Metodologias ágeis: o que são e conheça as 10 principais

Entenda o que são metodologias ágeis, conheça os principais métodos e como essas abordagens ajudam a organizar projetos e rotinas com mais eficiência

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Em primeiro plano, aparece uma pessoa posicionada atrás de uma superfície de vidro, olhando para diferentes post-its quadrados nas cores amarela e azul, distribuídos de forma espaçada e em diferentes alturas. Os post-its estão alinhados de maneira irregular, sugerindo organização visual de ideias. Ao fundo, desfocado, aparece um ambiente urbano visto através do vidro.

Pedro Rodrigues

Tempo de leitura · 9 min

Publicado em

5 de fevereiro de 2026

As metodologias ágeis ganharam relevância em um mercado de trabalho marcado por mudanças rápidas, novas tecnologias e exigência crescente por adaptação. Segundo o relatório Future of Jobs, do Fórum Econômico Mundial, 44% das habilidades exigidas dos profissionais devem mudar até 2027. Diante desse cenário, cresce a busca por modelos mais flexíveis e orientados ao aprendizado contínuo.

Nesse contexto, a adoção de metodologia ágil aumentou de forma consistente dentro das organizações. De acordo com o relatório Pulse of the Profession, do Project Management Institute, empresas que usam abordagens ágeis registram maior taxa de sucesso em projetos. Por esse motivo, essas práticas passaram a se expandir para além da área de tecnologia.

Neste texto, entenda o que é essa forma de trabalhar, por que esse modelo passou a fazer parte do cotidiano profissional e quais são as 10 principais metodologias usadas no mercado.

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O que é metodologia ágil?

Metodologia ágil é um conjunto de práticas que orienta a organização de projetos e atividades com foco em entregas frequentes, colaboração entre pessoas e adaptação rápida a mudanças. Esse modelo surgiu como alternativa a métodos rígidos, que dificultam ajustes ao longo do processo.

O conceito foi consolidado a partir do Manifesto Ágil, criado em 2001 por profissionais de tecnologia. A partir desse documento, equipes de diferentes áreas passaram a adotar princípios voltados para:

  • Pessoas e interações acima de processos e ferramentas;
  • Entregas funcionais acima de documentação extensa;
  • Colaboração acima de negociações contratuais;
  • Resposta mais receptiva a mudanças ao invés de seguir um plano fixo.

Esses valores mostram que a metodologia ágil não tem como objetivo apenas acelerar tarefas. Pelo contrário, ela estrutura ciclos curtos, priorização e revisões frequentes, o que amplia eficiência na gestão de projetos e rotinas.

Por que desenvolver habilidades de metodologia ágil?

No dia a dia profissional, tarefas, prazos e prioridades tendem a ficar mais dinâmicos com os avanços da tecnologia. Diante dessa realidade, métodos tradicionais de planejamento podem deixar de atender às novas demandas, visto que partem da ideia de que tudo pode ser definido desde o início.

A metodologia ágil surge como resposta a esse cenário ao oferecer uma forma mais flexível de organizar atividades e projetos. Em vez de planos longos e fechados, esse modelo trabalha com etapas menores, revisões frequentes e foco no que precisa acontecer em cada momento.

Essa lógica faz sentido para diferentes perfis ao longo da vida profissional e acadêmica. Profissionais que atuam em empresas lidam com múltiplas metas, autônomos organizam clientes e prazos, enquanto estudantes administram trabalhos, provas e projetos ao longo do período acadêmico.

Com a adoção desse tipo de abordagem, alguns benefícios ficam mais evidentes na rotina:

  • Organização de atividades, com divisão objetiva de etapas e prioridades;
  • Tomada de decisão mais rápida, apoiada em análises de curto prazo;
  • Redução de retrabalho, a partir de revisões frequentes;
  • Maior previsibilidade, mesmo em contextos de mudança, assim de maneira a trazer como resultado uma redução de custo e tempo.

Além do campo profissional e acadêmico, esse raciocínio também pode apoiar escolhas do dia a dia. Ao revisar planos e metas com mais frequência, fica mais fácil manter controle sobre decisões e ajustes ao longo do tempo.

As 10 principais metodologias ágeis

Com a ampliação do uso de práticas ágeis em diferentes áreas, surgiram métodos voltados a ritmos, estruturas e níveis de complexidade distintos. A escolha do método pode influenciar diretamente as prioridades, o controle das entregas e a capacidade de adaptação ao longo do projeto.

1. Scrum

O Scrum organiza projetos em ciclos curtos e fixos, chamados de sprints, que começam com uma definição do que será entregue. Durante o ciclo, o foco permanece nas tarefas priorizadas, enquanto ao final ocorre uma revisão do que foi produzido. Na prática, esse modelo costuma funcionar bem em times de tecnologia que desenvolvem funcionalidades em etapas, como a criação incremental de um aplicativo ou a evolução contínua de uma plataforma digital.

Por essa lógica, o Scrum favorece contextos que exigem ritmo constante e acompanhamento próximo, mas tende a gerar frustração quando aplicado a projetos com escopo rígido ou prazos imutáveis, como demandas regulatórias ou entregas únicas. Um erro comum ao adotar o método está em manter muitas tarefas dentro de um mesmo sprint, o que compromete o foco e reduz o valor das revisões frequentes.

2. Kanban

O Kanban organiza o trabalho a partir do fluxo contínuo de tarefas, que são visualizadas em colunas conforme o estágio de execução, como a fazer, em andamento e concluído. Na prática, esse método costuma funcionar bem em equipes que lidam com demandas recorrentes, como times de atendimento, marketing ou operações, nos quais novas solicitações entram com frequência e precisam de acompanhamento constante.

Por esse motivo, o Kanban tende a ser menos indicado para projetos com início e fim bem definidos ou que exigem entregas concentradas em ciclos fechados. Um erro comum na aplicação do método ocorre quando o quadro vira apenas um mural de tarefas, sem limites claros de trabalho em andamento, o que sobrecarrega o time e compromete a previsibilidade do fluxo.

3. Lean

O Lean parte da análise detalhada de cada etapa de um processo, com foco em identificar o que gera valor real para o cliente ou para o resultado final. Na prática, esse método costuma funcionar bem em ambientes com fluxos longos e repetitivos, como operações industriais, logística ou áreas administrativas que acumulam etapas manuais e retrabalho.

Por essa lógica, o Lean tende a ser menos indicado quando o processo ainda não está minimamente estruturado ou quando as atividades mudam o tempo todo, como em projetos altamente experimentais. Um erro comum na aplicação do método ocorre ao eliminar etapas apenas com base em custo ou tempo, sem avaliar se aquela atividade sustenta a qualidade ou a segurança do resultado.

4. Extreme Programming (XP)

O Extreme Programming estrutura o desenvolvimento em ciclos muito curtos, com entregas pequenas e revisões constantes ao longo do projeto. Na prática, esse método costuma funcionar bem em equipes de software que lidam com mudanças frequentes de requisitos, como ajustes contínuos em sistemas internos ou evolução rápida de produtos digitais.

Por esse motivo, o Extreme Programming tende a ser menos indicado para projetos com escopo estável ou com equipes pouco maduras tecnicamente. Um erro comum na aplicação do método ocorre quando as entregas rápidas são priorizadas sem disciplina técnica suficiente, o que compromete a qualidade do código em vez de fortalecê-la ao longo do processo.

5. Design Sprint

O Design Sprint organiza a resolução de problemas em um período curto e intensivo, geralmente distribuído em poucos dias com objetivos bem definidos. Na prática, esse método costuma funcionar bem quando uma equipe precisa testar rapidamente uma ideia, como validar um novo produto, serviço ou funcionalidade antes de investir em desenvolvimento completo.

Por essa lógica, o Design Sprint tende a ser menos indicado quando o desafio exige análise profunda de dados históricos ou quando as decisões dependem de restrições técnicas já conhecidas. Um erro comum na aplicação do método ocorre ao tratar o sprint como uma solução definitiva, quando, na verdade, ele serve para orientar escolhas iniciais e reduzir riscos antes de etapas mais longas.

6. Feature Driven Development (FDD)

O Feature Driven Development organiza o projeto a partir de funcionalidades bem delimitadas, cada uma com escopo claro e resultado esperado. Na prática, esse método costuma funcionar bem em projetos de software corporativo, nos quais há necessidade de acompanhar entregas objetivas, como módulos específicos de um sistema financeiro ou funcionalidades de uma plataforma interna.

Por essa lógica, o FDD tende a ser menos indicado quando os requisitos ainda estão pouco definidos ou mudam com frequência, já que o método depende de funcionalidades previamente estruturadas. Um erro comum na aplicação ocorre ao fragmentar excessivamente o projeto em funções pequenas demais, o que pode gerar sobrecarga de planejamento e dificultar a visão do todo.

7. Dynamic Systems Development Method (DSDM)

O DSDM estrutura o projeto a partir de objetivos e prazos definidos desde o início, que orientam todas as decisões ao longo da execução. Na prática, esse método costuma funcionar bem em projetos com datas inegociáveis, como lançamentos comerciais ou adequações a exigências contratuais, nos quais o escopo pode ser ajustado sem comprometer o objetivo central.

Por essa lógica, o DSDM tende a ser menos indicado quando não há clareza sobre prioridades ou quando a equipe não tem autonomia para tomar decisões rápidas. Um erro comum na aplicação ocorre ao flexibilizar o escopo sem critérios claros, o que pode comprometer o foco do projeto e diluir o valor das entregas.

8. Adaptive Software Development (ASD)

O Adaptive Software Development estrutura o projeto em ciclos que combinam planejamento inicial, execução e revisão ao final de cada etapa. Na prática, esse método costuma funcionar bem em iniciativas exploratórias ou inovadoras, como o desenvolvimento de soluções novas para problemas ainda pouco compreendidos, nos quais as decisões evoluem conforme os aprendizados surgem.

Por essa lógica, o ASD tende a ser menos indicado em projetos que exigem previsibilidade rígida de escopo e cronograma desde o início. Um erro comum na aplicação do método ocorre ao interpretar a flexibilidade como ausência de direção, o que pode comprometer o foco e dificultar a consolidação dos resultados ao longo do processo.

9. Scaled Agile Framework (SAFe)

O SAFe organiza o trabalho por meio de camadas de planejamento que conectam estratégia, coordenação e execução em larga escala. Na prática, esse método costuma funcionar bem em organizações grandes, com várias equipes atuando em projetos interdependentes, como empresas que precisam alinhar diferentes áreas a objetivos comuns.

Por essa lógica, o SAFe tende a ser menos indicado para equipes pequenas ou iniciativas com estrutura simples, já que o nível de formalização pode gerar excesso de processos. Um erro comum na aplicação ocorre quando o framework é adotado de forma rígida, sem considerar o contexto da organização, o que reduz a agilidade em vez de apoiar a execução.

10. Nexus

O Nexus amplia o Scrum para contextos em que várias equipes trabalham sobre um mesmo produto e compartilham responsabilidades de entrega. Na prática, esse método costuma funcionar bem em projetos digitais complexos, como plataformas ou sistemas integrados, nos quais diferentes times desenvolvem partes distintas que precisam funcionar de forma conjunta.

Por essa lógica, o Nexus tende a ser menos indicado quando as equipes atuam de forma independente ou com baixo nível de interdependência. Um erro comum na aplicação ocorre quando a integração vira apenas uma formalidade, sem troca real de informações, o que mantém desalinhamentos e compromete a previsibilidade do resultado.

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Redator

Pedro Rodrigues

Formado pelo Centro Universitário Belas Artes e pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais, atua no mercado financeiro com foco na produção de conteúdo para fomentar a educação financeira.

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