Entenda quais investimentos podem superar o CDI, riscos envolvidos e o que avaliar antes de buscar uma rentabilidade maior.
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Equipe C6 Bank
Tempo de leitura · 11 min
Publicado em
11 de setembro de 2026
Para quem já acompanha o mercado financeiro, investimentos que rendem mais que o CDI representam uma oportunidade de buscar retorno adicional. A referência ganhou ainda mais relevância em um cenário de juros elevados, no qual a renda fixa continua no centro das carteiras. Em 2025, a classe respondeu por 59% do volume investido por pessoas físicas no Brasil, segundo a ANBIMA.
Porém, superar o CDI não significa obter mais retorno com a mesma segurança. Em geral, o ganho potencial maior vem acompanhado de riscos adicionais, como crédito, volatilidade, prazo mais longo ou menor liquidez. Logo, a comparação precisa considerar não apenas a taxa, mas também as características de cada produto.
Neste artigo, conheça as principais alternativas, entenda os riscos envolvidos e descubra como buscar retorno adicional sem deixar de lado o equilíbrio da carteira.
O indicador acompanha a média das operações de empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos e serve como parâmetro para diversas aplicações financeiras. A B3 calcula a Taxa DI a partir dessas transações, enquanto a proximidade com a Selic torna o índice especialmente útil para comparar diferentes alternativas de renda fixa.
Na prática, uma aplicação que oferece 100% do CDI busca acompanhar a Taxa DI do período. Já um papel com 110% do CDI estabelece uma remuneração superior ao indicador. Porém, uma taxa maior não garante melhor resultado, porque impostos e custos reduzem o ganho líquido, enquanto prazo, liquidez e risco de crédito influenciam o retorno e a segurança da aplicação.
Por essas razões, quem procura investimentos de maior rentabilidade precisa analisar o contexto completo da aplicação. Um CDB pós-fixado, por exemplo, permite uma comparação direta com o CDI, enquanto ações apresentam dinâmica diferente e exigem outros parâmetros de avaliação, crescimento dos lucros, geração de caixa, endividamento, preço do ativo e perspectivas para a empresa. Assim, o benchmark deve sempre fazer sentido para a estratégia analisada.
A seguir, entenda quais alternativas podem oferecer um rendimento superior a esse indicador.
Leia também: Como criar o hábito de investir em 2026: estratégias para alcançar suas metas financeiras
As principais alternativas que podem superar o indicador são:
Entenda mais sobre os investimentos de maior rentabilidade a seguir.
Os CDBs pós-fixados acompanham uma taxa de referência, geralmente o CDI. Algumas instituições oferecem percentuais superiores a 100% para atrair recursos, o que pode aumentar o retorno potencial. Porém, antes de escolher esse investimento de maior rentabilidade, vale analisar o emissor, o prazo, a liquidez e a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Para determinados CDBs, o FGC oferece proteção de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado, respeitado o limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Assim, a garantia pode contribuir para a segurança da carteira, mas não elimina a necessidade de diversificação.
Os fundos multimercado permitem que a gestão combine diferentes produtos, de diferentes mercados, como juros, moedas, ações e crédito. Com mais liberdade para montar posições, a estratégia pode buscar retorno superior ao CDI em diferentes cenários econômicos.
Entretanto, maior flexibilidade também amplia os riscos. Assim, antes de investir, analise a estratégia do fundo, o histórico da gestão, a volatilidade, as taxas e o prazo de resgate. Entre os fundos que superam o CDI, alguns podem apresentar perdas em determinados períodos, já que nenhum produto garante retorno acima do benchmark.
As ações representam uma participação em empresas listadas na bolsa. O investidor pode obter retorno por meio da valorização dos papéis e do recebimento de proventos. Quando uma companhia aumenta seus lucros e melhora suas perspectivas, o preço das ações pode subir e superar o CDI.
Porém, o mercado acionário apresenta oscilações e não oferece retorno garantido. Quedas nos preços podem ocorrer diante de mudanças nos juros, na economia ou nos resultados das empresas. Portanto, ações costumam exigir horizonte de longo prazo e maior tolerância à volatilidade.
Os fundos imobiliários permitem investir no mercado de imóveis e recebíveis sem comprar uma propriedade diretamente. Os FIIs podem distribuir rendimentos aos cotistas e gerar ganhos ou perdas com a valorização das cotas.
Entretanto, os rendimentos não são garantidos e as cotas podem oscilar diariamente. Vacância, inadimplência, juros, qualidade dos imóveis e decisões da gestão podem afetar os resultados. Dessa forma, avalie tanto o potencial de geração de renda quanto a possibilidade de desvalorização antes de investir.
Em todas as categorias, a relação entre risco e retorno de investimentos merece atenção. Quanto maior o potencial de ganho, maior pode ser a exposição a perdas, menor liquidez ou maior prazo.
Por essa razão, a escolha deve considerar objetivos, perfil de investidor e composição da carteira, e não apenas a promessa de uma taxa superior ao CDI.
Agora que você conhece algumas alternativas, vale aprofundar a análise dos investimentos de maior rentabilidade dentro da própria renda fixa e entender quais riscos acompanham essas oportunidades.
Estes são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos. Em troca do capital, a companhia paga uma remuneração definida na emissão. Desse modo, algumas debêntures oferecem renda fixa acima do CDI como forma de compensar o maior risco de crédito.
Antes de investir, analise a situação financeira da empresa por meio de demonstrações financeiras, relatórios e indicadores de endividamento, geração de caixa e resultados, as garantias, o prazo e a classificação de risco. Além disso, considere a liquidez, pois pode ser difícil vender o título antes do vencimento pelo preço desejado. É importante ressaltar que debêntures não contam com a garantia do FGC.
CRI e CRA são títulos de crédito ligados aos setores imobiliário e do agronegócio. Na prática, o investidor financia operações relacionadas a esses mercados e recebe uma remuneração conforme as condições definidas na emissão. Dessa forma, essas alternativas podem fazer parte de uma carteira em busca de investimentos que rendem mais que o CDI.
Por outro lado, CRIs e CRAs não contam com a garantia do FGC. Portanto, antes de investir, avalie o risco de crédito da operação, a capacidade de pagamento dos devedores, as garantias, o prazo e a liquidez. A análise também deve considerar as regras tributárias aplicáveis a cada produto.
Alguns títulos podem oferecer remuneração superior, principalmente quando apresentam maior risco de crédito, prazo mais longo ou menor liquidez. CDBs, debêntures, CRIs e CRAs estão entre as alternativas que podem entregar retorno maior, conforme as condições da emissão e o cenário econômico. Dessa forma, a análise exige atenção individual.
Porém, uma taxa maior costuma compensar risco adicional. CDBs, LCIs e LCAs elegíveis podem contar com cobertura do FGC, dentro dos limites estabelecidos.
Nesse cenário, continue a leitura para ampliar a análise para alternativas de renda variável, que apresentam maior potencial de retorno e também mais volatilidade.
Ações e fundos imobiliários podem superar o CDI em determinados períodos, mas não oferecem remuneração previsível. Os preços oscilam conforme juros, cenário econômico, resultados das empresas e expectativas do mercado. Portanto, quem busca ganhos maiores precisa aceitar possíveis perdas e considerar um horizonte mais longo para os recursos aplicados.
Entre os investimentos que rendem mais que o CDI, ações e FIIs podem ampliar o potencial de ganhos. Porém, também apresentam maior volatilidade.
A principal dica, nesse cenário, é avaliar o risco e o retorno de investimentos, bem como o prazo e a necessidade de liquidez antes de incluir esses ativos na carteira.
Além das ações e dos FIIs, os fundos oferecem diferentes estratégias para buscar retorno acima do CDI. Saiba mais no próximo bloco.
Os fundos que podem superar o indicador são:
Porém, lembre-se de que nenhum fundo garante retorno superior ao CDI. O resultado depende de estratégia, gestão, custos e mercado. Portanto, compare fundos com alternativas, como títulos pós-fixados, e avalie rentabilidade, risco e prazo de resgate.
Durante o processo de escolha entre os investimentos que rendem mais que o CDI, também é fundamental avaliar os riscos envolvidos em cada alternativa. Entenda como analisar esses critérios a seguir.
Antes de escolher uma aplicação, analise:
Para quem procura investimentos que rendem mais que o CDI, a concentração também merece atenção. Um bom rating não elimina riscos, portanto, avalie emissor, endividamento, fluxo de caixa, garantias e condições da emissão.
Depois de avaliar os riscos, diversificar a carteira ajuda a distribuir melhor as oportunidades e reduzir a concentração.
Uma carteira diversificada, conforme o perfil do investidor, pode combinar:
A diversificação não elimina perdas, mas reduz a concentração de recursos em um único emissor, classe de ativo ou cenário econômico. Ao buscar investimentos que rendem mais que o CDI, combine diferentes emissores, prazos e classes, incluindo títulos pós-fixados. Assim, a carteira não depende de uma única fonte de retorno.
Buscar investimentos que rendem mais que o CDI pode fazer sentido para quem aceita assumir riscos adicionais em troca de maior potencial de retorno. Porém, a decisão não deve considerar apenas a taxa oferecida. Prazo, liquidez, emissor, tributação, volatilidade e concentração também influenciam o resultado.
Desse modo, uma carteira de alta renda pode combinar diferentes estratégias. Afinal, a renda fixa pode oferecer previsibilidade e liquidez, enquanto ações, FIIs e fundos que superam o CDI são opções para ampliar o potencial de valorização.
Além disso, a rentabilidade passada não garante resultados futuros. Ou seja, uma aplicação que performou bem em determinado período pode enfrentar um cenário diferente no futuro. Portanto, avalie seu perfil de investidor, os objetivos financeiros e a capacidade de suportar perdas antes de aumentar a exposição ao risco.
O C6 Invest é uma plataforma robusta de investimentos, na qual você encontra diferentes alternativas de renda fixa, renda variável e fundos. Com interface intuitiva e recursos integrados ao app, fica mais fácil acompanhar a carteira e tomar decisões financeiras em um só lugar.
Acesse agora a plataforma, conheça as opções disponíveis e encontre estratégias compatíveis com seus objetivos e perfil de investidor.
A seguir, confira as principais dúvidas sobre o tema.
É um indicador financeiro calculado pela B3 a partir das operações de empréstimos de curtíssimo prazo entre instituições bancárias. O índice acompanha de perto a Selic e serve como referência para diversas aplicações, principalmente produtos de renda fixa. Desse modo, permite comparar diferentes opções de investimento.
Em geral, maior potencial de retorno vem acompanhado de maior exposição a perdas, menor liquidez ou maior prazo. Porém, cada produto apresenta características próprias. Um CDB pode oferecer proteção do FGC dentro dos limites previstos, enquanto uma ação sofre oscilações de mercado. Portanto, avalie emissor, garantias, custos e objetivos financeiros.
O título público acompanha de perto a taxa básica de juros, enquanto a Taxa DI segue dinâmica semelhante. Assim, os resultados costumam ficar próximos. Entretanto, impostos, taxas e custos podem alterar o valor recebido. Além disso, o Tesouro Selic possui regras próprias para negociação, resgate e formação do retorno final.
Não. A categoria permite diferentes estratégias, como posições em juros, moedas, ações e crédito. Portanto, cada carteira apresenta comportamento próprio. O resultado depende das decisões da gestão, das condições econômicas, dos ativos escolhidos e dos custos. Em determinados períodos, o desempenho pode superar a referência; em outros, pode apresentar perdas.
Compare o retorno líquido acumulado com a Taxa DI no mesmo período. Considere também impostos, taxas e custos, pois despesas reduzem o ganho efetivo. Para ativos de renda variável, observe ainda volatilidade e um indicador adequado à estratégia. No C6 Invest, informações sobre desempenho, características e prazos ajudam nessa análise.
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Este artigo tem caráter meramente informativo e não representa solicitação ou recomendação de investimento nos ativos citados. Antes de investir, verifique se os produtos são adequados aos seus objetivos e ao seu perfil de investimentos.
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