Entenda o que são agentes de IA, como funcionam e de que forma essa tecnologia pode facilitar processos e apoiar a rotina das empresas.
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Equipe C6 Bank
Tempo de leitura · 9 min
Publicado em
25 de setembro de 2026
A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitas empresas. Ferramentas de IA generativa ajudam a criar textos, resumir documentos, analisar informações e apoiar diferentes atividades do dia a dia. No entanto, uma evolução começa a ganhar espaço: os agentes de IA.
Segundo estudo da Deloitte de 2025, 95% das organizações brasileiras pesquisadas já planejam adotar esse método em até dois anos para implementar na estratégia da operação.
Neste artigo, entenda o que são agentes de IA, como funcionam, de que forma podem ser usados pelas empresas e os cuidados necessários que deve considerar antes de adotar essa tecnologia.
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Agentes de inteligência artificial são sistemas capazes de receber um objetivo, analisar as informações e executar ações para tentar alcançá-lo de forma independente. A depender da maneira que são configurados, eles podem planejar etapas, usar diferentes ferramentas e adaptar os próximos passos aos resultados encontrados durante o processo.
Isso não significa que todo agente funcione de forma completamente autônoma. O nível de atuação depende de fatores como sua configuração, as permissões concedidas e, principalmente, a necessidade de aprovação humana em algumas etapas.
Além disso, deve ser levado em consideração o tipo de inteligência artificial que será usada para determinada tarefa. Algumas IAs tem uma natureza voltadas, por exemplo, a análise de dados e desenvolvimento de códigos para programação, enquanto outras, possuem maior afinidade com automações e o dia a dia corporativo. No momento da escolha, esses critérios ajudam a entender qual delas podem fazer mais sentido para o negócio.
Embora seja comum que os conceitos estejam relacionados, eles não representam a mesma coisa. Entenda mais:
Para exemplificar o papel de cada um deles, imagine que o chatbot deve explicar como estruturar um relatório de vendas, enquanto isso uma ferramenta de IA generativa poderá criar um modelo desse documento. Por fim, um agente, quando integrado e autorizado a acessar sistemas, pode reunir os dados, organizá-los e preparar uma primeira versão do relatório já com as informações necessárias.
Administrar uma empresa envolve muito mais do que desenvolver e vender um produto ou serviço. Há tarefas como: atendimento, acompanhamento de clientes, análise de informações e diferentes processos que consomem tempo das equipese a inteligência artificial pode apoiar nisso. A tecnologia possibilita agilizar e organizar tarefas, o que ajuda a liberar tempo das equipes para atividades que exigem maior atenção, relacionamento ou tomada de decisão. Também pode facilitar o acesso a informações que estão dispersas em diferentes fontes e transformá-las em dados mais organizados para a gestão.
Nesses casos, os agentes de IA podem gerar interesse, principalmente ao combinar inteligência artificial com ferramentas e sistemas já usados pela empresa. A depender da configuração, podem buscar e cruzar dados, identificar erros ou padrões, gerar insights, atualizar informações e executar tarefas repetitivas. Dessa forma, cabe o papel para o empreendedor de identificar onde essa capacidade pode gerar valor significativo para o negócio. Isso passa por entender quais atividades consomem mais recursos, onde existem oportunidades de ganhar eficiência e quais decisões ainda dependem da experiência e do julgamento humano. É entre tecnologia, tempo e capacidade de decisão que a IA pode assumir um papel mais estratégico na gestão, como explica Virginia Linhares, Head do C6 Empresas:
“A maior transformação que a inteligência artificial pode trazer para uma empresa não é simplesmente fazer as mesmas coisas mais rápido. É permitir que o gestor use melhor aquilo que tem de mais escasso: seu tempo e sua capacidade de decisão. Quando a IA ajuda a organizar informações dispersas, estruturar análises, eliminar tarefas repetitivas e transformar dados em ação, ela deixa de ser apenas uma ferramenta de produtividade e passa a ampliar a própria capacidade de gestão do negócio. O valor não está em usar IA por usar, mas em saber quais problemas colocar diante dela — e manter o julgamento humano onde ele realmente importa.”
As possibilidades variam de acordo com o setor, o tamanho da empresa e os sistemas utilizados, mas os agentes podem atuar em diferentes frentes da rotina empresarial:
Antes de aplicar a inteligência artificial, é importante entender as necessidades do negócio e qual tipo de problema pode ser solucionado com ela. Antes de um empreendedor aderir um agente, é importante levar em consideração alguns critérios para a tarefa:
Esse diagnóstico ajuda a evitar o uso de tecnologia apenas por novidade, sem avaliar o valor que irá agregar para o negócio.
Para empresas menores, esse cuidado pode ser ainda mais importante. Recursos, tempo e equipe costumam ser mais limitados, o que torna essencial avaliar se a tecnologia realmente traz eficiência ou apenas adiciona uma nova camada de complexidade.
Por exemplo, uma loja virtual que recebe poucos pedidos por dia pode não ter um ganho relevante ao implementar um agente de IA para acompanhar cada venda. Já em uma operação com grande volume de pedidos e tarefas repetitivas, a tecnologia pode ajudar a reduzir etapas manuais e liberar tempo da equipe.
Não necessariamente. A tendência é que os métodos convivam e sejam usados em situações diferentes. A escolha da solução mais adequada depende de cada contexto. Para uma tarefa simples, repetitiva e bem estruturada, uma automação tradicional, como chatbots, pode ser mais adequada. Sendo assim, é importante entender que agentes de IA não substituem automaticamente tudo o que já existe. Eles ampliam o leque de possibilidades e podem complementar atividades que já fazem parte da operação.
A capacidade de executar ações também exige mais atenção à segurança. Entre eles estão a proteção dos dados usados, a definição de permissões e o acompanhamento das atividades realizadas pela tecnologia.
Um dos primeiros pontos é entender quais dados o agente poderá acessar. Conforme o uso, ele poderá lidar com informações de clientes, documentos internos ou dados estratégicos da empresa. Nesse processo, a empresa pode limitar o acesso apenas aos dados e sistemas necessários para aquela atividade. Também é importante definir permissões e em alguns processos, pode ser necessário exigir aprovação humana antes que uma tarefa seja concluída.
Vale destacar que sistemas de IA podem cometer erros, interpretar informações de forma incorreta ou produzir resultados imprecisos. Em atividades de menor impacto, o agente pode ter mais autonomia para executar etapas. Já em processos que envolvem decisões importantes, dados sensíveis ou ações com consequências para clientes e para a própria empresa, pode ser necessário estabelecer pontos de revisão e aprovação humana. Por isso, supervisão deve fazer parte da implementação desde o início.
A Inner AI é uma plataforma brasileira que reúne diferentes modelos de inteligência artificial em um só lugar. A assinatura da plataforma dá acesso a chats com IA, análise e criação de documentos, biblioteca de prompts e recursos para gerar diferentes formatos de conteúdo. A plataforma também permite criar agentes de IA para executar tarefas e fluxos de trabalho a partir de objetivos definidos.
Em vez de assinar vários serviços de inteligência artificial, o cliente PJ com a conta C6 Empresas pode acessar diferentes tecnologias de forma centralizada e contar com recursos estruturados para o dia a dia do empreendedor, como um Pack de Gestão exclusivo dentro da plataforma. Ele reúne 8 assistentes e mais de 65 prompts estruturados para áreas como financeiro, jurídico, marketing, comercial, pessoas e organização da operação.
Além disso, os clientes C6 Empresas que contratarem os planos têm acesso a 25% de desconto na contratação. Com isso, fica mais fácil transformar as demandas do dia a dia em instruções para a IA.
Os agentes de IA ainda estão em evolução, mas já indicam uma mudança importante na forma como empresas podem usá-los. Se a IA generativa popularizou ferramentas capazes de conversar, criar e resumir conteúdos, os agentes ampliam essa lógica ao aproximar a tecnologia da execução de tarefas. Essa evolução já pode ser percebida em soluções aplicadas à rotina financeira.
Ainda assim, essa evolução envolve diferentes aspectos além do avanço da tecnologia. A forma como as empresas escolhem aplicar, estabelecer limites e combinar automação com supervisão humana continuará sendo decisiva. Mais do que acompanhar uma tendência, o desafio está em usar ferramentas com propósito de resolver problemas reais e gerar valor para o negócio.
Para acompanhar outras tendências e entender como inovação, tecnologia e novos comportamentos podem impactar os negócios confira mais conteúdos sobre o tema:
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