ferramentas digitais para vender, atender clientes ou emitir documentos, a indisponibilidade do sistema pode provocar atrasos e interromper atividades importantes.
Uma estratégia de cibersegurança não precisa começar com a implementação de ferramentas complexas. Pequenas e médias empresas podem adotar medidas fundamentais de proteção e melhorá-las conforme as necessidades evoluem. Descubra as cinco etapas que podem ajudar nesse planejamento.
O primeiro passo é conhecer os recursos digitais que são usados pela empresa. Isso inclui mapear sistemas de gestão, plataformas de vendas, ferramentas de comunicação e as informações armazenadas. Também é importante identificar quais atividades dependem diretamente dessas soluções.
Com esse levantamento, fica muito mais fácil reconhecer os processos prioritários e direcionar os investimentos em proteção.
Uma vez que nem todos os funcionários precisam acessar as mesmas informações ou fazer as mesmas operações, uma das principais medidas de segurança digital é definir permissões de acordo com as responsabilidades de cada pessoa.
Além disso, os acessos devem ser revisados periodicamente, principalmente quando um colaborador muda de função ou deixa a empresa. Dessa forma, a empresa pode organizar os acessos de acordo com as atribuições de cada integrante da equipe, o que mantém maior controle sobre as operações.
Computadores, celulares e contas corporativas também precisam de cuidados para reduzir a possibilidade de acessos indevidos. Entre as principais recomendações estão:
Vale reforçar que segurança digital não depende apenas da tecnologia. O comportamento das pessoas também influencia a proteção das informações e dos sistemas da empresa. Por isso, é importante promover orientações e treinamentos para que os colaboradores saibam reconhecer situações suspeitas e agir de maneira adequada. Eles podem abordar temas como identificação de mensagens fraudulentas, cuidados com links e anexos, proteção de senhas e verificação de solicitações financeiras.
Mesmo com medidas preventivas, nenhuma empresa está completamente livre de incidentes digitais. Por isso, também é necessário pensar em como recuperar informações e retomar as atividades diante de uma ocorrência. Uma das práticas recomendadas é a realização de backups, ou seja, cópias de segurança dos arquivos e dados importantes.
Essas cópias devem ser armazenadas de maneira protegida e ter sua recuperação testada periodicamente. Além disso, a empresa pode estabelecer um plano para quando uma ameaça for identificada, como definir quem deve acionado, quais medidas tomar e quais procedimento deve ser adotados para recuperar as informações.
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) disponibiliza o Guia de Segurança da Informação, que reúne orientações e um checklist para ajudar organizações menores na adoção de medidas de proteção.
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estabelece regras para o tratamento de dados pessoais, que inclui sua coleta, o uso, armazenamento e compartilhamento. Na prática, isso significa que todas as empresas que lidam com informações pessoais de clientes, funcionários e outros indivíduos devem observar as obrigações previstas na legislação.
Enquanto a LGPD trata especificamente da proteção de dados pessoais e dos direitos de seus titulares, a segurança digital é um pouco mais abrangente. Ela trata de sistemas, dispositivos, informações corporativas e até operações que não necessariamente envolvem dados pessoais, como o controle de estoque, por exemplo.
Assim, adotar práticas de segurança digital pode contribuir tanto para a prevenção de incidentes quanto para o cumprimento das responsabilidades legais da empresa.
As necessidades de proteção de uma empresa podem mudar conforme suas atividades se tornam mais complexas. Por isso, os procedimentos de segurança não devem ser definidos apenas uma vez e permanecer inalterados.
A segurança digital deve fazer parte do planejamento empresarial, ao acompanhar as transformações do negócio e ajudando a preservar a continuidade das atividades. Isso também inclui revisar quem pode acessar informações e fazer operações financeiras em nome da empresa.
Para facilitar esse controle, o C6 Bank oferece a funcionalidade de Gestão de Acessos e Usuários, por exemplo, que permite personalizar as permissões de quem tem a conta C6 Empresas. Assim, é possível definir quais informações, funções e serviços ficam disponíveis para cada usuário, de acordo com suas responsabilidades.
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