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Como declarar investimentos no exterior: um guia para o IRPF 2026 

Com cada vez mais brasileiros investindo no exterior, entender como declarar esses ativos no Imposto de Renda 2026 é imprescindível.

Atualizado em

Natália Maruyama

Tempo de leitura · 6 min

Publicado em

15 de março de 2023

Se você mora no Brasil e investiu no exterior em 2025, precisa prestar contas com o Leão este ano. Embora declarar investimentos possa parecer uma tarefa difícil, a equipe do C6 Bank reuniu todas as informações necessárias para você enviar seus dados à Receita Federal sem grandes complicações.   

Assim, além de possibilitar que você invista fora no Brasil em pouco cliques, estaremos presentes em todos os processos da sua vida financeira internacional. Vamos começar?  

Gostaria de ler outros conteúdos relacionados à declaração de Imposto de Renda? Leia o que separamos para você:   

Importante: este texto é uma forma de ajudar na sua busca por informações. Em caso de dúvidas, procure um contador ou profissional qualificado para auxiliar na sua declaração.   

Quem tem investimentos no exterior precisa declarar? 

Sim. Se você teve rendimento tributável em 2025 com aplicações no exterior, é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026. E, logo, também deve informar à Receita seus bens e direitos no exterior, além dos respectivos rendimentos auferidos.   

Além disso, também há obrigatoriedade em declarar o IR quem:   

  • Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física.   

Atualização da tributação de investimentos no exterior em 2024 

  • A Receita Federal anunciou mudanças que exigem a declaração de ganhos financeiros no exterior, conforme a Lei nº 14.754/2023. Antes isentos, lucros e dividendos de offshore e trusts agora serão tributados em 15% ao ano, mesmo que o dinheiro permaneça fora do Brasil, em adequação à Lei das Offshores.  

Como declarar investimentos no exterior: passo a passo   

O seguinte passo a passo é aplicável para declaração de investimentos no exterior:   

  • Abra a ficha “Novo Bem e Direito”, ou a ficha do bem e direito informado na declaração anterior, caso tenha importado a declaração de 2025;   
  • Insira o grupo e o código correspondente ao tipo de ativo, como por exemplo Grupo 1 para bens imóveis e Grupo 3 para participações societárias;   
  • Especifique o país em que o investimento está situado;   
  • Informe dados como o número da conta, nome da aplicação e instituição financeira custodiante, assim como outras informações pertinentes conforme o tipo de investimento;  
  • Informe também a sua opção pela tributação, conforme seja o Modelo Transparente (tributação individual das aplicações financeiras) ou o Modelo Opaco (tributação global da entidade controlada no exterior). Atenção: nem todos os investimentos financeiros no exterior permitem que o investidor escolha o modelo de tributação. Informe-se com a sua instituição.

Como declarar Trust e entidades controladas 

As regras de tributação para investimentos no exterior preveem diferentes regimes a depender da classificação do investimento, que poderá ser classificado como:   

  • Entidade controlada: em geral, são conhecidas como “offshores”. São empresas ou fundos de investimento na qual o investidor detém mais de 50% de participação ou de direito, ou que possua preponderância nas votações;   
  • Trust: forma de organização de bens regidas por contratos que trazem regra de destinação e administração de bens que são conferidos pelo seu instituidor para um beneficiário;   
  • Aplicações financeiras no exterior: operações financeiras fora do país que não se enquadrem nos modelos anteriores.   

A legislação permite, ao contribuinte que detém uma entidade controlada, optar pelo regime de tributação de Aplicações Financeiras no Exterior.    

Nesses casos, no momento da declaração, o optante, ao invés de declarar na ficha de bens e direitos apenas o investimento na offshore, passará a criar e declarar uma ficha para cada um dos ativos adquiridos por sua Entidade Controlada.    

Como declarar rendimentos de investimento no exterior? 

Os rendimentos ou quaisquer outros valores recebidos de fontes do exterior devem ser recolhidos através do preenchimento da declaração de bens. Para facilitar, separamos uma lista com o que precisa ser declarado:  

  • Trabalho assalariado ou não assalariado;   
  • Uso, exploração ou ocupação de bens móveis ou imóveis, transferidos ou não para o Brasil;   

Exceto pelos investimentos que se enquadram como Aplicações Financeiras no Exterior (que são tributados apenas uma vez por ano, diretamente na Declaração de IRPF, consolidando rendimentos e ganhos de variação cambial), os rendimentos obtidos ao vender investimentos, resgatar aplicações financeiras ou negociar bens e direitos adquiridos em moeda estrangeira precisam ser calculados no programa Ganhos de Capital (GCAP), pois são considerados ganhos de capital. Isso inclui operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e mercados no exterior, assim como a repatriação de valores do C6 Global Invest caso o investidor tenha feito a opção de tributação pelo Modelo Opaco. Vale mencionar que você pode também importar esses dados diretamente para o site da Receita Federal, sem precisar digitar tudo manualmente.  

1. Tributação de Rendimentos  

Os rendimentos de capital aplicado no exterior, a partir de 2024, com a entrada em vigor da Lei n 14.754/2023, passaram a ser tributados pelo Imposto de Renda à alíquota de 15%.

2. Tributação sobre Ganho de Capital

Já a tributação sobre Ganho de Capital, segue a tabela abaixo da Receita Federal: 

Até 5 milhões
Alíquota (%) 
15%
De 5 milhões e um centavo até 10 milhões
Alíquota (%) 
17,5%
De 10 milhões e um centavo até 30 milhões
Alíquota (%) 
20%
Acima de 30.000.000,01
Alíquota (%) 
22,5%

O que significa bitributação ou dupla tributação? 

Bitributação ou dupla tributação é o nome dado para o processo quando em que um investidor precisa pagar impostos tanto no país de origem como no local em que estão os ativos.  

Porém, há alguns casos previstos na legislação para que essa dupla tributação não aconteça. Esse é o caso quando o Brasil permite a compensação por reciprocidade com algum país, como por exemplo os Estados Unidos, ou nos casos em que o Brasil tenha firmado um tratado para evitar a dupla tributação.   

Essa é uma boa notícia para muitos brasileiros que alocam capitais em ações, ETFs e investimentos de renda fixa americanos. Porém, vale apenas reforçar que o imposto pago no exterior irá sofrer descontos na hora que for declarado no Brasil. Além disso, a compensação aqui no Brasil do imposto pago no exterior geralmente está limitada à alíquota de imposto de renda aplicável ao mesmo tipo de investimento no Brasil. Isso significa que, por exemplo, um imposto de 30% pago nos Estados Unidos sobre os dividendos de ações na bolsa americana podem ser compensados até o limite de 15%, que é alíquota brasileira aplicável à tributação das aplicações financeiras no exterior.    

Como investir no exterior com o C6 Bank?

Através do C6 Global Invest é possível investir no exterior com o mesmo aplicativo que você movimenta sua conta corrente no Brasil.

Conheça as vantagens de investir no exterior

Agora você já sabe como declarar investimentos no exterior e a tributação que irá incidir sobre os rendimentos. Além disso, pode conferir as vantagens do C6 Global Invest para quem deseja dolarizar a carteira. O próximo passo é se atentar à data da declaração do Imposto de Renda, que deve ser entregue até o dia 29 de maio de 2026.   

Agora que você aprendeu a declarar investimentos internacionais no Imposto de Renda em 2026, leia outros conteúdos sobre o assunto:   

Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app.   


Redatora

Natália Maruyama

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, atua com produção de conteúdo há mais de 8 anos, com 4 anos de experiência no mercado financeiro.

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