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Como não cair em golpes: o que fazer para se proteger no dia a dia  

Aprenda a garantir uma maior segurança, e evite fraudes que podem trazer prejuízos

Atualizado em

Bruna de Paula

Tempo de leitura · 7 min

Publicado em

7 de junho de 2022

Cair em um golpe financeiro ou digital é mais comum do que parece e, na maioria das vezes, acontece em situações do dia a dia, como um Pix feito apressadamente, uma ligação que aparenta ser do banco ou um link recebido no WhatsApp.  

Neste conteúdo, entenda como os golpes funcionam, quais são os mais comuns hoje e como se proteger.   

Este conteúdo faz parte da editoria de educação financeira do C6 Bank e foi desenvolvido especialmente para pessoas com menor familiaridade digital.  

Leia outras publicações relacionadas ao assunto, para se aprofundar ainda mais no tema:  

Como saber se você está diante de um golpe? 

Os golpes digitais cresceram nos últimos anos, principalmente com o uso de tecnologia e a facilidade com que é possível fazer transferências e trocar mensagens. E embora existam diferentes tipos de fraude, eles costumam seguir padrões

Você deve redobrar a atenção quando houver: 

  • Pressão ou urgência (“faça isso agora ou sua conta será bloqueada”); 
  • Pedidos de dados pessoais ou bancários; 
  • Contato inesperado de desconhecidos ou empresas; 
  • Ofertas boas demais para ser verdade; 
  • Erros de linguagem ou inconsistências nas mensagens;  
Esses sinais existem porque a maioria dos golpes utiliza técnicas de engenharia social, ou seja, manipulação psicológica para induzir decisões rápidas." José Luiz S. | Head de Security do C6 Bank 

Como não cair nos golpes mais comuns da internet? 

A seguir, apresentamos alguns golpes comuns como exemplo para mostrar, na prática, como você pode evitar cair neles. 

Golpe da falsa central 

O que é: alguém se passa por funcionário do banco para ganhar sua confiança. 

Como acontece: A potencial vítima recebe uma ligação ou mensagem que afirma que há uma movimentação suspeita na sua conta. O golpista usa termos técnicos, simula atendimento e pode até ter alguns dados seus.  

Em seguida, pede a confirmação informações, instalação aplicativos ou algum tipo de “transação de segurança”. 

Como não cair: 

  • Desconfie de qualquer urgência ou ameaça de bloqueio;  
  • Nunca siga instruções recebidas por ligação;  
  • Encerre o contato e procure o canal oficial do banco. 

O golpe cria um senso de emergência para impedir que a pessoa pense com calma. Quando se interrompe o contato e se inicia um novo pelo canal oficial da instituição em questão, retoma o controle da situação.

Phishing 

O que é: tentativa de roubar dados por meio de links falsos que imitam sites oficiais. 

Como acontece: A possível vítima recebe um e-mail, SMS ou mensagem com um link que parece confiável:  pode ser uma promoção, atualização de cadastro ou alerta de segurança.  

Ao clicar, é direcionada para um site falso que solicita login, senha ou código de verificação. 

Como não cair: 

  • Evite clicar em links recebidos por mensagem;  
  • Acesse sites direto pelo endereço do navegador;  
  • Nunca insira dados em páginas desconhecidas. 

O golpe depende da interação. Se não clicar ou não preencher dados, ele não se concretiza.

Golpes com Pix 

 que é: transferências usadas para enganar a vítima e provocar um envio indevido de dinheiro. 

Como acontece: Um dos casos mais comuns é o golpe do falso Pix. O golpista faz uma transferência para a potencial vítima e, em seguida, entra em contato e diz que foi um erro, com pedido de devolução para outra chave. 

A pessoa devolve o valor, mas, paralelamente, o criminoso aciona o banco com a solicitação da devolução oficial da primeira transferência. Resultado: ele pode acabar por receber o dobro do valor

Como não cair: 

  • Nunca devolva valores recebidos via Pix por uma chave diferente da original;  
  • Em caso de dúvida, não faça a devolução por conta própria; 
  • Procure seu banco para orientar o procedimento correto.  

O erro acontece quando a devolução é feita fora do fluxo oficial. Usar os mecanismos do banco evita que o golpista se aproveite da situação. 

O Banco Central criou o Mecanismo Especial de Devolução (MED) justamente para esses casos, o que permite que a devolução seja feita com segurança e rastreabilidade. 

Golpe do WhatsApp 

O que é: uso da identidade de outra pessoa para pedir dinheiro. 

Como acontece: O golpista usa a foto e o nome de alguém conhecido e entra em contato com a justificativa de que trocou de número. Depois de uma conversa rápida, faz um pedido urgente de dinheiro. 

Como não cair: 

  • Confirme a identidade da pessoa por ligação ou outro canal;  
  • Desconfie de mensagens com urgência financeira;  
  • Não confie apenas na foto ou nome do contato. 

O golpe explora confiança e proximidade. Validar a identidade quebra essa falsa sensação de segurança. 

Boleto falso 

O que é: cobrança adulterada que direciona o pagamento para o golpista. 

Como acontece: 

  1. A potencial vítima recebe um boleto por e-mailWhatsApp ou encontra em um site falso
  1. O documento parece legítimo, com logo e dados reais;  
  1. O código de barras foi alterado e o pagamento vai para outra conta. 

Como não cair: 

  • Sempre verifique o recebedor final antes de pagar;  
  • Desconfie de boletos enviados por e-mail, redes sociais ou links, especialmente se você não tiver solicitado; 
  • Confira se o CNPJ e o nome do beneficiário no comprovante correspondem exatamente ao da instituição correta. 

Se o recebedor final for o C6 Bank, utilize o validador de boletos. Se for de outra instituição, entre em contato diretamente com o banco antes de pagar para confirmar a autenticidade 

Falso presente  

O que é: promessa de vantagem para induzir cliques ou coleta de dados. 

Como acontece: A potencial vítima recebe uma mensagem que diz que ganhou um prêmio ou desconto exclusivo. Para resgatar, precisa clicar em um link, preencher dados ou compartilhar com contatos. 

Como não cair: 

  • Desconfie de ofertas inesperadas; 
  • Não compartilhe dados em troca de benefícios;  
  • Confirme a promoção nos canais oficiais. 

O golpe usa curiosidade e ganho fácil. Ao parar para verificar, é possível evitar agir por impulso. 

Quem são os principais alvos de golpes digitais? 

Qualquer pessoa pode ser vítima. Mas alguns perfis são mais expostos, principalmente por nível de familiaridade com o ambiente digital

  • Pessoas com baixa familiaridade digital: Quem não está acostumado com tecnologia pode ter mais dificuldade para identificar sinais de fraude, como links suspeitos ou perfis falsos; 
  • Idosos: Costumam ser mais visados por golpistas que exploram confiança e urgência; 
  • Pessoas sob pressão emocional ou financeira: Situações de estresse aumentam a chance de decisões rápidas, exatamente o que o golpista quer; 
  • Usuários frequentes de Pix: Quanto mais transações rápidas, maior o risco de erro sem verificação. 

O que fazer ao cair em um golpe? 

Se acontecer, agir rápido faz toda a diferença. Entenda como proceder no passo a passo a seguir. 

1. Interrompa a ação imediatamente: Pare qualquer conversa, pagamento ou compartilhamento de dados; 

2. Bloqueie acessos: Troque senhas e desconecte dispositivos suspeitos; 

3. Avise o banco: Entre em contato pelos canais oficiais o mais rápido possível; 

4. Registre um boletim de ocorrência: Isso ajuda na investigação e na proteção dos seus dados; 

5. Monitore suas movimentações: Acompanhe sua conta para identificar transações suspeitas. 

Como o C6 Bank ajuda você a se proteger de golpes? 

A proteção não depende só de você, ela também pode ser reforçada pelas ferramentas do banco, quando usadas no contexto certo. 

  • Ao receber um pedido inesperado de dinheiro: você pode usar limites de transferência, o que reduz o risco de enviar valores para desconhecidos; 
  • Ao comprar online: o cartão virtual evita expor os dados do seu cartão físico em sites desconhecidos; 
  • Ao acessar o app: a biometria facial ajuda a garantir que só você tenha acesso à sua conta. 
  • Ao movimentar dinheiro: as notificações em tempo real permitem identificar rapidamente qualquer transação suspeita; 
  • Se algo parecer errado: o bloqueio rápido pode ser usado para proteger sua conta imediatamente. 

FAQ: dúvidas frequentes sobre fraudes 

Saiba mais das principais perguntas sobre golpes e entenda ainda mais como se proteger e evitar riscos de segurança

Como não cair em golpes com Pix?

Uma dica importante é sempre conferir com calma o nome do destinatário e revisar os dados antes de confirmar a transferência. A pressa costuma implicar em transferências feitas incorretamente 

Como saber se um link é falso?

Observe erros no endereço, desconfie de mensagens urgentes e evite clicar em links desconhecidos. Busque sempre o site ou os canais oficiais de informação da instituição em questão. 

O banco pede senha?

Não. Bancos não solicitam senha, código ou dados completos por telefone, e-mail ou mensagem.

Como evitar golpes no WhatsApp?

Uma das maneiras mais eficientes de evitar esse tipo de golpe é confirmar a identidade da pessoa por outro canal antes de enviar dinheiro. 

O que fazer imediatamente após cair em golpe?

Interrompa a ação na mesma hora, avise seu banco, troque suas senhas e registre um boletim de ocorrência. 

Explore nossos conteúdos completos e saiba como se proteger em diferentes situações: 

Informações sobre os produtos e serviços do C6 Bank vigentes na data da postagem deste texto. As regras e condições de cada produto e/ou serviço podem ser posteriormente alteradas. Consulte os termos vigentes no momento da contratação pelo app. 


Redatora

Bruna de Paula

Formada em Letras e pós-graduada em Comunicação e Retórica, atua há 7 anos com produção de conteúdo para mídias digitais, com 4 anos de experiência no mercado financeiro.

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